EUA suspendem ajuda econômica a Honduras; líderes rivais vão à Costa Rica
da Folha Online
Os Estados Unidos confirmaram na noite desta terça-feira a suspensão da ajuda econômica a Honduras como consequência do reconhecimento, por parte de Washington, do golpe de Estado que derrubou o presidente eleito Manuel Zelaya no último dia 28. Após uma reunião com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, Zelaya partirá para Costa Rica para dialogar com o presidente interino hondurenho, Roberto Micheletti, e tentar chegar a uma solução da crise.
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Um porta-voz do Departamento de Estado confirmou que devido aos eventos em Honduras foram suspensos os programas de assistência ao governo, o que indica que os EUA estão dispostos a assumir que houve golpe de Estado no país centro-americano e devem adotar uma postura mais rígida contra o governo interino.
No entanto, o departamento afirmou que a suspensão não afeta os programas de ajuda humanitária que os americanos mantêm no país.
"Portanto, ainda se esta dando ajuda alimentícia, à prevenção do HIV/Aids e outras doenças, para a sobrevivência infantil e para desastres, assim como assistência que facilite a realização de eleições", assinalou.
O porta-voz indicou que a suspensão é aplicada a programas de assistência militar e outros de ajuda ao desenvolvimento destinados ao governo de Honduras --país que nos anos 80 ficou conhecido como "porta-aviões americano", servindo de base de treinamento para os Contra, que combatiam os sandinistas na Nicarágua.
Segundo o Departamento de Estado, o montante da ajuda militar suspensa é de cerca de US$ 16 milhões. Os EUA mantêm base militar em Honduras, com aviões e 500 soldados.
Mediador
Depois de uma reunião de Zelaya com Hilllary na Casa Branca --um grupo do governo interino também tentou marcar a reunião, mas foi rejeitado por Washington--, ficou decidido que a mediação da crise será feita pelo presidente costarriquenho, Oscar Arias, que convocou as duas partes em São José para negociar.
Arias, que ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1987 por seus gestos para pacificar a América Central, afirmou que há "vontade de ambas as partes para buscar uma solução negociada".
O presidente antecipou que as conversas devem se prolongar por pelo menos dois dias em sua casa em São José e que, na agenda do encontro, estão "todos os temas que dividem as duas partes em Honduras.
Contudo, os dois líderes rivais não parecem tão dispostos a negociar.
Zelaya disse em Washington que não há nada a negociar, apenas determinar o "restabelecimento da ordem democrática e do presidente deposto."
Micheletti disse que não vai "negociar nada", apenas "dialogará". Em declarações a jornalistas na residência presidencial, Micheletti ressaltou que ele é "claro e contundente", e que se Zelaya quer voltar ao país, "que se apresente primeiro aos tribunais de Justiça".
Toque de recolher
Em Tegucigalpa, a capital hondurenha, o povo viveu mais uma noite de toque de recolher. Os sindicatos e organizações sindicalistas anunciaram a realização de novos protestos e marchas contra os golpistas.
Nesta terça-feira, as manifestações de partidários --e opositores-- de Zelaya terminaram sem incidentes. No domingo (5), duas pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em confrontos entre Exército e manifestantes que aguardavam o retorno de Zelaya. Segundo o governo, a polícia não deu nenhum tiro e a culpa pelas mortes é dos próprios manifestantes.
A mulher de Zelaya, Xiomara Castro, apareceu em público pela primeira vez desde 28 de junho e liderou uma marcha até a sede da embaixada americana.
Castro disse que "tudo é negociável", menos o fato de que Zelaya deve voltar ao poder.
Os partidários de Micheletti se reuniram na praça principal da cidade em uma manifestação pela "paz em Honduras."
Com Efe e France Presse
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O Hugo Chapolin perdeu. O único desdobramento, a esta altura improvável, que daria a vitória ao tiranete venezuelano seria a reinstalação, com plenos poderes, de Manuel Zelaya na Presidência e a realização do plebiscito inconstitucional que detonou a crise. Era essa a proposta do socialista chileno José Miguel Insulza, secretário-geral da OEA, e de Celso Despreparado Amorim, ideólogo e operador do desastrado "Imperialismo Megalonanico"
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A pobre Honduras foi o primeiro país a dizer "Não!", para escândalo das entidades multilaterais, imensas burocracias repletas de si mesmas e de antiamericanismo e anti-semitismo. A resistência dos hondurenhos nos alerta para o fato de que a democracia tem direito legítimo à rebelião. A democracia tem direito de se rebelar contra a mentira, contra a conspiração bem concertada da "esquerda", esse chapelão sob o qual se abrigam o latifundiário Zelaya, o liberticida clássico Robert Mugabe, do Zimbábue, o coronel Chávez, entre outros.
Além do semiditador Chávez, os aloprados Celso Despreparado Amorim e Marco Aurélio Top Top Garcia, com as suas reiteradas trapalhadas, fizeram o nosso país abandonar a tradicional neutralidade, para se intrometer nos assuntos internos de outro país. Nem puderam definir o status jurídico do acolhido candidato a ditador e sua tropa, permitindo que o sujeito tentasse uma revolta sangrenta, posando de democrático e perseguido. Não deu certo.Viva o povo Honduras.
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Grande coisa. Esse chilique dos aspones realmente não muda coisa alguma, como não mudou nada até hoje. Só quero saber é por quanto tempo o Mané continuará com prisão domiciliar em nossa embaixada. Está na hora de entregá-lo às autoridades e ao povo hondurenho para ser julgado. Seus minguados seguidores andam tentando iniciar uma guerra civil. Mas, estão dando com os burros n'água. Quem está silencioso é o Hugo Chapolin. Talvez ele esteja treinando os seus soldados para a guerra contra os EUA..
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