Mundo
03/07/2009 - 14h21

Coreia do Norte pode realizar novo teste nuclear, diz enviado britânico

Publicidade

da Reuters, em Londres

A Coreia do Norte pode realizar um novo teste nuclear pouco mais de um mês após seu segundo teste do tipo, afirmou o embaixador do Reino Unido em Pyongyang, Peter Hughes, nesta sexta-feira.

Veja o histórico de testes nucleares e balísticos da Coreia do Norte
Veja cronologia do programa nuclear da Coreia do Norte
Programa nuclear é trunfo para Coreia do Norte; entenda
Comunista, país surgiu em meio à Guerra Fria; saiba mais

O regime comunista realizou um teste nuclear em 25 de maio passado, o segundo desde 2006, que lhe rendeu uma nova resolução punitiva do conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). Segundo especialistas, essa manobra deixou o país próximo de ter uma bomba nuclear funcional.

"Não podemos descartar que um novo teste nuclear será realizado", disse Hughes, em entrevista coletiva com jornalistas em Londres via videoconferência em Pyongyang.

"Ontem [...] mísseis de pequeno alcance foram disparados e vocês verão informações de que pode ser lançado um míssil balístico intercontinental nos próximos dias ou semanas", disse, se referindo aos quatro mísseis lançados pelo regime comunista nesta quinta-feira como parte de um exercício militar.

A Coreia do Norte lançou um foguete em abril no que, para muitos, foi um teste disfarçado de um míssil de longo alcance, o que viola as resoluções da ONU, que proíbem o país de lançar mísseis balísticos.

No mês passado, o Conselho de Segurança da ONU aprovou sanções contra a Coreia do Norte por conta do teste nuclear realizado pelo país. O documento proíbe exportações de armas da Coreia do Norte e a maioria das importações de armamentos para o país.

Hughes disse que a resposta norte-coreana às preocupações expressadas pelo Reino Unido foi que "a ameaça ao país está se intensificando e eles não têm outra opção que não seja aumentar sua capacidade de dissuasão".

"Não vi da parte deles nenhuma intenção de entrar em negociações", acrescentou.

Ele disse, no entanto, que o Reino Unido espera que as "sanções aliadas a um contexto mais amplo de medidas [...] colocarão pressão suficiente na República Democrática Popular da Coreia [nome oficial do país] para reconsiderar sua posição sobre as negociações".

Coreia do Sul

O Ministério da Defesa sul-coreano disse nesta sexta-feira que o lançamento dos mísseis é uma mensagem de provocação para a Coreia do Sul, informou a agência Yonhap.

"Acreditamos que os lançamentos foram realizados levando em conta as relações entre as duas Coreias, já que foram mísseis de curto alcance e não de médio ou longo", disse hoje o porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano, Won Tae-jae.

Contudo, Won Tae-jae afirmou que o país não deu muita importância para os mísseis já que fazem parte de um exercício militar de rotina.

O porta-voz lembrou que em caso de um conflito entre as duas Coreias, os mísseis de curto alcance, como os quatro que a Coreia do Norte lançou nesta quinta-feira, seriam os projéteis mais úteis. Contudo, ele ressaltou que o país, assim como os EUA, não se sentem ameaçados pelos mísseis já que possuem armas muito mais avançadas e sofisticadas.

Comentários dos leitores
eduardo de souza (462) 13/11/2009 13h12
eduardo de souza (462) 13/11/2009 13h12
A coréia do Norte esta certíssima, não dorme enquanto o inimigo esta acordado. Se querem retirar do mundo as armas nucleares comecem com quem tem. Eua e sua compania estão armados até os dentes. Principalmente o Eua mostra que usa bombas nucleares mesmo, e o Japão que se cuide, esta abrigando dentro de sí, o maior trairá que existe. Aqui no Brasil já fomos alvo de ataques pequenos, com outros tipos de armas, o ideal seríamos ter bombas nucleares, caso fossemos atacados de forma mais brutal. Pela liberdade de defesa, quem possui armas nucleares, não podem se intrometer com aqueles que querem possuir também. sem opinião
avalie fechar
J. R. (1145) 01/11/2009 06h50
J. R. (1145) 01/11/2009 06h50
O impositivo acordo que FHC aderiu para nosso país nos tira do alvo do clube nuclear, controlado pelos nazisionistas do eixo que dominam o mundo. Agora dizem que nem mesmo a proibição de armas nucleares prevista na constituição é suficiente, a intromissão começa a passar dos limites. Qualquer reação ou declaração, como foi a do Bolsonaro para construir bomba, constitui um argumento para o início de uma perseguição, que o Brasil já foi alvo anteriormente, por parte do "não tão aliado assim" U-S-A; de maneira que as autoridades brasileiras devem evitar declarações polêmicas que sirvam de "carvão" para os "candinhas" da AIEA prejudicarem nosso país. "Brasil é pressionado a aceitar inspeções intrusivas a programa nuclear." 56 opiniões
avalie fechar
Marcelo Moreto (178) 26/10/2009 11h57
Marcelo Moreto (178) 26/10/2009 11h57
Para se manter fortalecido e pioneiro, os Estados Unidos da América do Norte anseiam e fortalecem esses conflitos entre culturas. No caso das Coréias, é nítido o sucateamento mental da Coréia do Norte, cujo obejivo daquele ditador é manter seu povo nas rédeas. O perigo disso é que essas pessoas são fiéis ao seu líder, assim como os cães são aos seus donos. Peça para avançar e veja o que acotece! 6 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (269)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca