Nicarágua nega uso do espaço aéreo a governo interino de Honduras
da Folha Online
O governo da Nicarágua proibiu nesta quarta-feira o governo interino de Honduras de usar o espaço aéreo do país, o que forçou a equipe do presidente Roberto Micheletti a rever os planos de viagem à Costa Rica, onde devem negociar, nesta quinta-feira, uma saída à crise com o presidente deposto, Manuel Zelaya.
"A negativa foi anunciada em uma notificação à Aeronáutica, mas esta não será uma razão para impedir que Micheletti vá a um encontro tão essencial para recobrar a paz e manter a democracia em Honduras", disse o diretor da Aeronáutica Civil de Honduras, coronel Alfredo San Martín.
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A Força Aérea hondurenha pediu a Nicarágua que desse permissão ao sobrevoo do avião presidencial.
Micheletti ainda não confirmou sua viagem à Costa Rica para as conversas com Zelaya, sob mediação do presidente costarriquenho e Nobel da Paz, Oscar Arias.
"Vocês vão saber quando eles partirem, o horário não podemos dar por razões de segurança", afirmou Micheletti, dando a entender que não participará da comissão do governo interino.
Os membros do Conselho de Segurança de Honduras, que inclui os ministros de Defesa, sEgurança, Governo e Relações Exteriores, se reuniram na noite desta quarta-feira para determinar se Micheletti iria ou não ao encontro, segundo relataram fontes do governo citadas pela agência France Presse.
Dirigentes dos partidos aliados ao governo interino temem que Micheletti possa ser preso ao pousar na Nicarágua. Outros alertam que o avião pode ser interceptado quando passar pela Nicarágua, país aliado a Venezuela, cujo presidente, Hugo Chávez, afirmou que fará tudo para "derrotar os golpistas."
Zelaya
Zelaya chegou nesta quarta-feira à Costa Rica. O avião privado que levava Zelaya aterrissou às 17h36 (20h36 no horário de Brasília) no aeroporto Juan Santamaría, nos arredores de San José, procedente de Washington.
Zelaya chegou acompanhado por sua chanceler, Patricia Rodas, e foi recebido pelo ministro de Relações Exteriores costarriquenho, Bruno Stagno.
Tanto Zelaya, quanto Micheletti aceitaram, na terça-feira, abrir um diálogo direto com a mediação de Arias, que os receberá em sua própria casa.
"Estou aqui atendendo as resoluções da Organização de Estados Americanos (OEA) e das Nações Unidas, que fizeram declarações contundentes condenando a crise em Honduras, não reconhecendo o governo de facto e pedindo a restituição do governo democrático", afirmou Zelaya aos jornalistas, no aeroporto.
O líder deposto criticou Micheletti fortemente, qualificando-o de golpista e criminoso e ressaltou que vê esta mediação como um processo onde o atual governo hondurenho poderá expor seus planos para "uma saída da forma mais honrosa".
Acrescentou que se mantém firme na posição de exigir sua restituição no poder. "Não defender a restituição de um presidente democraticamente eleito seria um despropósito", disse.
Micheletti disse estar disposto a dialogar, mas já afirmou que a restituição de Zelaya ao poder está fora de negociação.
Com France Presse e Efe
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Cadê os defensores da extradição de Cesare Battisti. Não falam nada? Extradição só serve para os de esquerda? Para os gorilas funcionários de Bush não vale? Ah, então tá.
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