Manifestantes anti-G8 entram em choque com a polícia na Itália
da Folha Online
Mais de 3.000 manifestantes que se opõem à ampliação de uma base americana na Itália entraram em choque neste sábado com a polícia italiana, na cidade de Vicenza, no primeiro grande protesto visando à cúpula da próxima semana, na cidade italiana de Áquila, do G8, grupo que reúne oito das maiores economias do mundo.
A polícia lançou gás lacrimogêneo sobre os manifestantes para impedir que eles atravessassem uma ponte de Vicenza e se aproximassem da base militar localizada na cidade.
Um grupo de manifestantes, alguns deles vestindo capacetes de moto e com os rostos cobertos, atiraram garrafas, pedras e acenderam rojões para tentar fazer frente às forças de segurança. Eles são contra as obras de expansão, que devem fazer da base de Vicenza uma das maiores dos EUA na Europa, e manifestaram-se mais genericamente contra a reunião do G8 marcada para os próximos dias 8, 9e 10.
A violência começou pouco depois do início da manifestação, organizada pelo comitê "Não a Molin" (nome do antigo aeroporto onde estão sendo feitas as obras).
Participaram do protesto pacifistas, ativistas antiglobalização e militantes da esquerda radical.
"Não queremos armas em nossa região", gritavam os manifestantes. "Não queremos ser retaguarda para que matem crianças no Afeganistão".
"Somos cidadãos, e não súditos de Roma ou Washington", afirma o comitê no texto divulgado um dia antes do protesto, organizado no dia 4 de julho para coincidir com a comemoração do dia da Independência dos Estados Unidos.
Os manifestantes foram, depois, autorizados a prosseguir a passeata, que se encerrou pacificamente no começo da noite. Não houve relatos de feridos.
Com Reuters e France Presse
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