Mundo
04/07/2009 - 02h19

Norte-coreanos testam quarto míssil no mar do Japão, diz Coreia do Sul

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da Folha Online

A Coreia do Norte lançou neste sábado seu quarto míssil, o oitavo em dois dias, a partir do litoral do mar do Japão. A agência de notícias sul-coreana Yonhap afirmou que o quarto projétil é semelhante aos anteriores, do tipo Scud, de alcance de cerca de 500 km.

Na quinta-feira, os norte-coreanos haviam lançado quatro mísseis de curto alcance, em meio a uma escalada das ameaças do regime comunista à comunidade internacional após o teste nuclear de 25 de maio passado. "O Serviço de Inteligência da Coreia do Sul estima que o país vizinho tenha cerca de 700 mísseis do tipo em seu arsenal."

O regime da Coreia do Norte, que tem um histórico de disparar mísseis em momentos de atrito diplomático, foi punido com sanções do Conselho de Segurança (CS) da ONU (Organização das Nações Unidas) após o teste de maio --o segundo de sua história. Os lançamentos deste sábado coincidem com o feriado nacional da independência americana.

Apesar das ameaças, a Coreia do Norte já havia anunciado que realizaria manobras militares durante o mês de julho, e pediu ao Japão que não se aproximasse de sua costa no período.

Escalada militar

Em abril, a Coreia do Norte disparou um foguete, no que foi amplamente considerado como um teste de míssil de longo alcance --o que é proibido ao país por sanções anteriores do CS--, embora o país tenha alegado que se tratou apenas do lançamento de um foguete satélite, dentro de seu programa espacial civil.

Em seguida, o país disparou uma série de mísseis de curto alcance logo após o teste nuclear subterrâneo de maio e fez outros lançamentos no início deste mês.

O CS puniu a Coreia do Norte pelo lançamento do foguete de longo alcance aumentando o rigor das sanções já existentes contra o país. Os norte-coreanos exigiram desculpas do órgão, sob pena de fazer um lançamento de míssil intercontinental.

Em resposta ao teste nuclear, o conselho da ONU aprovou em junho uma resolução vetando o comércio de armas com a Coreia do Norte, incluindo a proibição a qualquer país de comprar sistemas de mísseis, que são uma fonte vital de divisas para o Estado norte-coreano.

Além disso, autorizou os Estados membros da ONU a inspecionar cargas marítimas, aéreas e terrestres saindo da Coreia do norte ou rumando para o país, com o direito de apreender e destruir mercadorias que violem as sanções.

Nesta quinta-feira, o chefe de gabinete do governo japonês, Takeo Kawamura, disse que o lançamento de um míssil de longo alcance neste fim de semana era possível. "Nós não podemos descartar essa possibilidade", disse ele, citando o comportamento passado do regime norte-coreano.

Em 2006, a Coreia do Norte lançou o seu mais avançado míssil, um Taepodong, durante a comemoração do 4 de Julho nos EUA, mas o foguete caiu no oceano pouco depois do lançamento.

Os japoneses temem que o míssil seja lançado contra o Havaí. As defesas antimísseis foram reforçadas no Estado americano.

Comentários dos leitores
J. R. (1104) 01/11/2009 06h50
J. R. (1104) 01/11/2009 06h50
O impositivo acordo que FHC aderiu para nosso país nos tira do alvo do clube nuclear, controlado pelos nazisionistas do eixo que dominam o mundo. Agora dizem que nem mesmo a proibição de armas nucleares prevista na constituição é suficiente, a intromissão começa a passar dos limites. Qualquer reação ou declaração, como foi a do Bolsonaro para construir bomba, constitui um argumento para o início de uma perseguição, que o Brasil já foi alvo anteriormente, por parte do "não tão aliado assim" U-S-A; de maneira que as autoridades brasileiras devem evitar declarações polêmicas que sirvam de "carvão" para os "candinhas" da AIEA prejudicarem nosso país. "Brasil é pressionado a aceitar inspeções intrusivas a programa nuclear." sem opinião
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Marcelo Moreto (160) 26/10/2009 11h57
Marcelo Moreto (160) 26/10/2009 11h57
Para se manter fortalecido e pioneiro, os Estados Unidos da América do Norte anseiam e fortalecem esses conflitos entre culturas. No caso das Coréias, é nítido o sucateamento mental da Coréia do Norte, cujo obejivo daquele ditador é manter seu povo nas rédeas. O perigo disso é que essas pessoas são fiéis ao seu líder, assim como os cães são aos seus donos. Peça para avançar e veja o que acotece! 5 opiniões
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emanuel gomes bueno (3) 21/10/2009 18h44
emanuel gomes bueno (3) 21/10/2009 18h44
Como pode os USA permitir que a Coreia do Norte se tornasse uma potência nuclear letal? Não fez nada para impedir testes nucleares e agora quer impor alguma coisa sobre o Irã, quanta hipocrisia.
Quanto mais o tempo passa, a Coreia do Norte e o Irã se tornam mais poderosos rumando para a invencibilidade.
Uma guerra avassaladora humilhará definitivamente Washington no Oriente Médio e na Península Coreana. Os EUA não podem mais vencer guerras, nem lutar quatro guerras ao mesmo tempo. Só a Guerra do Iraque sozinha fez a Europa tremer com atentados terroristas.
Eu tive um sonho e nesse sonho vi tanques norte-coreanos esmagando carros de civis sul-coreanos nas ruas de Seul. Uma imagem do poderoso e devastador poder bélico da Coreia do Norte.
Além de que em outro sonho, vi milhares de pessoas numa praça em Seul esperando um iminente lançamento de um míssil nuclear pela Coreia do Norte contra aquele país. O mundo estava tremendo.
E pergunto agora: "Organização das Nações Unidas, onde está você?!!"
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