Chanceler de Honduras acusa manifestantes por duas mortes em confrontos
da Folha Online
O chanceler do governo interino de Honduras, Enrique Ortez, confirmou nesta segunda-feira a morte de duas pessoas em confronto entre a polícia e manifestantes, neste domingo, durante um protesto pela volta do presidente deposto, Manuel Zelaya. O chanceler afirmou ainda que a polícia "não fez nenhum disparo" e culpou os próprios manifestantes pelas mortes.
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Neste domingo, centenas de manifestantes se reuniram no aeroporto internacional de Tegucigalpa, capital de Honduras, para aguardar o avião Falcón, de propriedade venezuelana, que trazia Zelaya de volta ao país. O governo interino, contudo, ordenou que o Exército ocupasse as pistas do aeroporto e impedisse a decolagem da aeronave, que foi obrigada a retornar para Nicarágua.
| Eduardo Verdugo-05jul.09/AP |
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| apoiadores de Manuela Zelaya observam avião do presidente que chegou e teve que voltar |
Em entrevista à rádio Cooperativa de Santiago, no Chile, ele afirmou nesta segunda-feira que os disparos efetuados durante os confrontos vieram dos próprios "oposicionistas".
"Não há nenhuma responsabilidade das forças de segurança", afirmou o chanceler do governo do presidente interino, Roberto Micheletti. Segundo Ortez, os protestos deixaram ainda dez feridos.
Ortez afirmou ainda que "tudo está em ordem" em seu país, onde o toque de recolher foi estendido em uma tentativa de conter os protestos pró-Zelaya.
"Zelaya foi presidente (...) e não vai entrar no território. Porque eles tinham um plano, até onde sei eu, que era aterrissar em terra hondurenha, fazer uma chamada à comunidade internacional e pedir que as Forças Armadas da Venezuela entrassem no país", acrescentou.
Ortez acrescentou que essa situação teria levado a uma "confusão muito grande" em seu país. "Teríamos tido que recorrer às armas para defender a soberania nacional", advertiu.
| Reuters-05jul.09 |
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| Manuel Zelaya fala à imprensa ao lado da presidente da Argentina, Cristina Kirchner |
Ortez afirma ainda que há fotos aéreas que provam que o Exército da Nicarágua fez mobilizações na fronteira, mas, após uma solicitação "cordial", interromperam esses movimentos. O governo e o Exército da Nicarágua negaram a mobilização.
"Só há uma coisa que não é negociável: o retorno do ex-presidente Zelaya", disse.
Expulso do poder pelos militares em 28 de junho, Zelaya tentou domingo voltar a Tegucigalpa, mas o governo interino mandou o Exército bloquear a pista do aeroporto. Pelo menos 30 mil pessoas tinham ido ao aeroporto para recebê-lo, e houve uma série de incidentes com as forças da ordem envolvendo tiros e bombas de gás lacrimogêneo. Dois simpatizantes de Zelaya morreram.
"Houve pelo menos dois mortos e dez feridos. A polícia não atirou, foram os militares", afirmou à agência France Presse um delegado de polícia, identificado apenas como Mendoza.
Zelaya
Após a tentativa frustrada de retornar ao país, Zelaya passou pela Nicarágua para um encontro com o colega Daniel Ortega e seguiu para El Salvador, onde exigiu que as Forças Armadas não reprimam ainda mais o povo hondurenho.
"Os criminosos não podem dirigir um país", afirmou Zelaya, ao lado do presidente salvadorenho Mauricio Funes, da presidente argentina Cristina Kirchner, do paraguaio Fernando Lugo e do equatoriano Rafael Correa.
"Apelo às Forças Armadas de Honduras que baixem seus rifles", declarou Zelaya.
Zelaya ainda não anunciou seus próximos passos. Ele deixou Washington no sábado (4), depois que a OEA (Organização dos Estados Americanos) suspendeu Honduras da carta democrática da instituição pelo rompimento da ordem constitucional.
Golpe
Zelaya foi derrubado do poder no último dia 28 em um golpe orquestrado pela Justiça e pelo Congresso e executado por militares, que o expulsaram para a Costa Rica. O golpe foi realizado horas antes do início de uma consulta popular sobre uma reforma na Constituição que tinha sido declarada ilegal pelo Parlamento e pela Corte Suprema.
"Fui retirado da minha casa de forma brutal, sequestrado por soldados encapuzados que me apontavam rifles", contou o presidente deposto, após chegar ao exílio na Nicarágua.
"Diziam: "se não soltar o celular, atiramos". Todos apontando para minha cara e o meu peito. [...] Em forma muito audaz eu lhes disse: 'se vocês vêm com ordem de disparar, disparem, não tenho problema de receber, dos soldados da minha pátria, uma ofensa a mais ao povo, porque o que estão fazendo é ofender o povo"."
De acordo com os parlamentares hondurenhos, a deposição de Zelaya foi aprovada por suas "repetidas violações da Constituição e da lei" e por "seu desrespeito às ordens e decisões das instituições". Segundo os seus críticos, com a consulta, Zelaya pretendia instaurar a reeleição presidencial no país. As próximas eleições gerais serão em 29 de novembro.
Depois da saída de Zelaya do país, no Congresso de Honduras, um funcionário leu uma carta com a suposta renúncia, o que ele nega. Zelaya diz ter sido alvo de "complô da elite voraz"; e seu sucessor, Micheletti, diz que o golpe foi um "processo absolutamente legal".
Com agências internacionais
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Cadê os defensores da extradição de Cesare Battisti. Não falam nada? Extradição só serve para os de esquerda? Para os gorilas funcionários de Bush não vale? Ah, então tá.
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OU É DE SUA MANEIRA OU , ENTÁO, NÁO HÁ ACORDO...
"QUEM MANDA, "MANDA".
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