Ditador da Coreia do Norte reaparece no aniversário da morte do pai
colaboração para a Folha Online
O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-il, 67, participou nesta quarta-feira do aniversário da morte do pai, ocorrida há 15 anos por problemas cardíacos.
Segundo a agência Reuters, ele estava "melancólico" durante aparição no evento promovido para lembrar a memória de seu pai e fundador do estado norte-coreano, Kim Il-Sung.
Além de comparecer a uma parada militar em homenagem ao fundador do regime comunista, Kim visitou o túmulo pai, conhecido como "Grande líder", na capital do país Pyongyang.
| Reuters/KRT | ||
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| Kim Jong-il em cerimônia de homenagem ao pai nesta quarta-feira, em imagem captada pela TV estatal do país |
As cenas, transmitidas pela televisão estatal do país, mostram Kim magro e abatido, fortalecendo os rumores de que ele estaria doente.
Segundo especulações, Kim teria tido um derrame em agosto do ano passado. Sua última aparição pública aconteceu em abril, na abertura da Assembleia Popular Suprema.
Tensão
A aparição pública do presidente norte-coreano coincide com um novo aumento da tensão na região. No último dia 4, a Coreia do Norte lançou sete mísseis balísticos do tipo scud --que tem alcance de cerca de 500 km-- no Mar do Japão, conhecido como Mar do Leste na Coreia do Sul.
Tanto os governos da Coreia do Sul como do Japão qualificaram os testes como "um ato de provocação".
As relações entre a Coreia do Norte e a comunidade internacional ficaram muito mais tensas desde que o país deixou as negociações para pôr fim ao seu programa nuclear.
Depois de abandonar o diálogo, o governo norte-coreano anunciou que ia transformar seus estoques de plutônio em "armamentos" e começar a enriquecer urânio, provocando o temor de que estaria trabalhando para produzir ogivas nucleares pequenas o suficiente para caber em mísseis.
Em 12 de junho, o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou o endurecimento das sanções contra a Coreia do Norte por causa do teste nuclear realizado pelo país em 25 de maio --o segundo desde 2006--, que foi seguido por lançamentos de mísseis de curto e médio alcance.
Com Efe e Reuters



