Líder interino de Honduras nomeia comissão para diálogo; Zelaya critica "criminoso"
da Folha Online
O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, divulgou nesta quinta-feira a lista de nomes que devem acompanhá-lo à Costa Rica para diálogo com o presidente deposto, Manuel Zelaya, sobre a crise no país. Zelaya já está em solo costarriquenho e agravou a tensão por uma negociação pacífica ao criticar Micheletti como "criminoso".
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Segundo o jornal hondurenho "Hondudiário", a comissão que assistirá à reunião com mediação do presidente da Costa Rica, Oscar Arias, inclui a ex-presidente da Corte Suprema de Justiça, Vilma Morales, o ex-ministro de Relações Exteriores, Carlos López Contreras, e o ex-candidato a Presidência pelo Partido Democrata Cristão Arturo Corrales, além do ex-embaixador de Honduras nos Estados Unidos Roberto Flores Bermúdez.
O jornal afirma que o grupo de negociação inclui também a ex-chanceler Patricia Rodas e o ex-vice-presidente Arístides Mejía, que participarão do encontro do lado de Zelaya.
Micheletti deve viajar a Costa Rica nesta quinta-feira. Ele não divulgou a data da viagem por "questões de segurança". Contudo, o avião presidencial deve usar uma rota alternativa já que a vizinha Nicarágua proibiu o uso do seu espaço aéreo pelo governo interino.
O jornal afirma que Micheletti deve regressar a Honduras ainda nesta quinta-feira. Somente a comissão que o acompanha deve ficar no país para os próximos dias de negociação.
Criminoso
Zelaya chegou nesta quarta-feira à Costa Rica. O avião privado que levava Zelaya aterrissou às 17h36 (20h36 no horário de Brasília) no aeroporto Juan Santamaría, nos arredores de San José, procedente de Washington.
O líder deposto criticou Micheletti fortemente, qualificando-o de golpista e criminoso e ressaltou que vê esta mediação como um processo onde o atual governo hondurenho poderá expor seus planos para "uma saída da forma mais honrosa".
Acrescentou que se mantém firme na posição de exigir sua restituição no poder. "Não defender a restituição de um presidente democraticamente eleito seria um despropósito", disse.
Zelaya chegou acompanhado por sua chanceler, Patricia Rodas, e foi recebido pelo ministro de Relações Exteriores costarriquenho, Bruno Stagno.
Tanto Zelaya, quanto Micheletti aceitaram, na terça-feira, abrir um diálogo direto com a mediação de Arias, que os receberá em sua própria casa.
"Estou aqui atendendo as resoluções da Organização de Estados Americanos (OEA) e das Nações Unidas, que fizeram declarações contundentes condenando a crise em Honduras, não reconhecendo o governo de facto e pedindo a restituição do governo democrático", afirmou Zelaya aos jornalistas, no aeroporto.
Golpe
Zelaya foi derrubado do poder no último dia 28 em um golpe orquestrado pela Justiça e pelo Congresso e executado por militares, que o expulsaram para a Costa Rica. O golpe foi realizado horas antes do início de uma consulta popular sobre uma reforma na Constituição que tinha sido declarada ilegal pelo Parlamento e pela Corte Suprema.
"Fui retirado da minha casa de forma brutal, sequestrado por soldados encapuzados que me apontavam rifles", contou o presidente deposto, após chegar ao exílio na Nicarágua.
"Diziam: 'se não soltar o celular, atiramos'. Todos apontando para minha cara e o meu peito. [...] Em forma muito audaz eu lhes disse: 'se vocês vêm com ordem de disparar, disparem, não tenho problema de receber, dos soldados da minha pátria, uma ofensa a mais ao povo, porque o que estão fazendo é ofender o povo'."
De acordo com os parlamentares hondurenhos, a deposição de Zelaya foi aprovada por suas "repetidas violações da Constituição e da lei" e por "seu desrespeito às ordens e decisões das instituições". Segundo os seus críticos, com a consulta, Zelaya pretendia instaurar a reeleição presidencial no país. As próximas eleições gerais serão em 29 de novembro.
Depois da saída de Zelaya do país, no Congresso de Honduras, um funcionário leu uma carta com a suposta renúncia, o que ele nega. Zelaya diz ter sido alvo de "complô da elite voraz"; e seu sucessor, Micheletti, diz que o golpe foi um "processo absolutamente legal".
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Caro Sr. FABRIZIO,
Na verdade, o território israelense só diminui. A maior parte do que os israelenses haviam ganho em guerras DEFENSIVAS (território ganho em guerra defensiva, ninguém é obrigado, legalmente, a devolver) eles devolveram: O Sinai, entregue ao Egito em troca unicamente de paz. Se houvesse perspectiva de paz, eles teriam entregue também todo o resto que ganharam SE DEFENDENDO. Os palestinos demonstram não quererem a paz, pois são incentivados por estrangeiros (o Brasil, inclusive) a rejeitar qualquer acordo. Mas, Israel está perto de fechar um acordo com os países árabes, excetuando-se a Síria e o Irã. A tendência desses dois países é sofrerem o isolamento regional. Por isso o presidente porralouca do Irã está se bandeando para a América do Sul. Aliás, entre os próprios árabes, há uma relação de ódio às vezes maior do que contra os judeus. E o Lula vai se meter nesse assunto, a mando do Chapolin, sem entender nada da complexa situação no Oriente Médio. Outro dia li um comentário de uma jovem que disse não entender a última do Lula: ele é contra Israel construir casas em terreno palestino, considerando Israel invasor e os palestinos, os invadidos. Portanto, ele é partidário das vítimas. Mas, aqui no Brasil ele ajuda os invasores (MST) e dá uma banana pros invadidos A jovem disse, arrematando, que não entende nada de coerência, assim como 80% dos brasileiros. Eu faço parte dos 20%. Um abraço. Fui.
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Sr. FABRIZIO,
Ninguém contestaria que o bem principal é a vida. No Direito Penal, em qualquer país democrático do mundo, se alguém está em perigo de vida, ele pode se defender sem que se considere crime. É o instituto da legítima defesa. Tal princípio é válido também quando extrapolamos o campo individual. Ninguém, em tempos normais, seria a favor de construir um muro para separar comunidades. Mas, se esse muro for a única solução para reduzir ou impedir os ataques de homens-bomba contra civis, então, deve ser construído. E os fatos comprovam que o muro praticamente acabou com os ataques de homens-bomba. Os judeus vivem o medo 24 horas por dia, todos os dias, há séculos. Eles sabem que numerosos e poderosos inimigos querem destruí-los. Preparar-se para a guerra é questão de sobrevivência para os judeus. Quanto a tratorar casas, lembro que em agosto de 2005, o mundo assistiu ao Plano de Desligamento, a retirada de todos os 21 assentamentos judaicos que ocupavam o território palestino da Faixa de Gaza, uma região de cerca de 360 km2. O Plano também desmantelou 4 assentamentos no ainda ocupado território da Cisjordânia. Foi um passo doloroso dado por Israel em direção à paz e ao fim do conflito. A par disso, Israel é forçado a construir assentamentos em pontos estratégicos para se defender.
Conclusão no próximo post.
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