Aliado do líder supremo iraniano pede prisão de líder da oposição
da Folha Online
Neste sábado, duas altas autoridades iranianas manifestaram-se sobre o clima de tensão no país após as eleições presidenciais de 12 de junho, cujo resultado foi acusado de fraudulento pela oposição em grandes protestos de rua que foram reprimidos com violência pelo governo do presidente reeleito, Mahmoud Ahmadinejad.
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Em um editorial no jornal conservador "Kayhan", Hossein Shariatmadari, um alto auxiliar do líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, acusou o dirigente opositor Mir Hossein Mousavi de ser um "agente dos Estados Unidos", e pediu que ele seja julgado por trair e ameaçar a estabilidade do Irã.
O jornal também atacou os políticos e religiosos reformistas, como o ex-presidente Mohamad Khatami, aliado de Mousavi.
"Mousavi e Khatami devem responder perante um tribunal por seus horrendos crimes e sua traição", afirma a publicação, controlada diretamente por Khamenei.
"Eles mataram pessoas inocentes, promoveram os distúrbios, contrataram pistoleiros e colaboraram com estrangeiros como agentes dos Estados Unidos", acrescentou o texto.
Oficialmente, cerca de 20 pessoas e 1,032 foram detidas durante a repressão à manifestações de tua contra o resultado da eleição. Os manifestantes responsabilizam a polícia e milicianos Basij, ligados à Guarda Revolucionária, pelas mortes, o que é contestado pelo governo, que acusa um complô estrangeiro pelas manifestações e pelas mortes.
Segundo o regime iraniano, o Ocidente, especialmente Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha, promoveram os distúrbios e tentaram provocar, assim, o que denomina uma "revolução de veludo".
Tanto o setor conservador do Parlamento quanto a seção estudantil dos Basij pediram ao Poder Judiciário que Mousavi seja processado.
Mas o ex-presidente aiatolá Ali Akbar Hashemi Rafsanjani, rival do presidente Ahmadinejad, também veio a público neste sábado e disse que os acontecimentos pós-eleitorais causaram "amargura", mas negou que tenha havido uma luta pelo poder no Estado islâmico.
"Não creio que [alguém com uma] consciência vigilante esteja satisfeito com a situação atual", disse o aiatolá, segundo notícia da agência iraniana Ilna, durante uma reunião com familiares de algumas das pessoas detidas após a eleição.
Os comentários parecem ser uma crítica velada à forma como as autoridades conduziram a eleição e os protestos que se seguiram à divulgação dos resultados.
Um dos homens mais ricos e poderosos do país --preside dois Conselhos de Estado, um deles com o poder teórico de tirar do cargo o líder supremo-- Rafsanjani apoiou Mousavi durante a campanha e foi duramente criticado pelo presidente, que o acusou de corrupção.
"Espero que com boa gestão e sabedoria os problemas sejam resolvidos nos próximos dias e a situação possa melhorar [...] Devemos pensar em proteger os interesses de longo prazo do sistema", disse Rafsanjani.
A agência de notícias Mehr News também publicou esses comentários.
Resultado contestado
O resultado da eleição, divulgado no último dia 13 de junho, deu início aos maiores protestos de rua em Irã desde a Revolução Islâmica de 1979.
O moderado ex-primeiro-ministro Mousavi e os outros dois candidatos derrotados na eleição presidencial --Mehdi Karubi e Mohsen Rezai-- submeteram um total de 646 queixas contra o resultado do pleito. O conservador Rezai as retirou depois que o líder supremo do país endossou a vitória de Ahmadinejad e ordenou o fim dos protestos.
No dia seguinte à declaração de Khamenei, feita durante um sermão na universidade de Teerã, houve uma grande repressão aos protestos, com violência nas ruas e prisões feitas durante as manifestações e à noite, a casa de pessoas selecionadas pelo governo. No total, 17 pessoas morreram nos vários dias protestos, de acordo com dados oficiais.
A reação do governo, que incluiu forte censura à internet, conseguiu reduzir o volume dos protestos, e o Conselho de Guardiães disse que a maioria das denúncias apresentadas não foi considerada irregularidade de eleição.
Muitas foram descartadas após a realização de "estudos precisos e profundos" sobre o processo eleitoral, embora o órgão tenha admitido que em 50 cidades houve mais votos que eleitores --o que poderia ter afetado 3 milhões de votos, número menor que a vantagem de Ahmadinejad para vencer no primeiro turno.
Após uma recontagem de aproximadamente 10% dos votos, o Conselho confirmou, na última segunda-feira, os resultados da eleição que deram a vitória ao presidente.
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"O Parlamento iraquiano aprovou nesta terça-feira um acordo de cooperação marítima com o Reino Unido que permitirá o retorno de entre cem e 150 soldados britânicos ao sul do país árabe, para ajudar a treinar a Marinha iraquiana e proteger as instalações petrolíferas."
Este é o sinal obvio que os ingleses se apossaram das companhias de petróleo iraquianas após enforcarem Sadam Hussein e colocarem "testas de ferro e laranjas" da nova elite iraquiana. Como se não bastasse o exército iraquiano vigiará os poços para eles. Provavelmente, após o saque ao tesouro iraquiano, no lugar de ouro e outras moedas, os corsários os encheram de dólares cheirando a tinta. O Irã deve abrir bem os olhos, pois isso é o que é pretendido para eles também. É bom que a revolução dos aiatolás comece a educar seu povo maciçamente, a fim de não facilitar a invasão dos inimigos que sempre contam com que o povo esteja na ignorância.
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