Mundo
09/07/2009 - 22h39

Diálogo entre opositores de Honduras começa sem avanços notáveis

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da Folha Online

Os dois rivais pelo poder em Honduras iniciaram um diálogo nesta quinta-feira (9), mas não houve um encontro pessoal ou avanço notável para resolver a crise política, que começou a partir do golpe de Estado, no último dia 28 de junho.

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O presidente expulso Manuel Zelaya e o político que o substituiu, Roberto Micheletti, levaram suas respectivas delegações para San Jose, na Costa Rica, a fim de iniciar uma conversa cujo mediador foi o presidente costarriquenho, Oscar Arias.

Kent Gilbert -8.jul.09/AP
Presidente Manuel Zelaya (foto) disse que opositor é "criminoso"
Presidente Manuel Zelaya (foto) disse que opositor é "criminoso"

Depois da conversa, Zelaya disse que Micheletti era "criminoso", e pediu restituição da presidência.

Ambos conversaram separadamente com Arias (que já foi vencedor do Nobel da Paz, mas eles não discutiram diretamente. "Não houve um encontro cara-a-cara", disse o porta-voz do presidente, Pablo Gueren.

A ausência de um encontro direto ou qualquer outro sinal público de reconciliação sugere que Arias teve dificuldades em reunir os dois, e que eles estão em polarizados quanto à situação do golpe de Estado.

"O diálogo começou", disse Micheletti, presidente empossado pelo Congresso hondurenho. Entretanto, ele não deu indicativos de que cederia à pressão internacional.

Micheletti declarou que volta "totalmente satisfeito" a Tegucigalpa, capital hondurenha.

Os Estados Unidos e a Organização dos Estados Americanos (OEA) estão pressionando para que Zelaya seja reintegrado à presidência de Honduras pacificamente --o executivo da OEA, Jose Miguel Insulza, disse que o sucesso vai depender das negociações em andamento na Costa Rica.

"O grupo oposicionista tem que aceitar o retorno do governo constitucional", disse Insulza, em Washington. "Tudo é negociável. O Congresso de Honduras deve repor Zelaya por assembleia, e aceitar o retorno do presidente", declarou.

Com agência Reuters

 

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