Mundo
09/07/2009 - 11h26

Gripe suína se espalha por cinco países na África Subsaariana

Publicidade

colaboração para a Folha Online

Com o surgimento de dois casos no Zimbábue e um na Tanzânia, chegou a cinco o número de países da África Subsaariana com presença confirmada da gripe suína --como é conhecido o vírus influenza A (H1N1). África do Sul, Quênia e Maurício também registraram casos da nova gripe.

Dos dois primeiros casos detectados no Zimbábue, um é o de um homem de origem asiática que chegou recentemente ao país e que está em quarentena em um bairro da capital, Harare, informou a rádio oficial do país nesta quinta-feira.

O outro é um jovem de 18 anos que foi levado à África do Sul para tratamento. A emissora citou declarações do ministro da Saúde, Henry Madzorera, em que pede à população que "não entre em pânico".

A situação sanitária do Zimbábue é muito precária. No ano passado, uma epidemia de cólera afetou mais de 100 mil pessoas e deixou 5 mil mortos. O sistema hospitalar está muito ultrapassado após dez anos de crise política, social e econômica.

Já as autoridades da Tanzânia informaram que um estudante britânico de 17 anos foi confirmado como o primeiro caso da gripe no país. O jovem está internado em um hospital de Dar-es-Salam e pertencia a um grupo de 15 estudantes que viajaram à Tanzânia no início do mês para realizar trabalhos voluntários.

Fragilidade

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) pessoas com doenças relacionadas à imunodeficiência, como portadores de HIV, correm maior risco diante da epidemia de gripe suína. Por isso, países com altos índices de portadores de HIV --a maior parte na África-- causam profundas preocupações a OMS.

O HIV e a nova forma da gripe também podem se mesclar de uma forma perigosa, como ocorreu com o HIV e a tuberculose. Segundo estimativas da OMS, existem 33 milhões de pessoas infectadas com o vírus HIV pelo mundo.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

Com Efe

Comentários dos leitores
WILLIAN GIAZ (12) 25/11/2009 16h51
WILLIAN GIAZ (12) 25/11/2009 16h51
Como sempre muito esclarecedor o MS.... Estamos sem rumo, cada dia mais gente morrendo e todos vcs fingem que não veêm... Da vergonha essa situação... sem opinião
avalie fechar
Augusto Pestana (51) 25/11/2009 15h59
Augusto Pestana (51) 25/11/2009 15h59
E pra quem acha que o virus foi embora,mas noticias.
Boletim Epidemiológico divulgado nesta segunda-feira. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), parte dos 3.605 casos confirmados refere-se às novas notificações feitas no estado e outra parte diz respeito às fichas de pacientes que anteriormente foram classificados como suspeitos e que estão sendo novamente analisadas. Ou seja, mesmo com altas temperaturas novos casos da doença têm sido registrados no Paraná.
sem opinião
avalie fechar
Augusto Pestana (51) 25/11/2009 15h20
Augusto Pestana (51) 25/11/2009 15h20
Nao se preucupem ,porque as vacina,como diria o presidente molusco e so pa companheirada,hehehehehe sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (6382)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca