Mundo
06/07/2009 - 16h53

Nunca existiu um "século americano", diz Simon Schama

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LEILA CORREIA
colaboração para Folha Online

O historiador britânico Simon Schama, que participa na tarde desta segunda-feira da sabatina promovida pela Folha, afirmou que nunca houve um "século americano", marcado pela hegemonia econômica e militar dos Estados Unidos.

O historiador responde perguntas de Sylvia Colombo, editora da Ilustrada, Rodrigo Rötzsch, editor de Mundo, Claudia Antunes e Rafael Cariello, repórteres da Folha, e da plateia presente no auditório do Teatro Folha.

Ao analisar o papel dos BRICs --grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China-- no cenário mundial, ele disse que "os EUA não são mais ingênuos como eram na época do [presidente Ronald] Reagan [1981-1989]". Segundo ele, "não existe mais aquela coisa de bater no peito e dizer "nós somos o número um"".

Schama diz que, entre os países dos BRICs, a China é o ponto principal, por causa da grande quantidade de títulos da dívida americana que está nas mãos dos chineses.

Mas ele defende que os dois países sentem para negociar e deixem de lado a arrogância. "Os chineses e os americanos estão olhando um para o outro de uma forma arrogante, enfrentando um ao outro como se fossem marido e mulher", disse.

O historiador britânico também disse que os EUA não têm mais hegemonia mundial desde a queda da ex-União Soviética. Ele disse que o crescimento econômico do país foi "prolongado".

No entanto, "nunca houve um século americano" porque a hegemonia americana sempre foi questionada e desafiada pela União Soviética na época e, agora, por países em desenvolvimento.

"Os Estados Unidos não podem ser arrogantes e militaristas", concluiu.

Comentários dos leitores
Valentin Makovski (304) 24/11/2009 17h15
Valentin Makovski (304) 24/11/2009 17h15
So existe 2 cominhos aos EUA no afeganistão & iraque. Ou enviam mais do dobro de tropas e realmente ocupam os 2 países, e acabam de uma vez com a instabilidade, ou retiram todas suas tropas e deixam a deus dará.
Esta ocupação foi um ato irresponsável da Familia Busch, Pai & Filho, que somente sabem fazer guerra e alimentar o sentimento anti americano no mundo.
Obama, faça um favor a todos nós, tira a carapuça e adimita que mais uma vez vcs perderam a Guerra, e jogaram mais de U$ 1,300 Trilhão na lata do lixo.
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eduardo de souza (484) 24/11/2009 16h24
eduardo de souza (484) 24/11/2009 16h24
Obama... Obama, tá ficando dificel manter as aprarências. Você é "soldadinho de chumbo" dos donos dos Eua.
Sua decisão será aquela que ter mandarem falar.
Bom, pelo menos ganha bem e tem status, rs.
Prá quem gosta é parato cheio.
sem opinião
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Gedeão Barros (88) 22/11/2009 22h56
Gedeão Barros (88) 22/11/2009 22h56
PARTE 2
Resposta ao Sr. Oliver Oak, vulgo "Hugo Chavez".
Portanto, para ficar bem claro, como eu estava dizendo, a palavra hebraica "goy" não possui sentido pejorativo. É como se nós, brasileiros, nos referíssemos a qualquer cidadão de outro país com a palavra "estrangeiro". Isso não é discriminação.
Já para a maçonaria, por exemplo, quem não é maçon, é chamado de profano. Esta sim, é uma palavra de sentido pejorativo. Mas, nem por isso, os maçons desenvolveram ódio aos profanos. Ao contrário. Todos eles foram profanos, antes de se tornarem maçons.
Nos próximos posts comentarei sobre os judeus se "esconderem" atrás de religião e sobre os autores NOAM CHOMSKI e NORMAN FILKENSTEIN, suspeitos de portarem o Transtorno Bipolar do Humor, antigamente denominado de psicose maníaco-depressiva. Também falarei do inexpressivo grupo ultra-radical NETUREI KARTA, um pequeno bando de doidos varridos que apóiam as atrocidades de Adolph Hitler. Esses judeus ultra-ortodoxos, que em mais de 100 anos de existência não passam de 5 mil membros, são contra a criação do Estado de Israel pelos homens. Eles querem que os judeus aguardem a vinda do Messias, para que este, em nome de Deus, crie o Estado de Israel. Mas, esse bando mora em Jerusalém. Por aí, caros leitores, vocês podem ver que o Sr. "Hugo Chavez" tem um universo bem limitado de leitura. Ele precisa ampliar seus horizontes, senão fica refém dos autores que ele citou.
Ao Sr. Alan Williamson, envio meus parabéns.
Até logo, Sr. Oliver.
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