Mundo
06/07/2009 - 14h11

Obama e Medvedev mantêm tom conciliatório, mas divergem sobre escudo

Publicidade

colaboração para a Folha Online

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o da Rússia, Dmitri Medvedev, se reuniram nesta segunda-feira em Moscou para assinar um novo tratado para redução de ogivas nucleares. Na entrevista coletiva concedida pelos presidentes, eles mantiveram o tom diplomático cordial, mas divergiram sobre o escudo antimíssil que os EUA pretendem implantar no Leste Europeu.

O novo tratado de redução de ogivas nucleares substituirá o Start, assinado em 1991 e que expira em dezembro deste ano. Pelo acordo, a Rússia e os EUA se comprometeram a reduzir a cerca de 1.500 as ogivas que cada um dos dois países pode dispor.

Mikhail Klimentyev/AP
Presidente russo, Dmitry Medvedev (esq.), cumprimenta Barack Obama no Kremlim; tom cordial marcou entrevista coletiva
Presidente russo, Dmitry Medvedev (esq.), cumprimenta Barack Obama no Kremlim; tom cordial marcou entrevista coletiva

"Nós precisamos reduzir o número de armas nucleares no mundo e devemos liderar esta iniciativa pelo exemplo", disse o presidente dos EUA. Medvedev concordou com as palavras de Obama, comentando: "Os dois países tem responsabilidades mundiais e interesses mútuos, por isso tomamos medidas para um entendimento".

Durante a coletiva, Obama condenou duramente a Coreia do Norte pelas suas recusas em cumprir as resoluções da ONU (Organização das Nações Unidas). Também acusou o Irã por promover seu programa nuclear com fins militares.

O presidente dos EUA disse que a obtenção das armas pelos iranianos poderia levar a uma corrida armamentista na região, "desestabilizando uma das regiões mais instáveis do mundo". Medvedev não fez comentários sobre os dois países, nem também respondeu a declaração de Obama sobre as preocupações norte-americanas com a Geórgia, invadida pela Rússia em 2008.

O tom cordial dos presidentes só foi abalado com a clara divergência sobre o escudo antimíssil que os EUA querem posicionar no Leste Europeu. Obama defendeu o escudo, dizendo que ele não visava interceptar mísseis russos, mas sim de possíveis ataques iranianos. Medvedev afirmou que o assunto precisa de mais conversações, pois se trata de um assunto regional e que interessa a Rússia.

No entanto, eles concordaram em encomendar a uma comissão conjunta de especialistas, uma análise sobre os perigos dos mísseis balísticos e afirmam que seus respectivos países "planejam continuar o debate sobre a cooperação na resposta ao desafio da proliferação de mísseis balísticos".

Sete acordos

Os dois líderes assinaram também outros sete acordos, entre eles um pelo qual Rússia permitirá a passagem por seu território de mantimentos para as tropas americanas no Afeganistão.

