Mundo
04/07/2009 - 21h10

Vice dos EUA passa feriado da independência no Iraque e é criticado por declaração

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da Folha Online

O vice-presidente americano, Joe Biden, passou o feriado da independência americana neste sábado ao lado de seu filho e de outros soldados americanos no Iraque, um dia depois de advertir para a possível suspensão dos compromissos americanos caso persista a violência étnica e religiosa no país. As declarações de Biden levaram o governo de Bagdá a afirmar neste sábado que os EUA não devem interferir na política interna do país.

Biden deve "transmitir a seu presidente o desejo comum dos iraquianos de querer solucionar seus próprios problemas. Não queremos que outras partes interfiram em nossos assuntos, já que as coisas se complicarão e nada será solucionado", afirmou o porta-voz do governo Ali Dabbagh. "Trata-se de uma mensagem importante que ele deve transmitir".

Dabbagh destacou que o Iraque "quer ter boas relações com os Estados Unidos e que compartilha suas preocupações", mas salientou que os iraquianos "podem resolver seus próprios problemas, como prevê a Constituição, e por meio do consenso entre os grupos nacionais, em particular na região curda e no centro".

"Penso que já fomos claros sobre isto e que não há qualquer ambiguidade".

Joe Biden disse nesta sexta-feira que os EUA podem ignorar os compromissos políticos assumidos com Bagdá se a violência religiosa ou étnica recomeçar no Iraque.

"Se a violência recomeçar, ela mudará a natureza do nosso compromisso. Ele [Biden] foi muito direto sobre este ponto", revelou um alto funcionário americano.

"Se, em razão de ações de diferentes partes no Iraque, o país voltar a cair na violência religiosa ou na violência étnica, será algo que não nos permitirá manter o compromisso, já que não atende ao interesse do povo americano", disse o funcionário americano, citando Biden.

Neste sábado, Biden festejou o 4 de Julho participando da cerimônia de naturalização de 237 soldados, oriundos de 59 países, no antigo palácio de Saddam Hussein em Bagdá.

"Nossos diplomatas e civis vão se concentrar em ajudar os iraquianos a fazer o máximo para atingir um compromisso político que abra o caminho à paz e à segurança", destacou Biden.

Este compromisso --que tarda diante das profundas divergências entre as comunidades iraquianas - deve permitir "instalar um governo capaz de garantir a segurança e oferecer os serviços aos quais tem direito o povo do Iraque".

Com um palavrão, Biden concluiu seu discurso louvando o fato de que a cerimônia de naturalização estava sendo feita naquele local.

"Nós a fizemos em [um] palácio de Saddam, e eu não consigo pensar em nada melhor", disse o vice-presidente americano. "Aquele filho da puta deve estar se virando no túmulo".

Com Efe e Associated Press

Comentários dos leitores
emanuel gomes bueno (2) 26/10/2009 17h34
emanuel gomes bueno (2) 26/10/2009 17h34
Os EUA aceitaram o prato que o diabo ofereceu a eles: uma guerra que seria "curta e fácil de vencer". Hoje vemos um atentado atrás do outro, com quase 4.400 soldados americanos mortos e os EUA num atoleiro: sem poder ficar e sem poder sair. A serpente antiga descrita na bíblia, voltou! ao Jardim do Éden. sem opinião
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Valentin Makovski (173) 26/10/2009 17h21
Valentin Makovski (173) 26/10/2009 17h21
Quanto o Iraque precisa de soldados para coibir as milícias???
Já se tem mais de 100 mil Marines dos EUA, se mandar mais uns 100 mil vai continuar a mesma coisa. E sabem porque??? Simples guerra que começa mal, termina muito mal. Esta guerra contra Saddan já deu o que tinha que dar. Os EUA podem ficar lá por maism10 anos, que em nada vai adiantar.
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J. R. (1090) 26/10/2009 03h00
J. R. (1090) 26/10/2009 03h00
Fica difícil saber no Iraque quem é que está explodindo bombas, se elas se direcionam para que Obama aumente os contingentes da invasão ou se é para que os ianques deixem de vez o país e devolvam os poços de petróleo que furtaram, além de destruir o país. sem opinião
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