Para Simon Schama, governo Obama atua como um "árbitro social"
SARA UHELSKI
da Folha Online
O governo do presidente americano, Barack Obama, atua como um árbitro social em questão de saúde pública, "sem medo de desempenhar um papel forte na sociedade" do país. Esta é a opinião do historiador britânico Simon Schama, que participa de Sabatina promovida pela Folha nesta segunda-feira.
Questionado sobre as medidas tomadas pelo presidente americano no que se refere à saúde pública do país, o historiador afirma que "Obama não quer governar um país somente com bancos e com a indústria automobilística."
Obama tenta escrever uma audaciosa reforma no sistema de saúde público americano, que permitiria a criação de um sistema similar ao brasileiro, no qual todos teriam acesso a tratamento médico financiado pelo governo. A medida, que custaria milhões de dólares ao debilitado orçamento, enfrenta resistência entre os congressistas.
Schama participa, na tarde desta segunda-feira (6), de uma sabatina promovida pela Folha. No evento, o historiador responde perguntas de Sylvia Colombo, editora da Ilustrada, Rodrigo Rötzsch, editor de Mundo, Claudia Antunes e Rafael Cariello, repórteres da Folha, e da plateia presente no auditório do Teatro Folha.
Ainda sobre os trabalhos de Obama na saúde pública, Schama afirma que Obama busca um caminho paralelo. "As pessoas podem continuar comprando seus planos de saúde privados. Mas, aqueles que não têm condições, precisam também ter acesso a esse tipo de assistência, financiada pelo governo."
Schama, que participou da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) na última semana, é autor do livro "O Futuro da América", recém-lançado no Brasil.
Schama, 64, já investigou em obras anteriores a Revolução Francesa, a história da arte e a da Inglaterra. No novo livro, ele busca retratar a transformação pela qual os EUA passam. O historiador viajou pelo país acompanhando os candidatos à Presidência e visitando sítios históricos.
O resultado, segundo definiu em entrevista à Folha, foi "uma tentativa perigosa de juntar reportagem contemporânea com análise histórica".
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Acho que um conflito mundial é o mais provável de acontecer, infelizmente... O melhor seria nos prepararmos para o pior.
A maioria das grandes potências são "grandes" somente no armamento e pequenas na humanidade. Não sei como realmente, separado das emoções, você observa o andamento das ações e medidas, financiadas por essas "potências". E olha que tem mais na panela... É por isso que outros países cansados da exploração e da ameaça, estão se preparando para enfrentarem inimigos. Inimigos das coisas boas que a vida pode trazer, inimigos das amizades, das trocas de cultura e ciência, da BOA VONTADE. Inimigos travestidos de "salvadores", que por dentro tem por único objetivo a destruição. Seres que por um capricho da natureza, odeia a NATUREZA e as pessoas que não são iguais a eles. Essa é a única explicação que cabe para esses Srs. das Guerras, que por trás de uma mesa, comandam covardemente pessoas para a morte.
"Vejam que uniforme lindo fizemos prá vocês... O senhor das guerras não gosta de crianças..." (Música de um autor brasileiro.)
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