Polícia do Irã diz que libertou manifestantes presos durante protestos
colaboração para a Folha Online
O chefe da polícia do Irã, Esmail Ahmadi Moghaddam, afirmou nesta quarta-feira que dois terços dos manifestantes presos durante os protestos contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad já foram liberados.
Ele afirmou à agência estatal de notícias Irna que outras 100 pessoas devem ser libertadas nos próximos dois dias.
Moghaddam havia dito na semana passada que 1.032 pessoas foram presas na capital Teerã após a divulgação dos resultados das eleições presidências no dia 13 de junho.
A mídia estatal iraniana diz que pelo menos 20 pessoas morreram nos conflitos entre manifestantes e forças de segurança.
No entanto, ativistas dos direitos humanos afirmam que o número de prisões teria sido maior, chegando a duas mil pessoas entre ativistas reformistas, acadêmicos, jornalistas e estudantes.
Estima-se que 500 pessoas ainda permaneçam detidas.
Protestos
Ahmadinejad foi reeleito com cerca de 63% dos votos contra 34% do principal líder da oposição, Mir Hossein Mousavi, que afirma que o pleito foi fraudado.
A votação foi seguida por semanas de fortes protestos da oposição por fraude. Os protestos foram enfrentados com violência pela polícia e a milícia Basij, ligada à Guarda Revolucionária.
O Conselho dos Guardiães do Irã, órgão responsável por ratificar o resultado do pleito, aceitou fazer uma recontagem parcial dos votos para acalmar a oposição, mas confirmou a reeleição de Ahmadinejad depois de afirmar que a fraude em cerca de 3 milhões de votos não era suficiente para mudar o resultado das urnas.
Com Efe e Reuters
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