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06/07/2009 - 12h43

Americanos culparam McNamara pelo fracasso no Vietnã, diz jornal

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colaboração para a Folha Online

O ex-secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert McNamara, que morreu nesta segunda-feira em Washington aos 93 anos, foi, para muitos americanos, o responsável pelo fracasso da guerra do Vietnã (1959-1975), segundo o jornal "The Washington Post". Ele aceitou a responsabilidade e a culpa em seu livro de memórias publicado em 1995.

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Vida de Robert McNamara foi retratada em documentário
"Estávamos errados", disse McNamara, "arquiteto" da guerra do Vietnã

O conflito chegou a ser chamado de "guerra de McNamara" porque, segundo o "The Washington Post", usava sua tecnologia, suas estatísticas, seu armamento e sua organização contra um exército de camponeses de um pequeno país, que venceu a guerra e derrotaram o gigante americano.

Divulgação
Ex-secretário de Defesa dos EUA, Robert McNamara, apontado por muitos como o responsável pelo fracasso na guerra do Vietnã
Ex-secretário de Defesa dos EUA, Robert McNamara, apontado por muitos como o responsável pelo fracasso na guerra do Vietnã

Em sua primeira visita ao sul do Vietnã em 1962, antes de a maioria dos americanos ter sequer ouvido falar do lugar e antes do envolvimento das forças de combate americanas, McNamara disse que "cada medição quantitativa que temos mostra que estamos vencendo essa guerra".

As tropas americanas realmente venceram muitas das grandes batalhas e o país venceu a guerra --se ela for vista através de análises estatísticas que McNamara tanto apreciava.

No entanto, os números significam pouco do que realmente aconteceu no campo de batalha.

Privadamente, ele apreciava de modo mais abrangente o que acontecia no Vietnã. O "Washington Post" diz que, em 1964, após o levante budista que alterou a estrutura política de Saigon, McNamara observou que os vietcongs tinham "amplo apoio indígena" e eram mantidos juntos por "laços de lealdade".

O maior crítico dele, o jornalista David Halverstam, descreveu as viagens de McNamara a Saigon no livro "The Best and the Brightest" ("O melhor e o mais brilhante", em tradução livre).

Segundo ele, o tecnocrata era "incapaz, aliás como o país que o patrocinou, a adaptar seus valores e seus termos à realidades vietnamitas. Desde que índices reais e estimativas factuais verdadeiras sobre a guerra poderiam imediatamente mostrar sua falência, as viagens de Mcnamara se tornaram parte de uma charada involuntária e elaborada, a institucionalização e legitimização de uma mentira sem esperança".

Para Halverstam, McNamara "não serviu bem a si mesmo ou a seu país. Ele foi, não há uma palavra carinhosa ou suave para isso, um tolo".

Elogio e crítica

Chester L. Cooper, que trabalhou no Departamento de Estado enquanto ele estava na pasta da Defesa, escreveu em "The Lost Crusade" ("A Cruzada Perdida", em tradução livre"), que a equipe brilhante de McNamara e sua "habilidade única de compreender e sintetizar a grande e variada massa de informação fez dele o oficial melhor informado em Washington".

No entanto, Cooper afirmou que a insistência de McNamara de lidar com o Vietnã da mesma maneira em que lidava com outros assuntos o levou a cometer erros.

Antes de ser assassinado, o presidente John F. Kennedy (1961-1963) autorizou o aumento do número de soldados no Vietnã, e seu sucessor, Lyndon Johnson (1963-1969) cedeu à pressão de seus generais, aumentando para 500 mil o número de soldados no país.

McNamara, convencido que a guerra poderia acabar em dezembro de 1965, colocou todas as suas energias na execução das políticas do presidente Johnson, mas calculou mal a resistência à intervenção dos EUA --tanto no Vietnã quanto em casa.

Em 1967, ele criticou a decisão de bombardear o Norte do Vietnã como retaliação a ataques à bases americanas no sul. Johson decidiu tirá-lo do cargo no ano seguinte, oferecendo a McNamara a presidência do Banco Mundial, cargo que ocupou durante 12 anos.

Com Reuters e Associated Press

Comentários dos leitores
oliverio carvalho (1) 17/12/2009 12h59
oliverio carvalho (1) 17/12/2009 12h59
Mr .Santos Jr. O patriotismo não impede ninguém de admirar lideranças de outras Nações ou os transnacionais como o CHE. Líderes como o Comandante Chavez, El Libertador de Latino América e Ahmadinejad, o Leão da Pérsia, tb já transcenderam as fronteiras dos seus países e têm projeção mundial, já que formam a ponta de lança para furar o bloqueio do eixo e seus países asseclas contra o mundo. O apoio a Chavez, por ex., vem até dos eua, onde até atores da corrompida Holywood (máquina de Propaganda do eixo sob comando sionista), como Sean Penn e Danny Glover já demonstraram sua admiração pelo presidente venezuelano ou por parte do autor e intelectual judeu Noam Chomski, ferrenho crítico da doutrina racista sionista. Quanto a Simon Bolívar e San Martin, são ícones revolucionários que estavam séculos adiante do seu tempo e pregavam a integração da América Latina contra a exploração do "Norte" e suas histórias falam por si. Lula tem uma certa dificuldade de aprofundar certas mudanças neste momento e vem agindo corretamente, comendo pelas beiradas, sem alarde e sem confronto direto. É uma outra tática. Sou mais Chavez, pq é mais "operacional", no entanto, o Brasil não é a Venezuela e para limpar isto aqui e mais as influências dos "estrangeiros" e apátridas é mais trabalhoso. Nada que uma mulher de coragem e pegada como a ex guerrilheira Dilma não possa dar conta. Depois o Lula volta com o terreno mais aplanado e fecha com chave de ouro rsrs.Por um mundo multipolar e com uma Resitência forte e crescente. Parabéns ao Irã pelos novos mísseis de Sajjil 2, melhorando sua defesa contra uma nova agressão covarde e sem aviso do regime sionista e parabéns ao Hamas, pelos 22 anos de Resistência contra a ocupação da Palestina, pelo fim dos crimes de guerra em Gaza, dos guetos e do campo de concentração a que são submetidos os palestinos.No último post, fui escrever Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes e acabei colocando o nome do traidor Joaquim Silvério dos Reis rsrs. Este eixo do mal me recorda muito os traidores, não pude evitar rsrs. 10 opiniões
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ROBERTO WILLIAM BANGOIM (66) 17/12/2009 09h24
ROBERTO WILLIAM BANGOIM (66) 17/12/2009 09h24
a morte da filha da jornalista está estranha. Como atiradores, digo, matadores de pessoas podem errar o alvo assim... a policia e o governo golpista está querendo desviar foco... sao suposicoes, mas as investigacoes se fossem sérias trabalhariam das supostas causas tendo a filha como alvo. já que estava grávida etc..precisamos de mais informacoes, mas nao se pode querer atribuir crimes comuns a politicos e vice-versa na maior cara de pau 1 opinião
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celio maia (127) 16/12/2009 17h51
celio maia (127) 16/12/2009 17h51
"Governo interino de Honduras inicia processo para tirar país da Alba"...
Esse talvez não seja ainda o derradeiro quinau que Michelete vai dar aos pobres diabos que tentam impor sanções, ultimatos, imposições e outras tarouquices típicas de quem ainda não conseguiu engolir o que ocorreu ali.
E os ianques continuam fazendo de conta que estão contra Michelete, ao cobrar a renúncia dele. Por trás dos panos devem ridicularizar a malograda tentativa de intervenção dos badalões do governo brasileiro.
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