Gripe suína se espalha por cinco países na África Subsaariana
colaboração para a Folha Online
Com o surgimento de dois casos no Zimbábue e um na Tanzânia, chegou a cinco o número de países da África Subsaariana com presença confirmada da gripe suína --como é conhecido o vírus influenza A (H1N1). África do Sul, Quênia e Maurício também registraram casos da nova gripe.
Dos dois primeiros casos detectados no Zimbábue, um é o de um homem de origem asiática que chegou recentemente ao país e que está em quarentena em um bairro da capital, Harare, informou a rádio oficial do país nesta quinta-feira.
O outro é um jovem de 18 anos que foi levado à África do Sul para tratamento. A emissora citou declarações do ministro da Saúde, Henry Madzorera, em que pede à população que "não entre em pânico".
A situação sanitária do Zimbábue é muito precária. No ano passado, uma epidemia de cólera afetou mais de 100 mil pessoas e deixou 5 mil mortos. O sistema hospitalar está muito ultrapassado após dez anos de crise política, social e econômica.
Já as autoridades da Tanzânia informaram que um estudante britânico de 17 anos foi confirmado como o primeiro caso da gripe no país. O jovem está internado em um hospital de Dar-es-Salam e pertencia a um grupo de 15 estudantes que viajaram à Tanzânia no início do mês para realizar trabalhos voluntários.
Fragilidade
Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) pessoas com doenças relacionadas à imunodeficiência, como portadores de HIV, correm maior risco diante da epidemia de gripe suína. Por isso, países com altos índices de portadores de HIV --a maior parte na África-- causam profundas preocupações a OMS.
O HIV e a nova forma da gripe também podem se mesclar de uma forma perigosa, como ocorreu com o HIV e a tuberculose. Segundo estimativas da OMS, existem 33 milhões de pessoas infectadas com o vírus HIV pelo mundo.
Sintomas
A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.
Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).
Com Efe
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Boletim Epidemiológico divulgado nesta segunda-feira. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), parte dos 3.605 casos confirmados refere-se às novas notificações feitas no estado e outra parte diz respeito às fichas de pacientes que anteriormente foram classificados como suspeitos e que estão sendo novamente analisadas. Ou seja, mesmo com altas temperaturas novos casos da doença têm sido registrados no Paraná.
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