Interpol nega que esteja em busca de médico que atendeu jovem baleada no Irã
da Folha Online
A Interpol negou nesta sexta-feira que esteja à procura do médico que tentou salvar a jovem iraniana Neda Soltan Agha, morta com um tiro no peito durante protestos em Teerã contra supostas fraudes na reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, informou o site de notícias da rede americana CBS. A informação de que a entidade internacional buscava prender Arash Heyazi foi divulgada nesta semana pelo governo iraniano.
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Na quarta-feira, autoridades de segurança do Irã disseram ter enviado uma ordem de busca e captura à Interpol contra o médico.
"A Interpol e as forças do Ministério de Inteligência já estão perseguindo Hejazi", disse o comandante de polícia no Irã, general Ismail Ahmadi Moghadam, citado pela agência local de notícias Fars. "É procurado porque, como testemunha, criou confusão. O assassinato [de Neda] é algo organizado que não está relacionado com os distúrbios em Teerã."
Mas em declarações à CBSNews.com, um porta-voz da Interpol em Lyon, na França, negou categoricamente que a organização internacional esteja envolvida na investigação sobre a morte de Neda. "Nós não recebemos qualquer pedido de informações ou assistência sobre a morte desta mulher", disse Rachel Billington.
As imagens da morte de Neda, filmadas por um manifestante, foram colocadas no site de vídeos Youtube e se tornaram um símbolo da violenta repressão do governo iraniano aos protestos contra a eleição do dia 12 de junho.
O médico Hejazi é o homem que aparece no vídeo tentando ajudar jovem, após ela receber um tiro no peito. Ele viajou a Londres pouco depois. Logo após chegar à capital britânica, disse que a jovem tinha sido assassinada pelas forças da ordem e que, após ver o vídeo na internet, decidiu retornar a Londres, porque temia pela própria vida.
Hejazi, que mora em Oxford, é o único tradutor para o persa das obras do escritor Paulo Coelho. Em seu blog, ele disse que fez o que qualquer pessoa faria na mesma situação e que já esperava que o governo iraniano lançasse mentiras contra ele e os manifestantes "em vez de levar à justiça os assassinos desta jovem inocente e de outras pessoas e aceitar suas responsabilidades".
As autoridades iranianas rejeitam a denúncia de testemunhas de que milicianos Basij, ligados à Guarda Revolucionária, foram os responsáveis pela morte da jovem e culpam "grupos que querem criar uma divisão na nação". Segundo o governo, os atiradores podem tê-la confundido com a irmã de um terrorista do país.
O regime iraniano, que acusa o Ocidente de promover os distúrbios pós-eleitorais, sugeriu que a morte de Neda foi "fabricada" por alguns meios de comunicação estrangeiros.
Ahmadinejad anunciou na segunda-feira passada (29) que tinha pedido ao Poder Judiciário que investigasse a "misteriosa" morte da jovem estudante.
Resultado contestado
O resultado da eleição, divulgado no último dia 13 de junho, deu início aos maiores protestos de rua em Irã desde a Revolução Islâmica de 1979.
O moderado ex-primeiro-ministro Mir Hossein Mousavi e os outros dois candidatos derrotados na eleição presidencial --Mehdi Karubi e Mohsen Rezai-- submeteram um total de 646 queixas contra o resultado do pleito. O conservador Rezai as retirou depois que o líder supremo do país endossou a vitória de Ahmadinejad e ordenou o fim dos protestos.
No dia seguinte à declaração de Khamenei, feita durante um sermão na universidade de Teerã, houve uma grande repressão aos protestos, com violência nas ruas e prisões feitas durante as manifestações e à noite, a casa de pessoas selecionadas pelo governo. No total, 17 pessoas morreram nos vários dias protestos, de acordo com dados oficiais.
A reação do governo, que incluiu forte censura à internet, conseguiu reduzir o volume dos protestos, e o Conselho de Guardiães disse que a maioria das denúncias apresentadas não foi considerada irregularidade de eleição. Muitas foram descartadas após a realização de "estudos precisos e profundos" sobre o processo eleitoral, embora o órgão tenha admitido que em 50 cidades houve mais votos que eleitores --o que poderia ter afetado 3 milhões de votos, número menor que a vantagem de Ahmadinejad para vencer no primeiro turno.
Após uma recontagem de aproximadamente 10% dos votos, o Conselho confirmou, na última segunda-feira, os resultados da eleição que deram a vitória ao presidente.
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"O Parlamento iraquiano aprovou nesta terça-feira um acordo de cooperação marítima com o Reino Unido que permitirá o retorno de entre cem e 150 soldados britânicos ao sul do país árabe, para ajudar a treinar a Marinha iraquiana e proteger as instalações petrolíferas."
Este é o sinal obvio que os ingleses se apossaram das companhias de petróleo iraquianas após enforcarem Sadam Hussein e colocarem "testas de ferro e laranjas" da nova elite iraquiana. Como se não bastasse o exército iraquiano vigiará os poços para eles. Provavelmente, após o saque ao tesouro iraquiano, no lugar de ouro e outras moedas, os corsários os encheram de dólares cheirando a tinta. O Irã deve abrir bem os olhos, pois isso é o que é pretendido para eles também. É bom que a revolução dos aiatolás comece a educar seu povo maciçamente, a fim de não facilitar a invasão dos inimigos que sempre contam com que o povo esteja na ignorância.
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