Mundo
06/07/2009 - 01h37

Japão considera inaceitável lançamento de mísseis norte-coreanos

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da Efe, em Tóquio

O ministro de Relações Exteriores japonês, Hirofumi Nakasone, considerou inaceitáveis os recentes lançamentos de mísseis norte-coreanos e disse que o Japão deve voltar a negociar sobre o programa nuclear do país e as ameaças bélicas comunistas.

"Esta é uma violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU e simplesmente não pode ser tolerada. Trabalharemos conjuntamente em Nações Unidas e consideraremos como responder", disse Nakasone.

A Coreia do Norte lançou ao menos sete mísseis neste sábado, em um episódio que preocupou a comunidade internacional. A Coreia do Sul divulgou que os comunistas têm cerca de mil mísseis balísticos em seu arsenal e realizou os lançamentos para testar sua precisão.

Para o ministro japonês, o possível avanço tecnológico conseguido por Pyongyang deve ser estudado pelo Ministério da Defesa. No sábado, o Japão qualificou os testes como um "sério ato de provocação contra a segurança regional" e "contra a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas".

Reação mundial

Os testes deste sábado ocorreram após o país ter lançado outros quatro mísseis na quinta-feira (2). Para a comunidade internacional, este foi um novo desafio e uma demonstração do poderio militar do regime comunista. Os projéteis foram lançados entre as 8h e as 16h10 de sábado (20h da sexta-feira e 4h10 de Brasília), a partir da base militar de Gitdaeryong, próxima à cidade litorânea de Wonsan, situada ao sudeste da Coreia do Norte.

O episódio, que viola resoluções da ONU (Organização das Nações Unidas), também é apontado como um desafio aos Estados Unidos, no dia em que o país comemorou o Dia da Independência.

A China espera que os países comprometidos com a resolução da crise norte-coreana "mantenham a calma e a contenção", disse o porta-voz de turno do Ministério de Assuntos Exteriores da China, Qin Gang. Ele disse que a China espera que as partes "trabalhem juntas para manter a paz regional e a estabilidade".

Já os Estados Unidos pediram que a Coreia do Norte não agrave a tensão já existente entre o país e a comunidade internacional. "A Coreia do Norte deveria se abster de ações que agravam a tensão e se dedicar às negociações sobre sua nuclearização, cumprindo seus compromissos da declaração conjunta do dia 19 de setembro", afirmou Karl Duckworth, porta-voz do Departamento de Estado. "Este tipo de comportamento dos norte-coreanos não ajuda."

A União Europeia (UE) considerou o lançamento uma "provocação". Seul considera também os testes uma mensagem política do regime de Kim Jong-il em resposta às novas e mais duras sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU à Coreia do Norte, por causa do segundo teste nuclear do regime norte-coreano, realizado em 25 de maio.

Comentários dos leitores
J. R. (1159) 21/11/2009 17h42
J. R. (1159) 21/11/2009 17h42
Logo se vê que Israel encontrou um adversário à altura no O.M., pois contesta até mesmo que o Irã lance um satélite em 2011 acusando o mesmo de propósito de espionagem. Interessante, e não tem nenhum prêmio nobel no Irã, cadê o nobel como fator determinante de supremacia racial? Talvez a auto-premiação não seja uma coisa boa afinal ... sem opinião
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eduardo de souza (480) 13/11/2009 13h12
eduardo de souza (480) 13/11/2009 13h12
A coréia do Norte esta certíssima, não dorme enquanto o inimigo esta acordado. Se querem retirar do mundo as armas nucleares comecem com quem tem. Eua e sua compania estão armados até os dentes. Principalmente o Eua mostra que usa bombas nucleares mesmo, e o Japão que se cuide, esta abrigando dentro de sí, o maior trairá que existe. Aqui no Brasil já fomos alvo de ataques pequenos, com outros tipos de armas, o ideal seríamos ter bombas nucleares, caso fossemos atacados de forma mais brutal. Pela liberdade de defesa, quem possui armas nucleares, não podem se intrometer com aqueles que querem possuir também. 1 opinião
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J. R. (1159) 01/11/2009 06h50
J. R. (1159) 01/11/2009 06h50
O impositivo acordo que FHC aderiu para nosso país nos tira do alvo do clube nuclear, controlado pelos nazisionistas do eixo que dominam o mundo. Agora dizem que nem mesmo a proibição de armas nucleares prevista na constituição é suficiente, a intromissão começa a passar dos limites. Qualquer reação ou declaração, como foi a do Bolsonaro para construir bomba, constitui um argumento para o início de uma perseguição, que o Brasil já foi alvo anteriormente, por parte do "não tão aliado assim" U-S-A; de maneira que as autoridades brasileiras devem evitar declarações polêmicas que sirvam de "carvão" para os "candinhas" da AIEA prejudicarem nosso país. "Brasil é pressionado a aceitar inspeções intrusivas a programa nuclear." 56 opiniões
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