BID anuncia que vai comprar vacina contra gripe suína para países pobres
da Folha Online
O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) prepara-se para utilizar parte de seus recursos para comprar vacinas contra a gripe suína --A (H1N1)-- para países pobres, disse nesta sexta-feira a gerente de Setor Social da entidade, Kei Kawabata, em Cancún.
Ela explicou que os recursos serão canalizados pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPS) e terão que ser negociados com os países que não contam com recursos suficientes para adquirir as vacinas.
Grandes empresas farmacêuticas e órgãos de vários governos estão desenvolvendo vacinas contra o novo tipo de gripe, mas ainda não há comercialização do produto, ainda em fase de testes. As vacinas devem começar a ser vendidas nos próximos meses.
Keiji Fukuda, diretor-geral adjunto da OMS (Organização Mundial da Saúde), afirmou que o financiamento para a compra de vacinas nos países com menos recursos é um "problema crítico", já que há dificuldades técnicas, requer vontade política e ainda é preciso definir como será o trabalho em conjunto com os países.
O analista disse que haverá uma reunião em Genebra, na Suíça, na próxima semana, que contará com a presença da diretora geral da OMS, Margaret Chan; o diretor do Banco Mundial (BM), Robert B. Zoellick, e um grupo de doadores, onde um dos objetivos é obter apoio financeiro para as compra das vacinas.
Pandemia
O mais recente balanço da OMS, divulgado nesta sexta-feira, registrou que 89.921 pessoas de 125 países e territórios já contraíram a gripe suína. Em 382 casos, os pacientes morreram.
No dia 11 de junho, a organização anunciou que a doença atingiu o nível de pandemia (epidemia generalizada).
O termo tem relação apenas com a ampla distribuição geográfica do vírus, e não com a sua periculosidade.
Os Estados Unidos possuem o maior número de casos --33.902-- e de mortes --170. Nos últimos dois dias, o país registrou 6.185 novos casos e 43 mortes causadas pela doença.
No México --considerado o epicentro da gripe suína--, foram confirmados até agora 10.262 casos e 119 mortes. O Canadá registrou 7.983 casos e 25 mortes.
No Reino Unido --o país europeu mais afetado--, as autoridades de saúde já registraram 7.447 infectados com o vírus da doença e três mortes.
Na América do Sul, o país mais afetado é o Chile, que confirmou 7.376 casos e 14 mortes. No entanto, a Argentina possui o maior número de mortes --26 de um total de 1.587 casos.
Brasil
O ministro da Saúde do Brasil, José Gomes Temporão, afirmou nesta sexta-feira que mais 19 casos de gripe suína foram confirmados no Brasil. Com isso, o número de pessoas infectadas sobe para 756. De acordo com o governo, a maioria dos infectados no país, desde 8 de maio, já recebeu alta ou está em processo de recuperação.
O governo informou que 1.414 casos suspeitos são monitorados no país. As amostras com secreções respiratórias dos pacientes estão em análise laboratorial.
O ministro também anunciou que o governo vai fazer um "uso racional" dos medicamentos para contenção da doença.
"A medida do governo brasileiro [de restringir a internação e medicação a pessoas imunodeprimidas, idosos e crianças com menos de 2 anos, tomada na semana passada] revelou-se extremamente acertada. A medicação desnecessária pode levar a uma resistência ao vírus, como já ocorreu em três países, Dinamarca, Japão e Hong Kong", afirmou.
Sintomas
No dia 11 de junho, a OMS (Organização Mundial da Saúde) anunciou que a doença atingiu o nível de pandemia (epidemia generalizada). O termo tem relação apenas com a ampla distribuição geográfica do vírus, e não com a sua periculosidade.
A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.
Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).
Com Efe
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O Ministério da Saúde está atento e continua realizando todas as ações relacionadas à Influenza A (H1N1). Cabe ressaltar que o número de casos graves da doença e de óbitos vem diminuindo. Estamos sempre à disposição.
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Apesar de ainda serem notificados novos casos graves de Influenza A (H1N1), esse número teve uma grande redução. No Brasil, em comparação com a semana epidemiológica com o maior número de notificações, a semana epidemiológica 44 (até 07 de novembro), apresentou redução de 97%. Esse decréscimo também ocorreu nas regiões do país. Na região Sul, por exemplo, a redução foi de 98%. Continuamos à disposição.
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A vacina contra a Influenza A (H1N1) estará disponível para todas as pessoas que fizerem parte dos grupos que deverão ser imunizados. Estamos à disposição.
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