Organizações cortam US$ 300 mi em ajuda para pressionar Honduras
da Folha Online
A comunidade internacional congelou entre US$ 300 milhões e US$ 450 milhões de ajuda financeira a Honduras como punição pelo golpe de Estado derrubou o presidente eleito, Manuel Zelaya, no domingo passado (28). O número foi apresentado pela ministra de Finanças do governo Zelaya, Rebeca Santos, nesta sexta-feira.
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O presidente venezuelano, Hugo Chávez, um dos principais aliados de Zelaya e, segundo o governo interino, financiador do projeto do presidente eleito de tentar reformar a Constituição para aprovar a reeleição, suspendeu o envio de petróleo a Honduras.
| Nelson Antoine/AP |
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| Manifestantes protestam do lado de fora do Consulado em SP contra o golpe militar |
"Para este ano, tínhamos previsto uma ajuda de entre US$ 300 e 450 milhões", disse Santos. "Esta é a quantia que poderia estar neste momento disponível a um governo de fato", completou, em entrevista coletiva durante a 2ª Reunião de Ministros da Fazenda da América e Caribe.
Os recursos seriam entregues por organizações como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que suspenderam seus programas de ajuda ao país depois da queda de Zelaya em um golpe arquitetado pela Justiça e o Congresso.
"Honduras é um dos cinco países mais pobres da América Latina", afirmou a ministra, impedida de voltar a seu país pelo governo interino. "Esta situação irregular em meu país coloca os programas de desenvolvimento social em risco e prejudica o crescimento econômico," completou.
Após um duro discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o golpe militar em Honduras, o Itamaraty também cortou uma lista de programas de cooperação com Honduras.
Os programas são concentrados em duas áreas: energia e saúde. Como Brasília não reconhece o governo do presidente interino Roberto Micheletti, a ordem é para que as negociações das áreas técnicas dos dois países sejam interrompidas por prazo indeterminado.
Honduras cresceu em 2008 algo em torno de 4%. Para este ano, a previsão era de 2%, antes da derrubada de Zelaya.
Petrodólares
Chávez também se juntou ao esforço internacional para a restituição de Zelaya, seu mais novo aliado, e anunciou nesta sexta-feira que suspendeu o envio de petróleo ao país.
Honduras se beneficiava do acordo de cooperação Petrocaribe, pelo qual recebia cerca de 200 mil barris diários de petróleo da Venezuela com facilidades e vantagens financeiras. O programa beneficia 17 países.
"Nós suspendemos o envio de petróleo, que não é para Zelaya, é para o povo de Honduras, produto de Petrocaribe", disse Chávez em seu programa de rádio e televisão.
O presidente afirmou que, para a próxima semana, estava previsto o envio de uma carga de petróleo ao país.
"Um dos primeiros impactos da medida venezuelana vai ser o incremento dos preços da gasolina em Honduras, o que beneficiará a oligarquia que derrubou Zelaya porque recuperará seu monopólio no setor", afirmou Chávez.
Chávez rejeitou ainda as críticas de que está financiando o governo de Zelaya e afirmou que o programa Petrocaribe "não é apoio a Zelaya e sim cooperação com países que foram explorados."
Com Efe, France Presse e Folha
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Cadê os defensores da extradição de Cesare Battisti. Não falam nada? Extradição só serve para os de esquerda? Para os gorilas funcionários de Bush não vale? Ah, então tá.
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"QUEM MANDA, "MANDA".
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