Mundo
07/07/2009 - 18h51

Ex-ministro holandês será enviado da ONU ao Iraque

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da Folha Online

O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, nomeou nesta terça-feira o político holandês Ad Melkert, um funcionário do alto escalão do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), como o novo enviado especial da organização para o Iraque.

Melkert, de 53 anos, substituirá no cargo o sueco Staffan de Mistura, que ocupará um alto cargo no Programa Mundial de Alimentos (PMA), após quase dois anos em Bagdá. O último dia de De Mistura no cargo, 30 de junho passado, coincidiu com a saída das tropas americanas das cidades iraquianas, um dos passos para a retirada total do país, em 2011.

O político holandês assumirá o novo posto na capital iraquiana aliando a "ampla experiência política" que tem com seu "conhecimento sobre desenvolvimento e economia", destacou Michèle Montas, porta-voz de Ban.

"Ele assume esta responsabilidade com uma profunda compreensão da natureza do desafio e das prioridades que o Iraque enfrenta neste momento de transição", acrescentou.

Como novo enviado especial, Melkert dará continuidade ao trabalho iniciado por De Mistura de reforçar as atividades da ONU no Iraque, auxiliar no fortalecimento do novo Estado democrático iraquiano e melhorar as relações do país com as nações vizinhas.

Melkert foi ministro de Assuntos Sociais e Emprego no governo de Wim Kok, primeiro-ministro da Holanda nos anos 90, e sucedeu a ele como líder dos trabalhistas holandeses em 2001.

Um ano mais tarde, após os decepcionantes resultados da legenda nas eleições, abandonou a política e entrou para o conselho de administração do Banco Mundial (BM).

Em 2006, foi nomeado administrador adjunto do Pnud, cargo que ocupava até esta terça-feira.

O primeiro representante da ONU no Iraque após a invasão americana foi o brasileiro Sérgio Vieira de Melo, morto com morto com outras 21 pessoas em um atentado na sede da missão em Bagdá em agosto de 2003. Depois do ataque, a ONU reduziu drasticamente suas operações no Iraque e ordenou a saída de seus funcionários estrangeiros do país, o que foi sendo revertido aos poucos recentemente.

Com Efe e Associated Press

 

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