Coreia do Norte testa míssil capaz de atingir o Japão, diz jornal
da Folha Online
A Coreia do Norte lançou sete mísseis balísticos do tipo Scud no sábado passado (4), incluindo três mísseis Scud-ER, com um alcance de mil quilômetros e que podem chegar ao Japão, informou nesta segunda-feira o jornal sul-coreano "Chosun Ilbo".
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Segundo uma fonte do governo de Seul citada pelo jornal, a Coreia do Norte realizou o lançamento de dois mísseis do tipo Scud de 500 quilômetros de alcance, dois Rodong de 1,3 mil quilômetros e três novos mísseis Scud-ER de mil quilômetros, não testados anteriormente.
O novo Scud-ER representa uma ameaça para o Japão, por ser uma versão melhorada em alcance e pontaria de um míssil convencional Scud, segundo o jornal sul-coreano.
Os testes deste sábado foram realizados a partir da base militar de Gitdaeryong, situada no sudeste da Coreia do Norte. Eles ocorreram após o país ter lançado outros quatro mísseis na quinta-feira (2).
Para a comunidade internacional, este foi um novo desafio e uma demonstração do poderio militar do regime comunista. O vice-presidente americano, Joseph Biden, afirmou que o regime comunista está apenas tentando "chamar a atenção".
Valores
O jornal sul-coreano "Dong-a Ilbo" estima que a Coreia do Norte gastou cerca de US$ 43 milhões no lançamento desses sete mísseis.
Este ano, a Coreia do Norte lançou um total de 18 mísseis, incluindo um foguete de longo alcance em 5 de abril, que pode ter custado cerca de US$ 300 milhões.
O jornal sul-coreano estima que a Coreia do Norte gastou US$ 353 milhões no lançamento de mísseis em 2009, enquanto o teste nuclear, realizado em 25 de maio, pode ter custado ao regime comunista US$ 400 milhões.
O jornal afirma ainda que Pyongyang poderia ter comprado um milhão de toneladas de arroz por US$ 300 milhões de dólares, quantidade que teria resolvido o problema da fome na Coreia do Norte por um ano.
Teste nuclear
A Coreia do Norte pode realizar um novo teste nuclear pouco mais de uma mês após seu segundo teste do tipo, afirmou o embaixador do Reino Unido em Pyongyang, Peter Hughes, nesta sexta-feira.
O regime comunista realizou um teste nuclear em 25 de maio passado, o segundo desde 2006, que lhe rendeu uma nova resolução punitiva do conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). Segundo especialistas, essa manobra deixou o país próximo de ter uma bomba nuclear funcional.
A Coreia do Norte lançou um foguete em abril no que, para muitos, foi um teste disfarçado de um míssil de longo alcance, o que viola as resoluções da ONU, que proíbem o país de lançar mísseis balísticos.
No mês passado, o Conselho de Segurança da ONU aprovou sanções contra a Coreia do Norte por conta do teste nuclear realizado pelo país. O documento proíbe exportações de armas da Coreia do Norte e a maioria das importações de armamentos para o país.
Hughes disse que a resposta norte-coreana às preocupações expressadas pelo Reino Unido foi que "a ameaça ao país está se intensificando e eles não têm outra opção que não seja aumentar sua capacidade de dissuasão".
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