EUA pedem que Rússia prenda assassinos de jornalista americano
colaboração para a Folha Online
Os Estados Unidos pediram nesta terça-feira à Rússia que aumente os esforços para prender os assassinos do jornalista americano Paul Klebnikov. O editor da edição russa da revista "Forbes" foi morto a tiros em julho de 2004 em Moscou, quando saia da redação da publicação.
O subsecretário de Estado William Burns se reuniu com centenas de pessoas em uma igreja na capital russa para marcar os cinco anos do assassinato.
| Misha Japaridze/AP |
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| Editor da versão russa da "Forbes", Paul Klebnikov, morto em 2004 |
"Após cinco longos anos, nós pedimos às autoridades russas para redobrar seus esforços para levar à Justiça os responsáveis pela morte de Paul" disse Burns.
Os assassinos de Klebnikov e seus mandantes ainda estão soltos. Os dois homens suspeitos do crime foram absolvidos em um julgamento de 2006.
A família do editor pediu ao presidente dos EUA, Barack Obama, que fez visita oficial à Rússia, que pressione seu colega russo, Dmitri Medvedev, e o primeiro-ministro, Vladimir Putin, para que as autoridades persigam os assassinos.
Profissão perigo
A Rússia é o terceiro país mais perigoso para jornalistas, segundo Comitê para Proteção de Jornalistas, com base em Nova York. A associação afirma que 50 jornalistas foram mortos no país desde 1992, colocando a Rússia --em número de mortos-- só atrás do Iraque a Argélia.
Um dos casos mais famosos foi o assassinato da jornalista Anna Politkovskaya, em 2006. A repórter foi morta quando preparava um artigo sobre as torturas sistemáticas do Exército russo na Tchetchênia.
Os assassinos de Politkovskaya foram absolvidos em julgamento ocorrido no mês passado, que acabou anulado.
Com Reuters e Associated Press
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