Mundo
09/07/2009 - 08h33

Nicarágua nega uso do espaço aéreo a governo interino de Honduras

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da Folha Online

O governo da Nicarágua proibiu nesta quarta-feira o governo interino de Honduras de usar o espaço aéreo do país, o que forçou a equipe do presidente Roberto Micheletti a rever os planos de viagem à Costa Rica, onde devem negociar, nesta quinta-feira, uma saída à crise com o presidente deposto, Manuel Zelaya.

"A negativa foi anunciada em uma notificação à Aeronáutica, mas esta não será uma razão para impedir que Micheletti vá a um encontro tão essencial para recobrar a paz e manter a democracia em Honduras", disse o diretor da Aeronáutica Civil de Honduras, coronel Alfredo San Martín.

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A Força Aérea hondurenha pediu a Nicarágua que desse permissão ao sobrevoo do avião presidencial.

Micheletti ainda não confirmou sua viagem à Costa Rica para as conversas com Zelaya, sob mediação do presidente costarriquenho e Nobel da Paz, Oscar Arias.

"Vocês vão saber quando eles partirem, o horário não podemos dar por razões de segurança", afirmou Micheletti, dando a entender que não participará da comissão do governo interino.

Os membros do Conselho de Segurança de Honduras, que inclui os ministros de Defesa, sEgurança, Governo e Relações Exteriores, se reuniram na noite desta quarta-feira para determinar se Micheletti iria ou não ao encontro, segundo relataram fontes do governo citadas pela agência France Presse.

Dirigentes dos partidos aliados ao governo interino temem que Micheletti possa ser preso ao pousar na Nicarágua. Outros alertam que o avião pode ser interceptado quando passar pela Nicarágua, país aliado a Venezuela, cujo presidente, Hugo Chávez, afirmou que fará tudo para "derrotar os golpistas."

Zelaya

Zelaya chegou nesta quarta-feira à Costa Rica. O avião privado que levava Zelaya aterrissou às 17h36 (20h36 no horário de Brasília) no aeroporto Juan Santamaría, nos arredores de San José, procedente de Washington.

Zelaya chegou acompanhado por sua chanceler, Patricia Rodas, e foi recebido pelo ministro de Relações Exteriores costarriquenho, Bruno Stagno.

Tanto Zelaya, quanto Micheletti aceitaram, na terça-feira, abrir um diálogo direto com a mediação de Arias, que os receberá em sua própria casa.

"Estou aqui atendendo as resoluções da Organização de Estados Americanos (OEA) e das Nações Unidas, que fizeram declarações contundentes condenando a crise em Honduras, não reconhecendo o governo de facto e pedindo a restituição do governo democrático", afirmou Zelaya aos jornalistas, no aeroporto.

O líder deposto criticou Micheletti fortemente, qualificando-o de golpista e criminoso e ressaltou que vê esta mediação como um processo onde o atual governo hondurenho poderá expor seus planos para "uma saída da forma mais honrosa".

Acrescentou que se mantém firme na posição de exigir sua restituição no poder. "Não defender a restituição de um presidente democraticamente eleito seria um despropósito", disse.

Micheletti disse estar disposto a dialogar, mas já afirmou que a restituição de Zelaya ao poder está fora de negociação.

Com France Presse e Efe

Comentários dos leitores
Rolando Frati (98) 21/11/2009 07h58
Rolando Frati (98) 21/11/2009 07h58
Vamos deixar o povo Hondurenho em paz, nossa preocupação deve ser com nossos problemas internos. Temos muitos problemas Sociais em nosso País para nos preocuparmos. Caso Zelaya e Battisti gera muita despesas que poderia ser canalizadas para resolvermos o problema da fome em nosso Páis. sem opinião
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Heitor Fontes Lopes (13) 21/11/2009 06h48
Heitor Fontes Lopes (13) 21/11/2009 06h48
A base da democracia é o sulfrágio universal.
Com eleições livres o próximo passo é a separação e independência dos três poderes e a manutenção destas instituições.
Não podemos aceitar o golpe branco, ou seja a reeleição continuada de presidentes. Quem gosta desta idéia abrace o Parlamentarismo que tem ferramentas para regular este mandato continuado, que não é o caso ca democracia.
Que as eleições em Homduras sejam livres e que inspetores internacionais verificam a honestidade do pleito.
Viva a democracia ... viva as eleições ... viva o respeito as instituições democráticas.
Viva as eleições de honduras e abaixo os neoditadores pós modernos, que se mostram totalitários e arcaicos como em qualquer regime absolutista.
1 opinião
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Daniel Mata (33) 21/11/2009 00h30
Daniel Mata (33) 21/11/2009 00h30
Eh incongruente que este pais defenda o direito dos hondurenhos escolherem seus lideres ao mesmo tempo em que lhes nega manterem os mesmos lideres democraticamente eleitos governando ate o fim de seus madatos. 3 opiniões
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