Também decidiram trabalhar na cooperação contra a proliferação nuclear e na criação de uma comissão bilateral que será responsável por coordenar as medidas dos dois países em âmbitos como o combate ao terrorismo e ao narcotráfico, e a energia e o meio ambiente.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
hugo chavez (155) 20/11/2009 15h58
hugo chavez (155) 20/11/2009 15h58
Sr. Allan. Meus comentários são muito claros e definidos. Sempre que posso, exponho a doutrina racista sionista que é a expressão da doutrina nazista nos dias atuais, sendo ambas de origem ariana nas suas raízes. Pregar superioridade racial, arrogância e proibir a "mistura" das "raças", além de definir os "não judeus" genericamente como goyins ou goys, são alguns exemplos básicos do racismo sionista. Nunca ataquei os judeus, ao contrário, atacar o sionismo é defender o mundo e os judeus que são usados pelos sionistas para se camuflar e continuar agindo nas sombras, atarvés da eterna vitimização. Quando esta doutrina POLíTICA rasteira é criticada, logo se esconde atrás da RELIGIÃO judaica para evitar o debate. Esta lorota não cola mais. Quanto à israel, considero uma base militar dos eua no Oriente Médio, inventada num lugar onde é a Palestina, às custas de muitas mortes, humilhações e crimes de toda a espécie. Jamais poderia reconhecer israel, pq foi "instalado" à força, onde existia e existe um outro país. Portanto, não me venha com as velhas balelas de "neonazismo" ou "antisemitismo" porque minha posição também é defendida por um grande número de intelectuais judeus como Noam Chomski, Norman Filkenstein, pelo grupo Neturei Karta que tem rabinos nas suas fileiras e TODOS estes tb são radicalmente contra a racista doutrina sionista. Tentar misturar sionismo com judaísmo é FRAUDE e não cola mais faz tempo. Sou a favor dos judeus e do judaísmo e totalmente contra o sionismo. Já israel, se for "criado" em outro lugar que não desaproprie outro país e seu povo e não gere um eterno conflito que se espalha pelo mundo, não teria nada contra. Onde está agora "instalado", sou totalmente contra.Assim, não tente mais imputar a mim, idéias que não são minhas, pq racistas são os sionistas e não eu. sem opinião
avalie fechar
Ricardo Perrone (44) 19/11/2009 09h24
Ricardo Perrone (44) 19/11/2009 09h24
Lamentável essa afirmação: "Obama diz que "ninguém se ofenderia" com morte de responsáveis por 11 de setembro". Como pode alguém desqualificar a vida de outro dessa forma? Independente do erro que uma pessoa possa vir a cometer, nenhum de nós tem o direito de tirar a vida de ninguém, nem mesmo dos mais inescrupolosos assassinos, sejam eles militantes islâmicos ou forças ocidentais militares. É assim que se dizem defensores da Liberdade e da Justiça? Hipócritas! Agora mais do que nunca, tenho a certeza de que o Prêmio Nobel concedido ao presidente desta nação foi um erro político grave. Será que ele concordaria com a afirmação: "Ninguém se ofenderia com a morte dos responsáveis pelo lançamento da bomba atômica, ou talvez do responsáveis pelas Guerras do Vietnã, Iraque e Afeganistão!". Que tal incluirmos nessa afirmação o Massacre de civis na Faixa de Gaza? sem opinião
avalie fechar
hugo chavez (155) 19/11/2009 01h20
hugo chavez (155) 19/11/2009 01h20
Este negócio de popularidade do Obama é conversa fiada. Só inocentes poderiam esperar alguma coisa diferente de um presidente estadounidense. Basta ver como é facil aprovar verbas ilimitadas para fazer GUERRA e toda a sabotagem para aprovar uma emenda que beneficie a Saúde da população, pois, sai muito "caro", segundo os republicanos e os membros do "grupo" que lucram vendendo "saúde privada" a preço de ouro, como no Brasil. E mais, se preocupar com a saúde do povo, FEDE A SOCIALISMO rsrs. Quem manda nos eua é um pequeno "grupo" e isto faz muito tempo. Até alguns ex presidentes do país já reconheceram isto abertamente no passado. Obama é o boi de piranha. É o cara certo na hora certa. Vai servir de bode expiatório em pleno colapso do império. A Rússia já quebrou faz tempo e tudo vai seguindo de acordo com o estabelecido nos Protocolos. Só não contavam com a ascensão da China, do Irã, dos governos pogressistas na América latina. Enfim, o "grupo" jamais imaginou que surgiria uma Resistência tão forte e tão multipolar. Mais do que isto, sua eterna máquina de Propaganda, a "grande midia" está totalmente desacreditada e não consegue mais impor a "verdade" e isto é outro golpe fatal na estrutura do "grupo", a qual não estava prevista naqueles antigos planos de dominação. 9 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (1606)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca