Em sabatina, historiador Simon Schama diz que EUA acertaram ao salvar bancos
LEILA CORREIA
colaboração para a Folha Online
Em sabatina promovida pela Folha nesta segunda-feira, o historiador britânico Simon Schama afirmou que os Estados Unidos ainda estão passando pela pior crise econômica desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), e que os pacotes de estímulo não terão efeito entre a população se a taxa de desemprego no país não cair.
Schama, que participou da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) na última semana, é sabatinado no Teatro Folha, em São Paulo. No evento, ele responde perguntas de Sylvia Colombo, editora da Ilustrada, Rodrigo Rötzsch, editor de Mundo, Claudia Antunes e Rafael Cariello, repórteres da Folha, e da plateia presente no auditório do teatro.
O historiador disse que não é porta-voz do presidente dos EUA, Barack Obama, "embora o admire e tenha ficado aliviado com sua vitória na eleição".
Com essa ressalva, ele disse que o governo agiu certo ao usar dinheiro público para injetar em bancos que estavam à beira da falência para evitar um cenário um pouco pior.
"Isso não vai ter nenhum impacto até 2010 se a taxa de desemprego [nos Estados Unidos] não diminuir", afirmou.
"Ninguém está mais complacente [com a situação]. Todos já estão um pouco aliviados, mas ainda não estamos em uma boa situação", completou.
Autor do livro "O Futuro da América", recém-lançado no Brasil, Schama, 64, já investigou em obras anteriores a Revolução Francesa, a história da arte e a da Inglaterra. No novo livro, ele busca retratar a transformação pela qual os EUA passam. O historiador viajou pelo país acompanhando os candidatos à Presidência e visitando sítios históricos.
O resultado, segundo definiu em entrevista à Folha, foi "uma tentativa perigosa de juntar reportagem contemporânea com análise histórica".
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Acho que um conflito mundial é o mais provável de acontecer, infelizmente... O melhor seria nos prepararmos para o pior.
A maioria das grandes potências são "grandes" somente no armamento e pequenas na humanidade. Não sei como realmente, separado das emoções, você observa o andamento das ações e medidas, financiadas por essas "potências". E olha que tem mais na panela... É por isso que outros países cansados da exploração e da ameaça, estão se preparando para enfrentarem inimigos. Inimigos das coisas boas que a vida pode trazer, inimigos das amizades, das trocas de cultura e ciência, da BOA VONTADE. Inimigos travestidos de "salvadores", que por dentro tem por único objetivo a destruição. Seres que por um capricho da natureza, odeia a NATUREZA e as pessoas que não são iguais a eles. Essa é a única explicação que cabe para esses Srs. das Guerras, que por trás de uma mesa, comandam covardemente pessoas para a morte.
"Vejam que uniforme lindo fizemos prá vocês... O senhor das guerras não gosta de crianças..." (Música de um autor brasileiro.)
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