Mundo
10/07/2009 - 13h27

Obama encontra com papa e recebe de presente papéis sobre ética

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da Folha Online

O papa Bento 16 recebeu pela primeira vez nesta sexta-feira, em audiência privada no Vaticano, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com quem conversou por 40 minutos a portas fechadas em seu escritório privado no Vaticano.

Durante a tradicional troca de presentes, Obama recebeu uma cópia em couro branco da primeira encíclica social do pontífice, lançada na terça-feira passada (7), na qual insta os dirigentes do mundo a promover uma "nova ética" para administrar a globalização.

Jason Reed/Reuters
Presidente Barack Obama e a mulher, Michelle, se encontram com o papa Bento 16
Presidente Barack Obama e a mulher, Michelle, se encontram com o papa Bento 16

O papa também deu de presente a Obama um documento da Congregação para a Doutrina da Fé, "Dignitas personae", sobre os problemas da bioética, que reitera a rejeição da Igreja ao aborto e à pesquisa com células-tronco.

"Nossas expectativas são as de fortalecer nossas relações", disse Obama ao despedir-se do papa. "É uma grande honra. Muito obrigado", agradeceu o democrata, que é frequentador da Igreja Batista.

Obama deu de presente ao pontífice uma estola de São João Nepomuceno Neumann, padroeiro das crianças doentes e dos imigrantes.

Produtiva

No encontro, Obama disse ainda ao papa que a cúpula do G8 (os sete países mais industrializados e a Rússia), realizada na cidade italiana de Áquila, foi muito produtiva, já que nela foram definidas "ajudas para os países pobres".

"Santidade, é uma honra para mim estar aqui", disse Obama, recebido pelo papa com um cordial apertão de mão na sala anexa à Biblioteca Privada, local da audiência.

Uma vez sentados um de frente para o outro, Bento 16 perguntou a Obama sobre a cúpula do G8, concluída horas antes.

O presidente americano, sempre sorrindo, disse: "Foi muito produtiva. Decidimos ajudas aos países pobres".

Depois, os dois brincaram sobre o grande número de fotógrafos presentes na sala para registrar o encontro. "Tenho certeza de que o senhor está acostumado a ser fotografado. Eu também estou", comentou Obama.

Logo em seguida, os fotógrafos, cinegrafistas e jornalistas abandonaram a Biblioteca Privada. As portas foram fechadas e a reunião começou, com a participação de dois intérpretes.

Protegido por um forte esquema de segurança e acompanhado por uma comitiva de 17 pessoas, Obama chegou ao Vaticano às 16h (11h no horário de Brasília). O Arco dos Sinos foi o local escolhido para a entrada do presidente, que cruzou a Praça de São Pedro.

Dezenas de carabineiros e policiais da tropa de choque montaram guarda para proteger a praça vaticana e a Via da Conciliação, a ampla rua que liga o Vaticano a Roma, onde grupos de pessoas aplaudiram a comitiva presidencial.

Por ocasião da visita de Obama, a Basílica de São Pedro foi fechada aos turistas e o tráfego na região foi desviado.

Ao final do encontro, Obama também apresentou a delegação que o acompanhava, formada por oito pessoas. