Mundo
04/07/2009 - 18h28

Rússia expressa preocupação com mísseis norte-coreanos; EUA evitam aumentar tensão

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da Folha Online

Depois que Coreia do Norte lançou ao menos sete mísseis balísticos na sua costa leste neste sábado, os dois países vistos como principais aliados do regime comunista de Pyongyang, Rússia e China, expressaram preocupação com a "escalada de tensão na região" afirmou, por meio de um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores russo.

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Os projéteis foram lançados entre as 8h e as 16h10 de hoje (20h da sexta-feira e 4h10 de Brasília de hoje), a partir da base militar de Gitdaeryong, próxima à cidade litorânea de Wonsan, situada ao sudeste da Coreia do Norte, e têm um alcance de entre 400 km e 500 km, segundo o governo da Coreia do Sul.

Lançados no dia do feriado nacional da independência americana, os mísseis de médio alcance foram vistos como uma provocação aos Estados Unidos, mas as autoridades americanas tentam reagir de modo a não dar ao regime comunista norte-coreano o status de antagonista, disseram funcionários da Casa Branca.

Falando sob condição de anonimato, eles afirmaram que o governo Barack Obama deve reagir de forma discreta para não dar a atenção que é procurada por Pyongyang.

A Coreia do Norte tem realizado neste ano série de movimentos de provocação à comunidade internacional e a sanções do Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas, os principais deles o lançamento em abril de um míssil de longo alcance --usado apenas para colocar um foguete em órbita segundo Pyongyang-- e seu segundo teste de bomba nuclear, em maio, após a explosão de 2006 que foi alvo de condenação.

Desde então, o país tem lançado mísseis de curto e médio alcances dentro de seu território e no mar do Japão, mesmo após novas sanções do CS, que ampliaram as restrições de comércio de armas do país e autorizaram a inspeção de navios suspeitos que saiam da Coreia do Norte ou estejam rumo a algum porto norte-coreano.

Publicamente, os EUA pediram neste sábado que a Coreia do Norte não agrave a tensão já existente entre o país e a comunidade internacional. "A Coreia do Norte deveria se abster de ações que agravam a tensão e se dedicar às negociações sobre sua nuclearização, cumprindo seus compromissos da declaração conjunta do dia 19 de setembro", afirmou Karl Duckworth, porta-voz do Departamento de Estado. "Este tipo de comportamento dos norte-coreanos não ajuda", acrescentou.

A União Europeia (UE) considerou o lançamento uma "provocação". "A UE condena o lançamento de mísseis, considera uma provocação e exige que a Coreia do Norte volte à mesa de negociações", afirmou Cristina Gallach, porta-voz do alto representante para Política Externa e Segurança Comum do bloco, Javier Solana.

As autoridades sul-coreanas dizem que continuam estudando os testes para determinar as intenções do regime comunista e o tipo exato de mísseis que foram lançados --a suspeita é que os projéteis são do tipo Scud e parecem ter caído no Mar do Leste (Mar do Japão) sem causar danos.

Os sul-coreanos não descartam também que sejam projéteis Rodong, um tipo de Scud melhorado. Esses mísseis podem alcançar uma distância de entre 1.000 km e 1.400 km, mas teriam sido modificados especialmente para a realização deste teste, com o objetivo de que caíssem antes.

Embora um jornal japonês tenha publicado no mês passado que a Coreia do Norte planejava lançar um míssil de longo alcance contra o Havaí, não foram detectados movimentos nesse sentido. Um lançamento dessa magnitude demanda uma grande preparação com antecedência que não foi registrada pelos americanos, mas a segurança antibalística foi reforçada no Havaí.

Contexto

Seul considera os mísseis lançados neste sábado e na última terça-feira uma mensagem política do regime de Kim Jong-il em resposta às novas sanções impostas pelo CS.

O lançamento também acontece em um momento de incerteza sobre o futuro político do regime de Kim Jong-il, que --segundo especulações-- teria sofrido um derrame cerebral em agosto do ano passado e estaria preparando seu filho mais novo como sucessor.

O teste balístico foi recebido com consternação pelos moradores da região, com o Japão, o primeiro a reagir, qualificando-o como um "sério ato de provocação contra a segurança regional" e "contra a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas".

O governo japonês apresentou neste sábado um protesto formal à Coreia do Norte por este novo teste balístico, por meio dos canais diplomáticos do regime comunista em Pequim, e iniciou uma equipe especial de trabalho para estudar cuidadosamente este novo desafio.

Com Associated Press, Efe e France Presse

Comentários dos leitores
eduardo de souza (243) 11/09/2009 18h17
eduardo de souza (243) 11/09/2009 18h17
Opa! Opa! Esse espaço do fórum é para falar sobre a Coréia do Norte, gripe suína esta em outro lugar.
Esse pessoal do "escritório" se infiltra em tudo mesmo... O USA, (não confundir com o verbo usar) não pode dar conta de ataques simultaneos, he, he, estão mostrando fraqueza, e quando o inimigo se encolhe, é a hora de ir para cima. Tentar dominar simultaneamente vários países é a desgraça de todos os guerreadores. Enchem-se de autoconfiança e cometem o erro fatal, não conseguem permanecer nas bases hospedeiras. O mesmo sentimento que levanta, derruba também, por ser ele, esse sentimento egoísta, falso e contrário ao que deseja o espécie humano. Tentar dominar as pessoas e suas culturas nunca será bom, para ninguém, como tudo na vida tem dois aprendizado, espero que não seja pela dor que irão aprender os filhos do tio sam.
sem opinião
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joao martins (16) 11/09/2009 17h44
joao martins (16) 11/09/2009 17h44
Bom, provavelmente, os americanos vão dizer ao coreanos que os estados unidos vão DESTRUIR todas armas nucleares americanas e que os coreanos e outros paises do mundo, façam a mesma coisa, deve ser isso né? COERÊNCIA. sem opinião
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J. R. (798) 05/08/2009 22h54
J. R. (798) 05/08/2009 22h54
A libertação das duas jornalistas iankee-coreanas pelo ditador norte-coreano deve ser entendido como um ato de boa vontade desse país castigado e isolado. Por aqui com meus "borbotões" penso que os Estados Unidos são um país rachado: por um lado democratas sulistas e por outro republicanos sionistas. A luta entre norte e sul continua, embora democraticamente podemos constatar uma alternância de poder entre as duas facções. A republicana é a mais reacionária, pois representa os interesses do conglomerado armamentista e de wall street. 2 opiniões
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