Mundo
09/07/2009 - 18h17

Brasil é "parceiro estratégico" em vários assuntos, afirmam EUA

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da Folha Online

As conversas entre o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e o norte-americano, Barack Obama, gravitaram em temas como energia e clima, Honduras, economia global e Irã, durante a reunião do G8 (sete países industrializados mais a Rússia) nesta quinta-feira (9), na cidade de L'Aquila (Itália). De acordo com a Casa Branca, para os EUA, o Brasil é um "parceiro estratégico" no que se refere a esses assuntos.

Segundo o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, eles conduziram uma parte da conversa durante a cúpula. "Obviamente, o presidente [Obama] acredita que o Brasil pode ser um parceiro estratégico muito próximo dos Estados Unidos, dentro de uma variação de assuntos --há um número de assuntos de interesse nacional mútuo, sobre os quais o presidente acredita na cooperação mútua entre Estados Unidos e Brasil", afirmou Gibbs.

Haraz N. Ghanbari/AP
Presidente Barack Obama recebe camisa da seleção de presente do colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente Barack Obama recebe camisa da seleção de presente do colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva

Obama e Lula concordaram em continuar a trabalhar juntos na liderança das discussões sobre mudança climática na conferência de Copenhague, no final deste ano, informou o porta-voz, por meio de um comunicado.

Segundo a agência UPI, o presidente norte-americano disse a Lula que apreciou a coordenação dos esforços entre países, a fim de que chegassem a uma solução diplomática para a crise em Honduras, desde o golpe militar que depôs o presidente Jose Manuel Zelaya.

Ambos os presidentes concordaram no "trabalho conjunto para o que for necessário para o restabelecimento da economia aos poucos, a partir de passos que podem obviamente ajudar os mercados emergentes na demanda global de exportações", afirmou Gibbs. "E houve uma discussão a respeito de regulação financeira e como [isso] será um grande tópico quando nações estiverem juntas em Pittsburgh", disse, em alusão ao encontro do G20, em outubro.

Na visão do presidente norte-americano, o relacionamento do Brasil com o Irã traz uma "oportunidade única" para repetir a mensagem do G8 sobre a responsabilidade do país do Oriente Médio perante à comunidade internacional.

"O relacionamento dá a eles [oficiais brasileiros] a habilidade de intermediar isso [a mensagem] junto ao governo iraniano", disse Gibbs.

 

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