Sem público devido à gripe suína, teatros argentinos fecham as portas por dez dias
da Folha Online
Praticamente abandonados pelos espectadores, os teatros da Argentina serão fechados por dez dias em meio à propagação da gripe suína --A (H1N1)--, que causou 60 mortes no país. O anúncio foi feito nesta segunda-feira pela associação que reúne empresários do setor teatral.
"Os prédios ficarão abertos, mas não haverá apresentações. E o dinheiro dos ingressos já comprados será devolvido", disse o presidente da Associação Argentina de Empresários Teatrais (Aadet), Carlos Rottenberg, ao anunciar a medida, que entra em vigor nesta segunda-feira.
Os teatros públicos de Buenos Aires aderiram à iniciativa, disse o ministro da Cultura de Buenos Aires, Hernán Lombardi. Mas ele afirmou que "as autoridades não pediram por isso, mas se quebrou o clima necessário para uma peça teatral, devido à pressão social [causada pela doença]".
O presidente da associação teatral disse na entrevista coletiva em que anunciou a medida que nos últimos dias houve "80 % menos espectadores nos teatros", devido ao avanço da gripe suína, que está levando à suspensão de atividades, culturais, educacionais e esportivas, mesmo onde não houve proibições do governo.
Os cinemas continuam abertos, mas há a recomendação de que os espectadores deixem uma cadeira vazia entre eles, o que é facilitado pela queda de público.
Em grande parte do país, as autoridades locais adiantaram as férias escolares de inverno para conter as transmissões nas salas de aula e ao menos 20 distritos da Província de Buenos Aires --a maior do país-- cancelaram nos últimos suas atividades públicas e ordenaram o fechamento de bares, danceterias, piscinas, ginásios, bingos, cinemas, teatros e museus para combater a propagação da doença.
O ministro argentino de Saúde, Juan Manzur, começou nesta segunda-feira a reunir-se com os secretários provinciais de Saúde para analisar a situação em cada una das regiões Ele assumiu o cargo na quarta-feira, depois da renúncia de Graciela Ocaña, na segunda-feira passada, um dia depois da derrota governista na eleição parlamentar e em meio a divergências com o governo em relação à forma de combater o avanço da gripe suína.
Até o momento, está mantida a partida entre Cruzeiro e Estudiantes, primeiro jogo da final da Libertadores da América, marcada para esta quarta-feira, em La Plata, apesar da preocupação do clube brasileiro com a doença. O jogo deve ser realizado com público nas arquibancadas, assim como aconteceu nos jogos deste fim de semana no país.
Pandemia
A OMS (Organização Mundial da Saúde) informa em relatório divulgado nesta segunda-feira que 429 pessoas morreram de gripe suína e mais de 94.400 foram infectadas pelo vírus em todo o mundo. Especialistas temem, contudo, que o número de infectados possa ser ainda maior.
No dia 11 de junho, a organização anunciou que a doença atingiu o nível de pandemia (epidemia generalizada), devido à ampla distribuição geográfica do vírus.
A agência de controle de doenças da UE afirma que quase 10.300 casos da doença foram confirmados na Europa, incluindo cerca de 7.500 no Reino Unido, o país mais afetado pelo vírus A (H1N1) no continente. A OMA registra, oficialmente, três mortes no Reino Unido e uma na Espanha.
No Brasil, o Ministério da Saúde confirmou nesta segunda-feira mais 20 novos casos de gripe suína, o que eleva o número de contaminados para 905 pessoas. As confirmações vieram dos Estados do Rio Grande do Sul (7), Paraná (6), Goiás (3), São Paulo (3) e Rio Grande do Norte (1).
Até agora, uma pessoa morreu no país, e a Secretaria de Saúde de Minas informou nesta segunda-feira que um paciente com a doença está internado em estado grave.
Sintomas
A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.
Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).
Com Efe e France Presse
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Especial


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Estamos ao bel prazer de poucos que não estão nem aí conosco. E tem gente, movido pelo desespero, que abonam tais facínoras. Eta povo.
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Será que vamos ver a folha publicando outra notícia alarmante sobre milhões infectados daqui dois meses?
Procurem matérias relacionadas no Observatório da Imprensa e acordem por si, parem de acreditar no que querem que vocês acreditem e parem de pensar que pensam e passem a pensar!
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