Coreia do Norte pode realizar novo teste nuclear, diz enviado britânico
da Reuters, em Londres
A Coreia do Norte pode realizar um novo teste nuclear pouco mais de um mês após seu segundo teste do tipo, afirmou o embaixador do Reino Unido em Pyongyang, Peter Hughes, nesta sexta-feira.
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O regime comunista realizou um teste nuclear em 25 de maio passado, o segundo desde 2006, que lhe rendeu uma nova resolução punitiva do conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). Segundo especialistas, essa manobra deixou o país próximo de ter uma bomba nuclear funcional.
"Não podemos descartar que um novo teste nuclear será realizado", disse Hughes, em entrevista coletiva com jornalistas em Londres via videoconferência em Pyongyang.
"Ontem [...] mísseis de pequeno alcance foram disparados e vocês verão informações de que pode ser lançado um míssil balístico intercontinental nos próximos dias ou semanas", disse, se referindo aos quatro mísseis lançados pelo regime comunista nesta quinta-feira como parte de um exercício militar.
A Coreia do Norte lançou um foguete em abril no que, para muitos, foi um teste disfarçado de um míssil de longo alcance, o que viola as resoluções da ONU, que proíbem o país de lançar mísseis balísticos.
No mês passado, o Conselho de Segurança da ONU aprovou sanções contra a Coreia do Norte por conta do teste nuclear realizado pelo país. O documento proíbe exportações de armas da Coreia do Norte e a maioria das importações de armamentos para o país.
Hughes disse que a resposta norte-coreana às preocupações expressadas pelo Reino Unido foi que "a ameaça ao país está se intensificando e eles não têm outra opção que não seja aumentar sua capacidade de dissuasão".
"Não vi da parte deles nenhuma intenção de entrar em negociações", acrescentou.
Ele disse, no entanto, que o Reino Unido espera que as "sanções aliadas a um contexto mais amplo de medidas [...] colocarão pressão suficiente na República Democrática Popular da Coreia [nome oficial do país] para reconsiderar sua posição sobre as negociações".
Coreia do Sul
O Ministério da Defesa sul-coreano disse nesta sexta-feira que o lançamento dos mísseis é uma mensagem de provocação para a Coreia do Sul, informou a agência Yonhap.
"Acreditamos que os lançamentos foram realizados levando em conta as relações entre as duas Coreias, já que foram mísseis de curto alcance e não de médio ou longo", disse hoje o porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano, Won Tae-jae.
Contudo, Won Tae-jae afirmou que o país não deu muita importância para os mísseis já que fazem parte de um exercício militar de rotina.
O porta-voz lembrou que em caso de um conflito entre as duas Coreias, os mísseis de curto alcance, como os quatro que a Coreia do Norte lançou nesta quinta-feira, seriam os projéteis mais úteis. Contudo, ele ressaltou que o país, assim como os EUA, não se sentem ameaçados pelos mísseis já que possuem armas muito mais avançadas e sofisticadas.
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Quanto mais o tempo passa, a Coreia do Norte e o Irã se tornam mais poderosos rumando para a invencibilidade.
Uma guerra avassaladora humilhará definitivamente Washington no Oriente Médio e na Península Coreana. Os EUA não podem mais vencer guerras, nem lutar quatro guerras ao mesmo tempo. Só a Guerra do Iraque sozinha fez a Europa tremer com atentados terroristas.
Eu tive um sonho e nesse sonho vi tanques norte-coreanos esmagando carros de civis sul-coreanos nas ruas de Seul. Uma imagem do poderoso e devastador poder bélico da Coreia do Norte.
Além de que em outro sonho, vi milhares de pessoas numa praça em Seul esperando um iminente lançamento de um míssil nuclear pela Coreia do Norte contra aquele país. O mundo estava tremendo.
E pergunto agora: "Organização das Nações Unidas, onde está você?!!"
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