Mundo
03/07/2009 - 14h55

Argentina diz que casos de gripe suína no país podem chegar a 100 mil

Publicidade

colaboração para a Folha Online

O ministro da Saúde da Argentina, Juan Manzur, confirmou nesta sexta-feira que os infectados pela gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1)-- no país podem chegar a 100 mil, dos quais apenas 2.800 foram confirmados por laboratório.

O ministro, que acompanhou a presidente argentina, Cristina Kirchner, a um dos hospitais onde estão os casos mais graves da gripe, indicou que foram registrados ao longo do ano cerca de 320 mil infectados pela gripe comum.

Segundo ele, desde o início da circulação do vírus da gripe A foram contabilizados no país 100 mil casos.

Manzur confirmou que, até agora, são 44 as vítimas mortais da gripe certificadas por laboratório, embora tenha admitido que há outros casos em estudo.

No entanto, a imprensa argentina eleva o número de mortos a 55.

O Ministério da Saúde da Argentina informou sobre 1.587 infectados pelo vírus confirmados por laboratórios no último boletim sobre a doença, divulgado na última sexta-feira (26).

"Na medida em que não estamos fazendo exames de laboratório, perdemos a conta do denominador e não sabemos quantas pessoas contraíram a gripe. Supomos que sejam várias dezenas de milhares", disse o infectologista Pedro Cahn em declarações publicadas nesta sexta-feira pelo diário "Crítica", de Buenos Aires.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

Com Efe

Comentários dos leitores
Mauricio F Beltran (13) 08/11/2009 10h32
Mauricio F Beltran (13) 08/11/2009 10h32
A mídia realmente está ofuscando o que ocorre no mundo, e no Brasil também.
Acompanhem no meu blog:
www.mauricio.beltran.nom.br/blog
sem opinião
avalie fechar
Luiz Canazar (37) 07/11/2009 21h47
Luiz Canazar (37) 07/11/2009 21h47
Afora este fórum, não há mais quase nada na mídia nacional informando sobre o avanço da pandemia no Hemisfério Norte. Infelizmente, a situação é mais grave do que era de se esperar. Há rumores de que o vírus sofreu uma mutação, o que está se disseminando na Ucrânia é de um tipo diferente do H1N1. Parece que a vacina não imuniza, o país está importando lotes e mais lotes emergenciais de Tamiflu. 2 opiniões
avalie fechar
eugenio araujo (80) 07/11/2009 15h21
eugenio araujo (80) 07/11/2009 15h21
Onde esta a investigação criminal sobre o "protocolo" do MS. No Brasil concentra 1/3 das mortes por H1N1 que ocorreram no mundo. Tem coisa errada, obviamente. Onde está o Ministerio Publico Federal???
O MS poderia explicar de onde tirou a conclusão que primeiros sintomas é igual sintomas graves?????
Por que o fabricante do Tamiflu não adotou o procedimento de retirada do Tamiflu das farmacias também nos outros paises?????
Este MS tem que dar muita explicação.
Quando ocorre um acidente ha investigação. Esta quantidade de mortes no Brasil (1/3 do mundo), esta fora totalmente do padrao comum que vem ocorrendo em outros paises. Isto tem que ser apurado.
1 opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (6312)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca