Mundo
09/07/2009 - 10h14

Obama pede a Lula para pressionar Irã contra programa nuclear

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da Folha Online

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta quinta-feira ao colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, ajuda para pressionar o Irã a renunciar a um programa nuclear que Washington diz ter fins militares, informou a Casa Branca.

Os dois líderes se reuniram nesta quinta-feira por 30 minutos, em um encontro paralelo à Cúpula do Grupo dos Oito (G8, os sete países mais desenvolvidos e a Rússia) na cidade italiana de Áquila. No encontro, os dois abordaram a situação no Irã, o golpe de Estado em Honduras, a crise econômica, a energia e a mudança climática.

Michel Euler/AP
O presidente Lula conversou por 30 minutos com o colega Obama
O presidente Lula conversou por 30 minutos com o colega Obama

Segundo o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, Obama explicou a Lula que os EUA contam com o Brasil, que mantém boas relações comerciais com o Irã, para ajudar a convencer a República Islâmica a renunciar a um programa nuclear com fins militares.

Gibbs acrescentou que Obama disse a Lula que essas boas relações concedem ao Brasil uma oportunidade única para reiterar a posição do G8 acerca do Irã.

Na noite passada, os países do G8 (EUA, Canadá, Japão, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Rússia) emitiram uma declaração na qual afirmam que reconhecem "que o Irã tem o direito de contar com um programa civil nuclear, mas com a responsabilidade de dar uma confiança baseada em que o objetivo de suas atividades nucleares será sempre pacífico".

Honduras

Em sua reunião, Obama também expressou a Lula seu agradecimento pela coordenação do Brasil e de outros países no continente para buscar uma solução diplomática em Honduras, de modo que o deposto presidente Manuel Zelaya volte ao poder.

Sobre a mudança climática, os dois países decidiram manter a cooperação para buscar um maior consenso entre os países diante da reunião sobre o tema em Copenhague, em dezembro.

O G8 aprovou nesta quarta-feira uma declaração na qual se comprometia a reduzir em 80% suas emissões de gases poluentes até 2050, e propunha uma redução de 50% para os países em vias de desenvolvimento.

Os principais países emergentes, como Índia e China --dois dos principais poluentes--, são contra essa redução. O tema polêmico não estará no debate que Obama presidirá nesta quinta-feira no Fórum das Maiores Economias (MEF, em inglês) sobre mudança climática.

As negociações se concentrarão em conseguir que os países emergentes aprovem a meta de limitar o aumento da temperatura terrestre a uma média de dois graus Celsius, algo que o G8 também aprovou em seu documento da quarta-feira.

Crise

Lula e Obama abordaram também a crise econômica e repassaram os passos que podem ser dados para ajudar os mercados emergentes, assim como a importância da regulação financeira.

O encontro entre Obama e Lula ocorreu antes que o G8 começasse uma reunião com as cinco maiores economias emergentes --Brasil, México, China, Índia e África do Sul-- e o Egito.

No encontro entre os dois líderes, houve também um momento de descontração, quando Lula presenteou Obama com uma camisa da seleção brasileira autografada pelos jogadores.

Posteriormente, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que Obama brincou com Lula sobre a final da Copa das Confederações da África do Sul, na qual o Brasil acabou vencendo os Estados Unidos na final por 3 a 2, após virar o placar de 2 a 0 para os americanos.

Os EUA "nunca voltarão a ceder uma vantagem de dois gols", disse o presidente americano, em meio a risos de Lula, segundo Gibbs.

Gibbs disse que a reunião aconteceu por iniciativa de Obama, que, desde sua chegada à Casa Branca, também falou por telefone com o líder brasileiro cerca de seis vezes e já tinha se reunido com Lula na sede da Presidência americana em março.

