Japão considera inaceitável lançamento de mísseis norte-coreanos
da Efe, em Tóquio
O ministro de Relações Exteriores japonês, Hirofumi Nakasone, considerou inaceitáveis os recentes lançamentos de mísseis norte-coreanos e disse que o Japão deve voltar a negociar sobre o programa nuclear do país e as ameaças bélicas comunistas.
"Esta é uma violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU e simplesmente não pode ser tolerada. Trabalharemos conjuntamente em Nações Unidas e consideraremos como responder", disse Nakasone.
A Coreia do Norte lançou ao menos sete mísseis neste sábado, em um episódio que preocupou a comunidade internacional. A Coreia do Sul divulgou que os comunistas têm cerca de mil mísseis balísticos em seu arsenal e realizou os lançamentos para testar sua precisão.
Para o ministro japonês, o possível avanço tecnológico conseguido por Pyongyang deve ser estudado pelo Ministério da Defesa. No sábado, o Japão qualificou os testes como um "sério ato de provocação contra a segurança regional" e "contra a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas".
Reação mundial
Os testes deste sábado ocorreram após o país ter lançado outros quatro mísseis na quinta-feira (2). Para a comunidade internacional, este foi um novo desafio e uma demonstração do poderio militar do regime comunista. Os projéteis foram lançados entre as 8h e as 16h10 de sábado (20h da sexta-feira e 4h10 de Brasília), a partir da base militar de Gitdaeryong, próxima à cidade litorânea de Wonsan, situada ao sudeste da Coreia do Norte.
O episódio, que viola resoluções da ONU (Organização das Nações Unidas), também é apontado como um desafio aos Estados Unidos, no dia em que o país comemorou o Dia da Independência.
A China espera que os países comprometidos com a resolução da crise norte-coreana "mantenham a calma e a contenção", disse o porta-voz de turno do Ministério de Assuntos Exteriores da China, Qin Gang. Ele disse que a China espera que as partes "trabalhem juntas para manter a paz regional e a estabilidade".
Já os Estados Unidos pediram que a Coreia do Norte não agrave a tensão já existente entre o país e a comunidade internacional. "A Coreia do Norte deveria se abster de ações que agravam a tensão e se dedicar às negociações sobre sua nuclearização, cumprindo seus compromissos da declaração conjunta do dia 19 de setembro", afirmou Karl Duckworth, porta-voz do Departamento de Estado. "Este tipo de comportamento dos norte-coreanos não ajuda."
A União Europeia (UE) considerou o lançamento uma "provocação". Seul considera também os testes uma mensagem política do regime de Kim Jong-il em resposta às novas e mais duras sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU à Coreia do Norte, por causa do segundo teste nuclear do regime norte-coreano, realizado em 25 de maio.



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