Mundo
09/07/2009 - 07h37

Governador iraniano promete "esmagar" novas manifestações estudantis

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da Folha Online

O governador da Província de Teerã alertou nesta quinta-feira que vai "esmagar" qualquer manifestação organizada para lembrar os dez anos dos protestos estudantis de 9 de julho de 1999, que ocuparam a capital Teerã por vários dias.

"Não concedemos nenhuma autorização para uma manifestação. Se alguns querem realizar ações contra a segurança influenciados pelos canais de televisão contrarrevolucionários, serão esmagados pelo povo", advertiu Morteza Tamadon, citado pela agência oficial Irna.

"Os inimigos estão furiosos pela calma que seguiu os distúrbios pós-eleição e estão tentando prejudicar a paz através de contrarrevolucionários estrangeiros e redes notórias", disse Tamaddon, acrescentando que o público deve rejeitar qualquer plano de protesto e que o governo garantirá "forte segurança".

Segundo testemunhas, panfletos foram distribuídos para convocar uma manifestação na tarde desta quinta-feira diante da Universidade de Teerã em memória dos protestos estudantis de julho de 1999, violentamente reprimidos pelo governo.

Caso o protesto aconteça, será a primeira manifestação desde a confirmação dos resultados da eleição presidencial de 12 de junho em que o presidente ultraconservador, Mahmoud Ahmadinejad, foi reeleito.

Ao menos 20 pessoas morreram e centenas ficaram feridas durante a repressão violenta das manifestações posteriores à eleição, nas quais a oposição acusou Ahmadinejad de fraude.

Apoiadores do principal líder da oposição, Mir Hossein Mousavi, convocaram novos protestos não apenas para Teerã, mas também outras cidades. Não há um grande protesto na capital há 11 dias.

Na manhã desta quinta-feira, não havia sinais de que a segurança foi reforçada em Teerã, mas as autoridades já tomaram algumas medidas para evitar a organização de possíveis manifestantes: as mensagens de texto em celular foram prejudicadas, as universidades foram fechadas e o governo decretou feriado nesta terça-feira e quarta-feira.

Com France Presse e Associated Press

Comentários dos leitores
Valentin Makovski (217) 03/11/2009 15h23
Valentin Makovski (217) 03/11/2009 15h23
Eu não duvido de nada, se os EUA em alguns anos, implantarem algumas bases de mísseis de longo alcance no Iraque, pois estão lá e tem mais de 100 mil soldados, agora lógico. A Russia esta fazendo o mesmo apoio ao Irã, Pra ser mais exato, a guerra fria ainda não acabou só mudou de época. Lógico com vantagem dos EUA, mas a Russia tem seus prô e contras, ainda tem tecnologia suficiente e possui o maior arsenal de bombas atômicas. EUA estão no paquistão não para combater o Taliban, estão presentes numa região que demanda conflitos eternos, e que sempre terá um para vender armas, e tecnologia. Sabemos de praxe Srs (as) que guerras são grande negócios, em valores astronômicos. Antes não se dava ênfase á aquela região, hoje em dia a região é estratégica para as super potencias, envolve muito dinheiro e conflitos a vista. Por isso tanto interesse e tanta movimentação bélica. sem opinião
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J. R. (1126) 18/10/2009 13h21
J. R. (1126) 18/10/2009 13h21
RU treina soldados iraquianos para proteger seus poços de petróleo.
"O Parlamento iraquiano aprovou nesta terça-feira um acordo de cooperação marítima com o Reino Unido que permitirá o retorno de entre cem e 150 soldados britânicos ao sul do país árabe, para ajudar a treinar a Marinha iraquiana e proteger as instalações petrolíferas."
Este é o sinal obvio que os ingleses se apossaram das companhias de petróleo iraquianas após enforcarem Sadam Hussein e colocarem "testas de ferro e laranjas" da nova elite iraquiana. Como se não bastasse o exército iraquiano vigiará os poços para eles. Provavelmente, após o saque ao tesouro iraquiano, no lugar de ouro e outras moedas, os corsários os encheram de dólares cheirando a tinta. O Irã deve abrir bem os olhos, pois isso é o que é pretendido para eles também. É bom que a revolução dos aiatolás comece a educar seu povo maciçamente, a fim de não facilitar a invasão dos inimigos que sempre contam com que o povo esteja na ignorância.
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J. R. (1126) 28/09/2009 14h07
J. R. (1126) 28/09/2009 14h07
Alguns não querem que o Brasil se aproxime do Irã, outros não querem que se aproxime do criminoso Israel, porém lembrem-se que estão num país que não tem rabo preso. O presidente do Irã virá, o ministro de Israel, Kadafi, Obama. Isso é liberdade e autodeterminação. De que adianta essa panacéia com relação ao mundo árabe? Nada. 1 opinião
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