Com Efe e Associated Press

Comentários dos leitores
hugo chavez (155) 20/11/2009 15h58
hugo chavez (155) 20/11/2009 15h58
Sr. Allan. Meus comentários são muito claros e definidos. Sempre que posso, exponho a doutrina racista sionista que é a expressão da doutrina nazista nos dias atuais, sendo ambas de origem ariana nas suas raízes. Pregar superioridade racial, arrogância e proibir a "mistura" das "raças", além de definir os "não judeus" genericamente como goyins ou goys, são alguns exemplos básicos do racismo sionista. Nunca ataquei os judeus, ao contrário, atacar o sionismo é defender o mundo e os judeus que são usados pelos sionistas para se camuflar e continuar agindo nas sombras, atarvés da eterna vitimização. Quando esta doutrina POLíTICA rasteira é criticada, logo se esconde atrás da RELIGIÃO judaica para evitar o debate. Esta lorota não cola mais. Quanto à israel, considero uma base militar dos eua no Oriente Médio, inventada num lugar onde é a Palestina, às custas de muitas mortes, humilhações e crimes de toda a espécie. Jamais poderia reconhecer israel, pq foi "instalado" à força, onde existia e existe um outro país. Portanto, não me venha com as velhas balelas de "neonazismo" ou "antisemitismo" porque minha posição também é defendida por um grande número de intelectuais judeus como Noam Chomski, Norman Filkenstein, pelo grupo Neturei Karta que tem rabinos nas suas fileiras e TODOS estes tb são radicalmente contra a racista doutrina sionista. Tentar misturar sionismo com judaísmo é FRAUDE e não cola mais faz tempo. Sou a favor dos judeus e do judaísmo e totalmente contra o sionismo. Já israel, se for "criado" em outro lugar que não desaproprie outro país e seu povo e não gere um eterno conflito que se espalha pelo mundo, não teria nada contra. Onde está agora "instalado", sou totalmente contra.Assim, não tente mais imputar a mim, idéias que não são minhas, pq racistas são os sionistas e não eu. sem opinião
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Ricardo Perrone (44) 19/11/2009 09h24
Ricardo Perrone (44) 19/11/2009 09h24
Lamentável essa afirmação: "Obama diz que "ninguém se ofenderia" com morte de responsáveis por 11 de setembro". Como pode alguém desqualificar a vida de outro dessa forma? Independente do erro que uma pessoa possa vir a cometer, nenhum de nós tem o direito de tirar a vida de ninguém, nem mesmo dos mais inescrupolosos assassinos, sejam eles militantes islâmicos ou forças ocidentais militares. É assim que se dizem defensores da Liberdade e da Justiça? Hipócritas! Agora mais do que nunca, tenho a certeza de que o Prêmio Nobel concedido ao presidente desta nação foi um erro político grave. Será que ele concordaria com a afirmação: "Ninguém se ofenderia com a morte dos responsáveis pelo lançamento da bomba atômica, ou talvez do responsáveis pelas Guerras do Vietnã, Iraque e Afeganistão!". Que tal incluirmos nessa afirmação o Massacre de civis na Faixa de Gaza? sem opinião
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hugo chavez (155) 19/11/2009 01h20
hugo chavez (155) 19/11/2009 01h20
Este negócio de popularidade do Obama é conversa fiada. Só inocentes poderiam esperar alguma coisa diferente de um presidente estadounidense. Basta ver como é facil aprovar verbas ilimitadas para fazer GUERRA e toda a sabotagem para aprovar uma emenda que beneficie a Saúde da população, pois, sai muito "caro", segundo os republicanos e os membros do "grupo" que lucram vendendo "saúde privada" a preço de ouro, como no Brasil. E mais, se preocupar com a saúde do povo, FEDE A SOCIALISMO rsrs. Quem manda nos eua é um pequeno "grupo" e isto faz muito tempo. Até alguns ex presidentes do país já reconheceram isto abertamente no passado. Obama é o boi de piranha. É o cara certo na hora certa. Vai servir de bode expiatório em pleno colapso do império. A Rússia já quebrou faz tempo e tudo vai seguindo de acordo com o estabelecido nos Protocolos. Só não contavam com a ascensão da China, do Irã, dos governos pogressistas na América latina. Enfim, o "grupo" jamais imaginou que surgiria uma Resistência tão forte e tão multipolar. Mais do que isto, sua eterna máquina de Propaganda, a "grande midia" está totalmente desacreditada e não consegue mais impor a "verdade" e isto é outro golpe fatal na estrutura do "grupo", a qual não estava prevista naqueles antigos planos de dominação. 9 opiniões
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