Mundo
09/07/2009 - 09h03

Sem tropas dos EUA, série de atentados mata ao menos 41 no Iraque

Publicidade

da Folha Online

Ao menos 41 pessoas morreram e mais de 80 ficaram feridas nesta quinta-feira em dois duplo atentados no norte do Iraque e em Bagdá, os mais graves desde a retirada das tropas americanas das grandes cidades iraquianas, no fim de junho.

Em Tal Afar, 80 km ao oeste de Mossul, 34 pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas em um atentado suicida em um bairro residencial da cidade.

AP
Menino observa danos causados por duplo atentado próximo a Mossul, no Iraque; série de atentados deixou ao menos 41 mortos
Menino observa danos causados por duplo atentado próximo a Mossul, no Iraque; série de atentados deixou ao menos 41 mortos

Um primeiro homem-bomba detonou seus explosivos nas proximidades da casa de dois policiais que trabalham na unidade antiterrorista da cidade. Vários pedestres morreram e ficaram feridos.

Um segundo homem-bomba se misturou entre a multidão que tentava ajudar as primeiras vítimas e também detonou os explosivos. Os dois policiais escaparam ilesos do ataque.

Este foi o ataque mais grave desde a retirada americana. Desde então, o Exército e a polícia iraquiana são responsáveis pela segurança nas localidades, enquanto as tropas americanas, que tentam manter a discrição, se limitam a patrulhar as proximidades das aglomerações urbanas.

Os ataques na região, onde as tensões entre árabes e curdos são graves, parecem ser parte de uma campanha dos insurgentes para reaquecer as diferenças e conflitos étnicos agora que as tropas americanas deixaram a região.

A região de Nineveh e sua principal cidade, Mossul, sofreram vários ataques contra a polícia, soldados e civis desde 30 de junho passado. A Província é um dos locais onde grupos como a rede terrorista Al Qaeda tiram vantagem dos já existentes conflitos étnicos.

Mais ataques

Também nesta quinta-feira, no bairro pobre xiita de Sadr City, que tem 2 milhões de habitantes e fica na zona nordeste de Bagdá, sete pessoas morreram e 24 ficaram feridas, incluindo mulheres e crianças, em um duplo atentado em um mercado.

Como aconteceu em Tal Afar, uma primeira bomba explodiu no mercado Al-Ula de Sadr City e minutos depois explodiu a segunda bomba.

A polícia afirmou que ambas as bombas foram colocadas em pilhas de lixo no mercado, uma região de maioria xiita.

Os ataques demonstram que, apesar de terem sido derrotados amplamente pelas operações militares americanas iniciadas em meados de 2007, continuam sendo capazes de executar ataques violentos bem coordenados.

Durante uma recente visita a Bagdá, o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez uma advertência sem precedentes às autoridades iraquianas, ao afirmar que os dois países podem ter um desentendimento político se o Iraque afundar na violência religiosa ou étnica.

Os Estados Unidos, que celebram a redução considerável da violência no Iraque, ao mesmo tempo demonstram irritação com a falta de avanços nas reformas constitucionais necessárias para acabar com a profunda divisão entre xiitas, sunitas e curdos.

O governo do Iraque, no entanto, já pediu a Washington que não interfira em sua política interna.

Comentários dos leitores
emanuel gomes bueno (2) 26/10/2009 17h34
emanuel gomes bueno (2) 26/10/2009 17h34
Os EUA aceitaram o prato que o diabo ofereceu a eles: uma guerra que seria "curta e fácil de vencer". Hoje vemos um atentado atrás do outro, com quase 4.400 soldados americanos mortos e os EUA num atoleiro: sem poder ficar e sem poder sair. A serpente antiga descrita na bíblia, voltou! ao Jardim do Éden. sem opinião
avalie fechar
Valentin Makovski (173) 26/10/2009 17h21
Valentin Makovski (173) 26/10/2009 17h21
Quanto o Iraque precisa de soldados para coibir as milícias???
Já se tem mais de 100 mil Marines dos EUA, se mandar mais uns 100 mil vai continuar a mesma coisa. E sabem porque??? Simples guerra que começa mal, termina muito mal. Esta guerra contra Saddan já deu o que tinha que dar. Os EUA podem ficar lá por maism10 anos, que em nada vai adiantar.
sem opinião
avalie fechar
J. R. (1090) 26/10/2009 03h00
J. R. (1090) 26/10/2009 03h00
Fica difícil saber no Iraque quem é que está explodindo bombas, se elas se direcionam para que Obama aumente os contingentes da invasão ou se é para que os ianques deixem de vez o país e devolvam os poços de petróleo que furtaram, além de destruir o país. sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (66)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca