Mundo
10/07/2009 - 12h49

OEA critica intransigência de líderes rivais de Honduras; UE estuda suspender ajuda

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da Folha Online

O secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza, criticou nesta sexta-feira a "intransigência" das delegações que debatem, com mediação do presidente da Costa Rica, Oscar Arias, a crise gerada pela deposição do presidente Manuel Zelaya, em 28 de junho passado. Insulza afirmou ser difícil encontrar uma solução em curto prazo depois de um primeiro dia de negociações sem avanços.

"Chamaram-me às duas, três da manhã em Washington [para contar] que as coisas haviam sido expostas de maneira ainda mais rígida", disse Insulza à rádio Cooperativa de Santiago. "A verdade é que há intransigência de ambas as partes. Não creio que desta vez vejamos a bandeira branca", acrescentou, ao responder sobre a possibilidade de uma solução a curto prazo para a crise.

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Kent Gilbert-09jul.09/AP
Presidente interino, Roberto Micheletti, aparace ao lado de Oscar Arias (dir.)
Presidente interino, Roberto Micheletti, aparace ao lado de Oscar Arias (dir.)

O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, e Zelaya foram a Costa Rica nesta quinta-feira para conversar com Arias, escolha dos Estados Unidos para fazer a mediação da crise.

Arias, que ganhou um prêmio Nobel da Paz pela mediação em conflitos na América Central, não conseguiu reunir os dois presidentes hondurenhos na mesma sala e encerrou o dia dizendo que o diálogo faz millagres, mas não imediatamente.

Nesta sexta-feira, as conversas são mantidas pelas delegações nomeadas pelos dois líderes rivais.

Após reiterar que Zelaya não poderá retornar ao poder, Micheletti retornou a Honduras e afirmou que o presidente deposto só volta ao país se for diretamente aos tribunais.

"Estamos bem, sem novidades e contentes. Sabemos que a situação com os demais países da América e o mundo é um pouco difícil, mas tenho muita fé em Deus de que pouco a pouco vamos recuperando essa credibilidade", assinalou Micheletti, indicando que sua ida à Costa Rica pode ter sido uma estratégia não para negociar o poder em Honduras, mas para tentar reverter o isolamento internacional.

O atual presidente hondurenho insistiu que não houve golpe de Estado, mas "uma sucessão constitucional".

Zelaya

Arnulfo Franco/AP
Presidente deposto, Manuel Zelaya (dir.), conversa com repórteres ao lado de Arias
Presidente deposto, Manuel Zelaya (dir.), conversa com repórteres ao lado de Arias

O presidente deposto também deixou a Costa Rica, mas rumo a República Dominicana, onde se reuniu com o presidente Leonel Fernández. Ele foi recebido com honras no Palácio Presidencial.

Em entrevista coletiva, Zelaya agradeceu a atuação dos Estados Unidos na crise. "Eles acompanharam a resolução das Nações Unidas, foram copatrocinadores da resolução condenando imediatamente o golpe. Foram também veementes na OEA, condenando este tipo de ação."

"Creio que neste caso a mensagem que os EUA, pelo menos o governo de Barack Obama, enviaram ao mundo é sumamente positiva", completou Zelaya, que é impulsionado nas negociações pela condenação unânime ao golpe por parte da comunidade internacional.

Possível sanção

Os países da União Europeia (UE) estudam congelar as ajudas orçamentárias a Honduras como forma de pressionar por uma saída à crise. Em reunião nesta sexta-feira, o bloco decidiu que vai esperar pelos primeiros resultados do diálogo na Costa Rica para tomar uma decisão efetiva.

O Comitê Político e de Segurança (COPS) da UE --um grupo de alto nível no qual estão representados os 27 países do bloco-- reiterou também seu "apoio total" aos esforços de mediação de Arias.

Fontes da Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) reconheceram que essa medida é uma "possibilidade" se as conversas não avançarem de forma positiva, embora tenham dito que, por enquanto, não há nenhum pagamento previsto ao governo de Honduras que não tenha sido realizado por causa da crise política no país.

A ajuda econômica prevista para Honduras pelo Executivo do bloco entre 2007 e 2013 é de um total de 223 milhões de euros.

Por sua parte, o embaixador da Espanha em Honduras, Ignacio Rupérez, chamado a consultas pelo governo espanhol depois que Zelaya fosse deposto por militares, informou de primeira mão aos membros do bloco sobre a situação no país centro-americano.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
virgilio decarvalho (1) 20/11/2009 21h32
virgilio decarvalho (1) 20/11/2009 21h32
registrando nova senha sem opinião
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Santos Júnior (294) 20/11/2009 21h20
Santos Júnior (294) 20/11/2009 21h20
pow Cláudia não corta o nosso barato, eu ainda não assisti esse filme!!! sem opinião
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ROBERTO WILLIAM BANGOIM (59) 20/11/2009 20h52
ROBERTO WILLIAM BANGOIM (59) 20/11/2009 20h52
enfim os fatos: EUA mostraram a cara e a influencia e apoio da CIA no golpe está claro. O EUA precisam minimizar sua participação para não cair em contradição interna que fora manchete que havia divisão. Uns apoiavam outros nao. E bem a luz da verdade a grande nação representante da liberdade e democracia hoje aceita golpes e eleiçoes fajutas em nome da "normalidade". O Brasil deve não reconhecer e manter-se nessa posição e pressionar a OEA a ter carater e se manter. Aos EUA nada de anormal em suas atitudes de intromissão. Um Miguelletti não falaria tão alto tom não tivesse por detras o apoio do grande irmão. A fajuta tentativa de acordar as partes pelo representante , tal de KELLY foi uma manobra anunciada de fracasso. MUito superficial e para Inglês vê. como esses se encontram na EUROPA, aqui ninguem caiu só os tolos acreditam ainda na influência política, já que o canhão e verbas secretas para fins de golpes não sã omais abundantes na CIA sem opinião
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