Coreia do Norte lançou os mísseis para melhorar sua precisão, diz Coreia do Sul
da Efe, em Seul
A Coreia do Norte lançou ao menos sete mísseis neste sábado para melhorar a precisão de disparo de seus projéteis, informam funcionários do governo sul-coreano à agência de notícias Yonhap. Os testes chamaram a atenção da comunidade internacional e assustou os países vizinhos e o governo dos Estados Unidos com a possibilidade de um ataque bélico.
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"Cinco dos sete mísseis disparados ontem caíram na mesma área do mar do Japão. Isso significa que a precisão dos mísseis norte-coreanos está melhorando", disse a fonte, que pediu para não ser identificada.
As autoridades sul-coreanas informam que a Coreia do Norte tem cerca de mil mísseis balísticos em seu arsenal. Com a baixa precisão dos artefatos, o país realizou lançamentos para melhorar seus equipamentos.
Os sete mísseis do sábado voaram entre 400 km e 500 km. Segundo as fontes oficiais, a Coreia do Norte teria manipulado os mísseis de ontem de forma a encurtar seu alcance e testar assim sua precisão.
"Três dos sete mísseis disparados tinham velocidade alta fora do comum que nos faz crer que se tratava de um Rodong [de médio alcance, capaz de atingir o Japão], mas com uma distância de voo encurtada", afirmou.
Reação mundial
Os testes deste sábado ocorreram após o país ter lançado outros quatro mísseis na quinta-feira (2). Para a comunidade internacional, este foi um novo desafio e uma demonstração do poderio militar do regime comunista. Os projéteis foram lançados entre as 8h e as 16h10 de sábado (20h da sexta-feira e 4h10 de Brasília), a partir da base militar de Gitdaeryong, próxima à cidade litorânea de Wonsan, situada ao sudeste da Coreia do Norte.
O episódio, que viola resoluções da ONU (Organização das Nações Unidas), também é apontado como um desafio aos Estados Unidos, no dia em que o país comemorou o Dia da Independência.
A China espera que os países comprometidos com a resolução da crise norte-coreana "mantenham a calma e a contenção", disse o porta-voz de turno do Ministério de Assuntos Exteriores da China, Qin Gang. Ele disse que a China espera que as partes "trabalhem juntas para manter a paz regional e a estabilidade".
Já os Estados Unidos pediram que a Coreia do Norte não agrave a tensão já existente entre o país e a comunidade internacional. "A Coreia do Norte deveria se abster de ações que agravam a tensão e se dedicar às negociações sobre sua nuclearização, cumprindo seus compromissos da declaração conjunta do dia 19 de setembro", afirmou Karl Duckworth, porta-voz do Departamento de Estado. "Este tipo de comportamento dos norte-coreanos não ajuda."
A União Europeia (UE) considerou o lançamento uma "provocação". Seul considera também os testes uma mensagem política do regime de Kim Jong-il em resposta às novas e mais duras sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU à Coreia do Norte, por causa do segundo teste nuclear do regime norte-coreano, realizado em 25 de maio.
O teste balístico foi recebido com consternação pelos moradores da região, como o Japão, o primeiro a reagir, qualificando-o como um "sério ato de provocação contra a segurança regional" e "contra a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas".


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