Mundo
03/07/2009 - 15h33

Novo ministro português assume após "chifre" causar queda do antecessor

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da Efe, em Lisboa

O presidente da República de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, aceitou nesta sexta-feira a nomeação de Fernando Teixeira dos Santos como novo ministro da Economia, após a demissão na noite desta quinta-feira de Manuel Pinho, que simulou chifres com as mãos em uma sessão do Parlamento.

Teixeira dos Santos, atual ministro das Finanças, será o responsável pelas duas pastas até o dia 27 de setembro, quando vão ser realizadas as eleições legislativas. Ele deverá tomar posse oficialmente nesta segunda-feira, segundo informou a Presidência.

Nuno Ferreira/Reuters
Ex-ministro de Economia de Portugal, Manuel Pinho, renuncia depois de simular chifres com as mãos para colega no Parlamento
Ex-ministro de Economia de Portugal, Manuel Pinho, renuncia depois de simular chifres com as mãos para colega no Parlamento

No ato oficial será nomeado ainda o novo secretário de Estado para a Indústria e a Inovação, José de Castro Guerra; o secretário de Estado de Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Pereira Serrasqueiro; e o secretário de Turismo, Bernardo Luís Amador Trindade.

Pinho, que estava no cargo desde 2005, simulou chifres com suas mãos, gesto que dirigiu ao porta-voz dos comunistas portugueses, Bernardino Soares, depois de este ter recriminado sua atitude em relação a um problema trabalhista ocorrido em minas no sul de Portugal.

As minas de zinco de Aljustrel, na região do Alentejo, estão na origem do incidente entre Pinho e Soares, devido à difícil situação enfrentada pelos funcionários. A companhia mineradora britânica Lundin fechou neste ano a sua mina de Aljustrel, que havia sido reaberta em 2007, durante a alta de preços de commodities, mas que foi afetada pela queda nos preços em meio à crise financeira global, que se agravou em setembro do ano passado.

Soares acusou Pinho de visitar a área apenas para "entregar cheques", o que provocou reação do ministro.

Soares considerou a ação como "pouco educada" e solicitou a renúncia de Pinho, que, apesar de pedir desculpas rapidamente, justificou sua reação dizendo ter se sentido ofendido com as acusações do deputado comunista.

O primeiro-ministro português, José Sócrates, lamentou o comportamento de Pinho e declarou que foi um "gesto fatal", mas considerou que o episódio foi redimido imediatamente pelo governo.

 

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