Obama participa de primeira reunião do G8 com desafio de demonstrar liderança
da Efe, em L'Áquila
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, abriu nesta quarta-feira sua primeira cúpula do G8 (grupo dos sete países mais ricos e a Rússia) com o desafio de demonstrar liderança em assuntos complicados, como segurança alimentar e mudança climática.
O presidente americano, que chegou à Itália de Moscou, conseguiu convencer o resto dos líderes do G8 para que contribuam com cerca de US$ 12 bilhões (R$ 23,9 bilhões) nos próximos três anos para uma iniciativa de segurança alimentar.
| Haraz N. Ghanbari/AP |
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| O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, participa de sua primeira reunião de cúpula do Grupo dos Oito em L'Áquila, na Itália |
Segundo altos funcionários americanos, o programa permitirá proporcionar ajuda de emergência contra a fome, além de estabelecer sistemas de distribuição de alimentos e agricultura sustentável.
A aprovação pelos oito países representa uma conquista para Obama, que fez da segurança alimentar uma das referências desta cúpula.
Ambiente
Outras áreas prioritárias são mais complicadas, como a mudança climática. Obama presidirá um fórum sobre o assunto nesta quinta-feira com 17 das maiores economias do mundo.
Os negociadores retiraram da minuta da declaração sobre a mudança climática uma proposta para reduzir pela metade as emissões de gases para 2050.
As discussões tinham o objetivo de determinar acordos para limitar o aumento médio da temperatura global a dois graus Celsius.
Política
O presidente americano encara uma difícil batalha também nas negociações sobre as declarações políticas, principalmente sobre o Irã e seu programa nuclear.
Após uma reunião nesta quarta-feira em Roma com o presidente italiano, Giorgio Napolitano, Obama destacou a importância de a comunidade internacional discutir com países como o Irã ou a Coreia do Norte, para tentar convencê-los de renunciar a suas ambições nucleares.
"É importante que a comunidade internacional possa falar com países como o Irã ou a Coreia do Norte e encorajá-los a dar passos para não contribuir com a proliferação nuclear", afirmou.
Mas o ministro italiano de Relações Exteriores, Franco Frattini, afirmou que, por enquanto, não sabe quais são as condições para uma condenação do Irã sobre seu programa nuclear e a repressão contra os manifestantes que protestaram contra as eleições do dia 12 de junho.
Mas segundo fontes europeias, a Rússia --como já ocorreu na reunião de ministros de Exteriores do G8, na cidade italiana de Lecce, em junho-- não está disposta a respaldar uma declaração muito dura contra o regime do presidente Mahmoud Ahmadinejad.
No entanto, o G8 emitirá uma condenação contra a Coreia do Norte, depois que o país realizou uma série de lançamentos de mísseis e, em maio, fez um segundo teste nuclear, explicou Frattini.
Economia
Outra área em que Obama deve mostrar liderança é a economia, em uma cúpula onde os EUA são ponte entre as reuniões do G20 (principais países desenvolvidos e em desenvolvimento) realizadas em abril, em Londres, e a que acontecerá em setembro, em Pittsburgh, nos EUA.
Na minuta da declaração final sobre a crise econômica, que os países participantes devem aprovar e que já foi divulgada pela imprensa, o G8 aponta que a situação econômica continua sendo incerta, apesar dos sinais de recuperação registrados até agora.
Apesar "dos progressos alcançados até agora" na recuperação da confiança e na estabilização dos mercados financeiros, a "situação continua incerta e ainda há riscos significativos para a estabilização econômica e financeira".
O G8, que nesta quarta-feira se reúne com representantes da União Europeia (UE), em L'Aquila, se comprometeu, na minuta de sua declaração conjunta, a "assegurar a sustentabilidade fiscal em médio prazo" e a apoiar o Fundo Monetário Internacional (FMI), na preparação das estratégias para sair da crise.
A cúpula, que termina na sexta-feira, começou com um almoço e, além de contar com a participação das maiores potências econômicas, países como o México, o Brasil e a Espanha também foram convidados.
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Osama foi treinado pela CIA, à época do domínio soviético no Afeganistão. 32 mil rebeldes, aquela época, venceram e expulsaram os soviéticos. Hoje, como são contra os americanos, são chamados de terroristas. Engraçado não é.? Todos sabem que o Afeganistão é estratégico para os EUA que se dirigem países com desinência -ão: Turquistão, azerbaijão, Casaquistão...
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