ONU diz precisar de US$ 1 bi contra gripe suína; doença atinge 94 mil
da Folha Online
O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, afirmou nesta segunda-feira que o órgão precisará de mais de US$ 1 bilhão para combater a pandemia de gripe suína, denominada oficialmente gripe A (H1N1), até o final do ano.
Segundo o novo balanço da OMS (Organização Mundial de Saúde), a nova doença já atinge 94.512 pessoas em 135 países e territórios. O vírus deixou ainda 429 mortos, a maioria deles nos Estados Unidos (170) e no México (119).
Ban afirmou que a ajuda financeira não chegou como espertado pela ONU e reiterou que o dinheiro é necessário para garantir acesso à vacina aos países mais pobres, al'me de antivirais caso a pandemia continue a se espalhar.
No dia 11 de junho, a organização anunciou que a doença atingiu o nível de pandemia (epidemia generalizada). O termo tem relação apenas com a ampla distribuição geográfica do vírus, e não com a sua periculosidade. Somente nos últimos três dias, 11 novos países e territórios registraram casos da gripe suína.
Em entrevista coletiva em Genebra, Ban afirmou ainda que a pandemia foi relativamente tranquila até o momento, mas que não deve ser ignorada. A doença, afirmou, é um problema global que exige solidariedade.
Balanço
Segundo o balanço da OMS, os EUA mantiveram o número de casos --33.902-- e de mortes --170.
No México --considerado o epicentro da gripe suína--, foram confirmados até agora 10.262 casos e 119 mortes. O Canadá registrou 7.983 casos e 25 mortes.
No Reino Unido --o país europeu mais afetado--, as autoridades de saúde já registraram 7.447 infectados com o vírus da doença e três mortes.
Na América do Sul, o país mais afetado é o Chile, que confirmou 7.376 casos e 14 mortes. No entanto, a Argentina possui o maior número de mortes --60 de um total de 2.485 casos.
As autoridades de saúde da Austrália confirmaram que 5.298 pessoas contraíram a doença no país --desse total, dez morreram.
Na Tailândia, 2.076 casos de gripe suína já foram registrados. Em apenas dois dias, o número de mortos subiu de três para sete.
A OMS afirma ainda que a Costa Rica tem 277 casos da doença, além de três mortes.
O Ministério da Saúde confirmou neste domingo a existência de 73 novos casos de gripe suína no Brasil. Com isso, o país já registra 885 casos da doença --o valor se refere ao acumulado desde as primeiras infecções no Brasil, confirmados em 8 de maio.
A OMS, contudo, confirma 737 casos do novo vírus no Brasil, além de uma morte --um caminhoneiro do Rio Grande do Sul.
Os demais países com casos de gripe suína são China (2.040), Japão (1.790), Filipinas (1.709), Nova Zelândia (1.059), Cingapura (1.055), Peru (916), Espanha (776), Israel (681), Alemanha (505), panamá (417), Bolívia (416), Nicarágua (321), El Salvador (319), França (310), Guatemala (286), Venezuela (206), Equador (204), Coreia do Sul (202), Uruguai (195), Vietnã (181), Grécia (151), Itália (146), Holanda (135), Índia (129), Brunei (124), Honduras (123), Colômbia (118), Arábia Saudita (114), Malásia (112), Chipre (109), República Dominicana (108), Paraguai (106), Cuba (85), Suécia (84), Egito (78), Suíça (76), irlanda (74), Dinamarca (66), Trinidad e Tobago (65), Cisjordânia e faixa de Gaza (60), Bélgica (54), Líbano (49), Finlândia (47), Portugal (42), Noruega (41), Romênia (41), Turquia (40), Kuait (35), Jamaica (32), Polônia (25), Malta (24), Jordânia (23), Qatar (23), Indonésia (20), Áustria (19), Sri lanka (19), Bangladesh (18), Eslováquia (18), África do Sul (18), Porto Rico (18), Marrocos (17), Bahrein (15), República Tcheca (15), Quênia (15), Sérvia (15), ilhas Cayman (14), Eslovênia (14), Estônia (13), Barbados (12), Nova Caledônia (12), Iraque (12), Hungria (11), Suriname (11), ilha Jersey (11), Bulgária (10), Montenegro (10), Antilhas Holandesas --Curaçao (8), Iêmen (8), Bahamas (7), Camboja (7), Antilhas Holandesas --Saint Martin (7), Luxemburgo (6), Argélia (5), Laos (5), Nepal (5), Aruba (5), Tunísia (5), ilha de Guernsey (5), Polinésia Francesa (4), Islândia (4), Omã (4), Cabo Verde (3), Etiópia (3), martinica (3), Lituânia (3), Rússia (3), Antígua e Barbuda (2), Ilhas Virgens Britânicas (2), Costa do Marfim (2), Fiji (2), Guadalupe (2), Guiana (2), Macedônia (2), Vanuatu (2), Bermuda (1), Bósnia-Herzegóvina (1), ilhas Cook (1), Croácia (1), Dominica (1), Saint Martin (1), Irã (1), Letônia (1), Líbia (1), Maurício (1), Mianmar (1), Palau (1), Papua-Nova Guiné (1), Santa Lúcia (1), Samoa (1), Síria (1), Uganda (1), Ucrânia (1), ilha de Man (1), Ihas Virgens (1).
Sintomas
A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.
Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).
Com Associated Press
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Sobre essa resposta
Eugenio,
Você está equivocado, as autoridades de saúde local não necessitam autorizar os médicos a prescreverem o medicamento. Cabe deixar claro que o Tamiflu deve ser receitado aos pacientes que realmente precisem do remédio. Estamos à disposição. Se o médico possui autonomia de receitar o remédio, porque vocês estão salientando que " Cabe deixar claro que o Tamiflu deve ser receitado aos pacientes que realmente precisem do remédio". O Médico não estudou para isso? Para saber o que é melhor para seu paciente?
Vocês dizem o médico tem autonomia para receitar e logo depois: Mas ele só deve administrar o medicamento caso o paciente realmente necessite...
Imagine eu chego no médico, ele receita o tamiflu. Dai eu digo, mas doutor o remédio só deve ser receitado se eu realmente precisar... Ele vai dizer quem é o médico aqui!!!
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No Brasil, apesar de ainda serem registrados casos graves da Influenza A (H1N1), esse número teve grande redução. Em comparação com a semana epidemiológica com o maior número de notificações, a semana epidemiológica 44 (até o dia 07 de novembro) apresentou redução de 97%. Estamos à disposição.
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No Brasil, apesar de ainda serem registrados casos graves da Influenza A (H1N1), esse número teve grande redução. Em comparação com a semana epidemiológica com o maior número de notificações, a semana epidemiológica 44 (até o dia 07 de novembro) apresentou redução de 97%. Estamos à disposição.
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