Mundo
08/07/2009 - 16h21

Obama participa de primeira reunião do G8 com desafio de demonstrar liderança

Publicidade

da Efe, em L'Áquila

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, abriu nesta quarta-feira sua primeira cúpula do G8 (grupo dos sete países mais ricos e a Rússia) com o desafio de demonstrar liderança em assuntos complicados, como segurança alimentar e mudança climática.

O presidente americano, que chegou à Itália de Moscou, conseguiu convencer o resto dos líderes do G8 para que contribuam com cerca de US$ 12 bilhões (R$ 23,9 bilhões) nos próximos três anos para uma iniciativa de segurança alimentar.

Haraz N. Ghanbari/AP
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, participa de sua primeira reunião de cúpula do Grupo dos Oito em L'Áquila, na Itália
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, participa de sua primeira reunião de cúpula do Grupo dos Oito em L'Áquila, na Itália

Segundo altos funcionários americanos, o programa permitirá proporcionar ajuda de emergência contra a fome, além de estabelecer sistemas de distribuição de alimentos e agricultura sustentável.

A aprovação pelos oito países representa uma conquista para Obama, que fez da segurança alimentar uma das referências desta cúpula.

Ambiente

Outras áreas prioritárias são mais complicadas, como a mudança climática. Obama presidirá um fórum sobre o assunto nesta quinta-feira com 17 das maiores economias do mundo.

Os negociadores retiraram da minuta da declaração sobre a mudança climática uma proposta para reduzir pela metade as emissões de gases para 2050.

As discussões tinham o objetivo de determinar acordos para limitar o aumento médio da temperatura global a dois graus Celsius.

Política

O presidente americano encara uma difícil batalha também nas negociações sobre as declarações políticas, principalmente sobre o Irã e seu programa nuclear.

Após uma reunião nesta quarta-feira em Roma com o presidente italiano, Giorgio Napolitano, Obama destacou a importância de a comunidade internacional discutir com países como o Irã ou a Coreia do Norte, para tentar convencê-los de renunciar a suas ambições nucleares.

"É importante que a comunidade internacional possa falar com países como o Irã ou a Coreia do Norte e encorajá-los a dar passos para não contribuir com a proliferação nuclear", afirmou.

Mas o ministro italiano de Relações Exteriores, Franco Frattini, afirmou que, por enquanto, não sabe quais são as condições para uma condenação do Irã sobre seu programa nuclear e a repressão contra os manifestantes que protestaram contra as eleições do dia 12 de junho.

Mas segundo fontes europeias, a Rússia --como já ocorreu na reunião de ministros de Exteriores do G8, na cidade italiana de Lecce, em junho-- não está disposta a respaldar uma declaração muito dura contra o regime do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

No entanto, o G8 emitirá uma condenação contra a Coreia do Norte, depois que o país realizou uma série de lançamentos de mísseis e, em maio, fez um segundo teste nuclear, explicou Frattini.

Economia

Outra área em que Obama deve mostrar liderança é a economia, em uma cúpula onde os EUA são ponte entre as reuniões do G20 (principais países desenvolvidos e em desenvolvimento) realizadas em abril, em Londres, e a que acontecerá em setembro, em Pittsburgh, nos EUA.

Na minuta da declaração final sobre a crise econômica, que os países participantes devem aprovar e que já foi divulgada pela imprensa, o G8 aponta que a situação econômica continua sendo incerta, apesar dos sinais de recuperação registrados até agora.

Apesar "dos progressos alcançados até agora" na recuperação da confiança e na estabilização dos mercados financeiros, a "situação continua incerta e ainda há riscos significativos para a estabilização econômica e financeira".

O G8, que nesta quarta-feira se reúne com representantes da União Europeia (UE), em L'Aquila, se comprometeu, na minuta de sua declaração conjunta, a "assegurar a sustentabilidade fiscal em médio prazo" e a apoiar o Fundo Monetário Internacional (FMI), na preparação das estratégias para sair da crise.

A cúpula, que termina na sexta-feira, começou com um almoço e, além de contar com a participação das maiores potências econômicas, países como o México, o Brasil e a Espanha também foram convidados.

Comentários dos leitores
eduardo de souza (499) 01/12/2009 19h26
eduardo de souza (499) 01/12/2009 19h26
Como anunciar o fim da guerra no Afeganistão, que guerra? Essa que estão fazendo para ter o domínio do território assegurando os oleodutos que lá atravessam. Que guerra Barak Obama, essa que a nação americana financiou para as empresas privadas? Que guerra? Essa que fazem, não importa aonde, visando lucros com vendas de armas, controle de posição de exécito em outros continentes... Um dia estará escrito na história humana um capítulo assemelhando voces com o tão temido e odiado líder alemão da segunda guerra mundial. Dirá a história, que num curto espaço de tempo, dois "monstros" foram o martírio da humanide. sem opinião
avalie fechar
Henrique Silva (201) 01/12/2009 00h44
Henrique Silva (201) 01/12/2009 00h44
Nos EUA a situação da saúde para quem não tem seguro-saúde é infinitamente pior que a situação de um trabalhador brasileiro que depende do SUS. Fazer um sistema de saúde que garanta atendimento básico na maior potência econômica do mundo é muito importante não só para o povo americano pobre, mas para a imagem dos EUA no mundo. sem opinião
avalie fechar
Carlos Gonçalves (418) 30/11/2009 19h52
Carlos Gonçalves (418) 30/11/2009 19h52
George Bush pai fooooi amigo do pai de Bin Ladem. George Bush filho foi amigo e sócio do Salem Bin Ladem , irmão de Osama. O Bush filho teve tres sócios, dois quebraram e Salem morreu de acidente de avião, conveniente, quem ficou com os despojos?
Osama foi treinado pela CIA, à época do domínio soviético no Afeganistão. 32 mil rebeldes, aquela época, venceram e expulsaram os soviéticos. Hoje, como são contra os americanos, são chamados de terroristas. Engraçado não é.? Todos sabem que o Afeganistão é estratégico para os EUA que se dirigem países com desinência -ão: Turquistão, azerbaijão, Casaquistão...
3 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (1624)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca