Mundo
09/07/2009 - 11h12

Centenas de jovens protestam no Irã em desafio a ameaça do governo

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da Folha Online

Cerca de 300 jovens protestaram nesta quinta-feira aos gritos de "morte ao ditador" em frente à Universidade de Teerã em uma manifestação contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad e em memória aos dez anos de um protesto estudantil reprimido com violência pelo governo. O novo protesto desafiou o alerta do governador da Província de Teerã, Morteza Tamadon, de "esmagar" qualquer manifestação na cidade.

O protesto desta quinta-feira é o primeiro em 11 dias, quando uma série de protestos em massa da oposição, liderada pelo reformista Mir Hossein Mousavi, ocupou as ruas da capital Teerã para pedir a anulação do pleito de 12 de junho que reelegeu Ahmadinejad.

Os protestos foram enfrentados com violência pela polícia e a milícia Basij, ligada à Guarda Revolucionária, deixaram ao menos 20 mortos, dezenas de feridos e centenas de presos. O Conselho dos Guardiães do Irã, órgão responsável por ratificar o resultado do pleito, aceitou fazer uma recontagem parcial dos votos para acalmar a oposição, mas confirmou a reeleição de Ahmadinejad depois de afirmar que a fraude em cerca de 3 milhões de votos não era suficiente para mudar o resultado das urnas.

Cerca de 300 pessoas se reuniram em frente à universidade e, segundo testemunhas, muitos usavam máscaras cirúrgicas verdes, a cor do movimento de Mousavi.

Como nos protestos pós-eleição, a polícia estava a postos com cassetetes para conter os manifestantes. Um número grande de policiais, relata a agência Associated Press, permanece nas intersecções das ruas mais usadas pelos manifestantes e na frente da universidade, que foi fechada nesta quinta-feira pelo governo em uma tentativa de evitar a marcha.

A polícia avançou sobre os jovens, batendo os cassetetes nos escudos. Os manifestantes fugiram e se reagruparam em outra esquina da cidade para retomar os gritos contra o governo. Segundo testemunhas, a cena se repetiu algumas vezes.

Em cerca uma hora, o número de manifestantes chegou a cerca de 700. Eles retornaram à universidade, mas uma linha formada por policiais impediu sua passagem. Os agentes, contudo, não avançaram e apenas observaram enquanto os jovens iranianos mantinham o protesto.

Em outro local, a rua Valiasr, cerca de 200 manifestantes se reuniram e a polícia tirou gás lacrimogêneo para contê-los.

Os chamados para um novo protesto circulam há dias em sites de oposição e redes sociais. Os líderes da oposição planejaram as marchas para coincidir com os dez anos de um ataque das forças basij a um protesto de estudantes, que resultou em uma morte.

Esmagar

O governador da Província de Teerã alertou nesta quinta-feira que iria "esmagar" qualquer manifestação organizada nesta quinta-feira.

"Não concedemos nenhuma autorização para uma manifestação. Se alguns querem realizar ações contra a segurança influenciados pelos canais de televisão contrarrevolucionários, serão esmagados pelo povo", advertiu Tamadon, citado pela agência oficial Irna.

"Os inimigos estão furiosos pela calma que seguiu os distúrbios pós-eleição e estão tentando prejudicar a paz através de contrarrevolucionários estrangeiros e redes notórias", disse Tamaddon, acrescentando que o público deve rejeitar qualquer plano de protesto e que o governo garante "forte segurança".

As autoridades tomaram algumas medidas para tentar evitar a organização de possíveis manifestantes: as mensagens de texto em celular foram prejudicadas, as universidades foram fechadas e o governo decretou feriado nesta terça-feira e quarta-feira.

Comentários dos leitores
Valentin Makovski (217) 03/11/2009 15h23
Valentin Makovski (217) 03/11/2009 15h23
Eu não duvido de nada, se os EUA em alguns anos, implantarem algumas bases de mísseis de longo alcance no Iraque, pois estão lá e tem mais de 100 mil soldados, agora lógico. A Russia esta fazendo o mesmo apoio ao Irã, Pra ser mais exato, a guerra fria ainda não acabou só mudou de época. Lógico com vantagem dos EUA, mas a Russia tem seus prô e contras, ainda tem tecnologia suficiente e possui o maior arsenal de bombas atômicas. EUA estão no paquistão não para combater o Taliban, estão presentes numa região que demanda conflitos eternos, e que sempre terá um para vender armas, e tecnologia. Sabemos de praxe Srs (as) que guerras são grande negócios, em valores astronômicos. Antes não se dava ênfase á aquela região, hoje em dia a região é estratégica para as super potencias, envolve muito dinheiro e conflitos a vista. Por isso tanto interesse e tanta movimentação bélica. sem opinião
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J. R. (1126) 18/10/2009 13h21
J. R. (1126) 18/10/2009 13h21
RU treina soldados iraquianos para proteger seus poços de petróleo.
"O Parlamento iraquiano aprovou nesta terça-feira um acordo de cooperação marítima com o Reino Unido que permitirá o retorno de entre cem e 150 soldados britânicos ao sul do país árabe, para ajudar a treinar a Marinha iraquiana e proteger as instalações petrolíferas."
Este é o sinal obvio que os ingleses se apossaram das companhias de petróleo iraquianas após enforcarem Sadam Hussein e colocarem "testas de ferro e laranjas" da nova elite iraquiana. Como se não bastasse o exército iraquiano vigiará os poços para eles. Provavelmente, após o saque ao tesouro iraquiano, no lugar de ouro e outras moedas, os corsários os encheram de dólares cheirando a tinta. O Irã deve abrir bem os olhos, pois isso é o que é pretendido para eles também. É bom que a revolução dos aiatolás comece a educar seu povo maciçamente, a fim de não facilitar a invasão dos inimigos que sempre contam com que o povo esteja na ignorância.
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J. R. (1126) 28/09/2009 14h07
J. R. (1126) 28/09/2009 14h07
Alguns não querem que o Brasil se aproxime do Irã, outros não querem que se aproxime do criminoso Israel, porém lembrem-se que estão num país que não tem rabo preso. O presidente do Irã virá, o ministro de Israel, Kadafi, Obama. Isso é liberdade e autodeterminação. De que adianta essa panacéia com relação ao mundo árabe? Nada. 1 opinião
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