Novos confrontos na fronteira entre a Inguchétia e a Tchetchênia matam ao menos três
da Folha Online
Policiais e forças de segurança da Rússia entraram em choque com insurgentes nesta quarta-feira na violenta região do Cáucaso do Norte, matando pelo menos dois supostos militantes após uma batalha que deixou um oficial morto, disseram oficiais russos.
O combate perto da fronteira entre as repúblicas (Estados) russas da Inguchétia e Tchetchênia foi o mais recente sinal de que as autoridades regionais e federais estão acelerando operações em um esforço para reprimir os ataques contra a polícia e aumentando e funcionários do governo.
O Ministério do Interior da Inguchétia informou que tropas estavam fazendo buscas em áreas florestais perto da fronteira nesta terça-feira à noite, quando 20 pistoleiros abriram fogo, matando um agente federal do ministério e ferindo sete agentes. Pelo menos um atirador também foi morto.
Nesta quarta-feira, policiais federais e soldados regionais entraram novamente em choque, possivelmente com o mesmo grupo, informou o ministério. A porta-voz do ministério Khadziyeva Madina disse que outros dois atiradores foram mortos.
O presidente da Tchetchênia, Ramzan Kadyrov, forneceu números mais altos, afirmando que quatro militantes foram mortos na região nesta quarta-feira e que vários outros foram detidos, incluindo um homem que ele descreveu como um alto nível insurgente, Rusteman Makhauri, um nome que não é amplamente conhecido.
Nos últimos meses, a Inguchétia tem sido a região mais atingida pelo aumento da violência no Cáucaso do Norte, atribuído a grupos criminosos, disputas étnicas e a influências da violência na Tchechênia --palco de duas guerras devastadoras entre forças governamentais e rebeldes nos últimos 15 anos, desde que s rebeldes da combateram as forças russas pela independência na década de 90.
O presidente da Inguchétia foi gravemente ferido em um atentado suicida no mês passado, e um juiz superior e um ex-vice-primeiro-ministro foram assassinados.
No sábado, militantes emboscaram um comboio policial na mesma região, perto da fronteira entre as duas repúblicas, matando nove agentes e ferindo 10 --as piores baixas recentes das forças regionais ou federais na Inguchétia.
As forças policiais da Tchetchênia uniram forças com forças da Inguchétia para executar operações na fronteira, e Kadyrov afirmou que o governo russo lhe pediu para supervisionar essas atividades, o que irritou muitos moradores da Inguchétia, que temem o líder tchetcheno.
Sob o governo de Kadyrov, uma estabilidade relativa voltou à Tchetchênia, mas grupos de direitos humanos dizem que as forças do governo local cometeram abusos generalizados, incluindo sequestros, tortura e execuções extrajudiciais.
Em abril, o presidente russo, Dmitri Medvedev, anunciou o fim da campanha militar que já durava dez anos na Tchetchênia, chamada pelo Kremlin de "operação antiterrorismo", no que foi entendido na época como um sinal para o início da retirada de milhares de soldados federais da região e como uma demonstração de que a calma havia retornado à Tchetchênia.
Mas a violência persistiu. Em uma entrevista ao jornal russo "Izvestia", Kadyrov disse que a ordem de Medvedev não tinha resultado em nenhuma mudança na situação de segurança da Tchetchênia, onde confrontos esporádicos entre soldados e rebeldes ainda ocorrem. Enquanto isso, a segurança nos vizinhos Inguchétia e Daguestão piorou. A pobreza e a violência tornaram as duas repúblicas campos férteis para recrutamento de terroristas.
Uma das regiões mais pobres da Rússia, a Inguchétia é uma república de cerca de 4.000 km2 que faz fronteira com a república independente da Geórgia.
Com Associated Press e Efe
Leia mais notícias sobre a Inguchétia e a Tchetchênia
- Presidente de república russa da Inguchétia é ferido em atentado
- Atiradores matam três soldados russos na Tchetchênia
- Rússia anuncia fim de campanha militar na Tchetchênia
- Cinco policiais morrem ao tentar desarmar bomba na Inguchétia
Outras notícias internacionais
- "[Sobe para 138 o número de casos de gripe suína na Colômbia]:http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u592520.shtml
- ONG denuncia maus tratos contra presos no Irã
- Hillary diz que EUA apoiariam sanções mais firmes contra o Irã
- Presidente interino de Honduras e Zelaya se preparam para iniciar diálogo sobre crise
Especial

