Mundo
09/07/2009 - 12h03

Líder interino de Honduras nomeia comissão para diálogo; Zelaya critica "criminoso"

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da Folha Online

O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, divulgou nesta quinta-feira a lista de nomes que devem acompanhá-lo à Costa Rica para diálogo com o presidente deposto, Manuel Zelaya, sobre a crise no país. Zelaya já está em solo costarriquenho e agravou a tensão por uma negociação pacífica ao criticar Micheletti como "criminoso".

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Segundo o jornal hondurenho "Hondudiário", a comissão que assistirá à reunião com mediação do presidente da Costa Rica, Oscar Arias, inclui a ex-presidente da Corte Suprema de Justiça, Vilma Morales, o ex-ministro de Relações Exteriores, Carlos López Contreras, e o ex-candidato a Presidência pelo Partido Democrata Cristão Arturo Corrales, além do ex-embaixador de Honduras nos Estados Unidos Roberto Flores Bermúdez.

O jornal afirma que o grupo de negociação inclui também a ex-chanceler Patricia Rodas e o ex-vice-presidente Arístides Mejía, que participarão do encontro do lado de Zelaya.

Micheletti deve viajar a Costa Rica nesta quinta-feira. Ele não divulgou a data da viagem por "questões de segurança". Contudo, o avião presidencial deve usar uma rota alternativa já que a vizinha Nicarágua proibiu o uso do seu espaço aéreo pelo governo interino.

O jornal afirma que Micheletti deve regressar a Honduras ainda nesta quinta-feira. Somente a comissão que o acompanha deve ficar no país para os próximos dias de negociação.

Criminoso

Zelaya chegou nesta quarta-feira à Costa Rica. O avião privado que levava Zelaya aterrissou às 17h36 (20h36 no horário de Brasília) no aeroporto Juan Santamaría, nos arredores de San José, procedente de Washington.

O líder deposto criticou Micheletti fortemente, qualificando-o de golpista e criminoso e ressaltou que vê esta mediação como um processo onde o atual governo hondurenho poderá expor seus planos para "uma saída da forma mais honrosa".

Acrescentou que se mantém firme na posição de exigir sua restituição no poder. "Não defender a restituição de um presidente democraticamente eleito seria um despropósito", disse.

Zelaya chegou acompanhado por sua chanceler, Patricia Rodas, e foi recebido pelo ministro de Relações Exteriores costarriquenho, Bruno Stagno.

Tanto Zelaya, quanto Micheletti aceitaram, na terça-feira, abrir um diálogo direto com a mediação de Arias, que os receberá em sua própria casa.

"Estou aqui atendendo as resoluções da Organização de Estados Americanos (OEA) e das Nações Unidas, que fizeram declarações contundentes condenando a crise em Honduras, não reconhecendo o governo de facto e pedindo a restituição do governo democrático", afirmou Zelaya aos jornalistas, no aeroporto.

Golpe

Zelaya foi derrubado do poder no último dia 28 em um golpe orquestrado pela Justiça e pelo Congresso e executado por militares, que o expulsaram para a Costa Rica. O golpe foi realizado horas antes do início de uma consulta popular sobre uma reforma na Constituição que tinha sido declarada ilegal pelo Parlamento e pela Corte Suprema.

"Fui retirado da minha casa de forma brutal, sequestrado por soldados encapuzados que me apontavam rifles", contou o presidente deposto, após chegar ao exílio na Nicarágua.

"Diziam: 'se não soltar o celular, atiramos'. Todos apontando para minha cara e o meu peito. [...] Em forma muito audaz eu lhes disse: 'se vocês vêm com ordem de disparar, disparem, não tenho problema de receber, dos soldados da minha pátria, uma ofensa a mais ao povo, porque o que estão fazendo é ofender o povo'."

De acordo com os parlamentares hondurenhos, a deposição de Zelaya foi aprovada por suas "repetidas violações da Constituição e da lei" e por "seu desrespeito às ordens e decisões das instituições". Segundo os seus críticos, com a consulta, Zelaya pretendia instaurar a reeleição presidencial no país. As próximas eleições gerais serão em 29 de novembro.

Depois da saída de Zelaya do país, no Congresso de Honduras, um funcionário leu uma carta com a suposta renúncia, o que ele nega. Zelaya diz ter sido alvo de "complô da elite voraz"; e seu sucessor, Micheletti, diz que o golpe foi um "processo absolutamente legal".

Comentários dos leitores
Fabrizio Wrolli (145) 07/11/2009 01h00
Fabrizio Wrolli (145) 07/11/2009 01h00
22 agentes da CIA foram condenados, pelo STF italiano, a penas entre 5 a 8 anos de regime fechado por sequestro, cárcere privado e tortura sistemática de um clérigo musulmano residente em Milão. Logicamente, os 22 se escafederam-se para os EEUU bem antes da sentença definitiva ser emitida.
Cadê os defensores da extradição de Cesare Battisti. Não falam nada? Extradição só serve para os de esquerda? Para os gorilas funcionários de Bush não vale? Ah, então tá.
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Fabrizio Wrolli (145) 07/11/2009 00h37
Fabrizio Wrolli (145) 07/11/2009 00h37
EDUARDO DE SOUZA, o Michelet parente do Pinochet não pode ir a Disneylândia, nem a Disneyworld. Não tem visto. Foi-lhe revogado. Sua filha foi expulsa dos EEUU no meio de um convescote turístico. Melhor ele dar uma volta em Macchu Picchu ou deserto de Atacama e ficar por lá. Vaias con Dios, pendejo! sem opinião
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Elza Miranda Cardoso (247) 06/11/2009 23h22
Elza Miranda Cardoso (247) 06/11/2009 23h22
ZÉ LAIS... ESTE BIGODE... ESTE BIGODE... ME LEMBRA ALGUÉM, NÁO É?
OU É DE SUA MANEIRA OU , ENTÁO, NÁO HÁ ACORDO...
"QUEM MANDA, "MANDA".
sem opinião
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