EUA pedem mais tropas locais para operação no Afeganistão
colaboração para a Folha Online
Oficiais militares dos Estados Unidos no Afeganistão reclamaram publicamente nesta quarta-feira da falta de soldados afegãos para ajudar nas operações das forças de ocupação no país.
As tropas locais seriam insuficientes, mal-treinadas e incapazes de ocupar os territórios liberados pelos fuzileiros navais americanos, nas últimas ofensivas contra o grupo radical islâmico Taleban no sul do país.
| David Guttenfelder/AP |
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| Fuzileiros navais dos EUA observam helicóptero durante operação no distrito de Nawa, Província de Helmand, no Afeganistão |
O general dos fuzileiros navais, Lawrence Nicholson, comandante da brigada expedicionária de fuzileiros no Afeganistão, informou que apenas 650 afegãos se uniram a 4.000 soldados americanos para a tomada da província de Helmand, realizada há uma semana.
A região é o centro da produção de ópio do Afeganistão e principal financiadora da insurgência Taleban.
Os fuzileiros encontraram leve resistência armada na região e tiveram apenas 20 confrontos, segundo fontes oficiais.
No entanto, o general disse que precisa de mais afegãos para construir relacionamentos com líderes locais e identificar membros do Taleban entre os moradores da região. "Eles entendem a cultura local de um jeito que nós nunca poderemos", declarou Nicholson.
Pessoal insuficiente
Os Estados Unidos e a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) pretendem aumentar o exército afegão em 134 mil soldados e 86 mil policiais até 2010, mas os progressos tem sido lentos pela falta de especialistas para o treinamento militar.
A estratégia do presidente Barack Obama também prevê que funcionários civis do governo americano ajudem a organizar ações humanitárias em áreas liberadas da influência Taleban e auxiliem na reconciliação local entre afegãos e o governo de Cabul.
Mas até agora, os únicos americanos nas zonas ocupadas são militares.
Histórico
Os fuzileiros americanos e as forças de segurança afegãs participam da Operação Khanjar ("Golpe de Espada", na tradução), que começou no último dia 2 de julho e tem como objetivo retirar dos talebans suas principais fortificações em Helmand e garantir a segurança para as eleições presidenciais do próximo dia 20 de agosto.
A ofensiva abrange uma área de 88 km controlada pelos insurgentes, onde tropas estrangeiras nunca haviam operado em grandes números.
Com Associated Press e Reuters
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