França confirma sinais das caixas-pretas de avião iemenita
da Efe, em Paris
Investigadores franceses do BEA (Escritório de Investigações e Análises) confirmaram neste domingo (5) que foram detectados sinais acústicos das caixas-pretas do avião da companhia aérea iemenita Yemenia Airways que caiu na última segunda-feira (29) no oceano Índico, próximo às ilhas de Comores, com 153 pessoas a bordo.
Os sinais foram detectados na manhã de hoje, durante "trabalhos de busca submarinos", afirmou o BEA, em um breve comunicado.
As autoridades iemenitas tinham informado na última quarta-feira (1º) sobre a descoberta das caixas-pretas do aparelho, mas, um dia depois, desmentiram a informação.
Agora, os especialistas franceses que participam das investigações do acidente dizem que foi detectado o sinal gerado pelos emissores que equipam as caixas-pretas.
Esse sinal não é muito superior ao barulho produzido por um pequeno martelo contra o chão e é emitido durante um prazo de, ao menos, 30 dias depois do acidente.
As caixas-pretas registram informação-chave para determinar as causas e as circunstâncias nas quais aconteceu o acidente.
O voo partiu de Paris, na França. Os passageiros fizeram então uma escala em Sanaa, onde trocaram de aeronave, de um Airbus 330 para o Airbus 310. O avião seguiu então para as ilhas Comores. O avião decolou pouco depois das 21h30 de segunda-feira (15h30 no horário de Brasília) e deveria voar durante 4h30 antes de pousar em Moroni, capital comorense.
A aeronave, com 142 passageiros e 11 tripulantes a bordo caiu no Oceano Índico a 15 km da ilha de Grande Comores à 1h50 (19h50 de segunda-feira no horário de Brasília) poucos minutos antes do pouso.
Não há informações oficiais sobre o que teria derrubado a aeronave, embora a principal hipótese seja o mau tempo --fortes ventos atingiam a região no momento do acidente e atrapalharam as operações de busca.
Até o momento, apenas uma adolescente de 14 anos, identificada como Baya Bakari, sobreviveu ao acidente. A jovem viajava com a mãe e sofreu fratura de clavícula e queimaduras no joelho, informou seu pai que reside perto de Paris.
A França enviou investigadores e aviões militares para procurar por sobreviventes do avião que levava, entre os passageiros, 66 franceses.
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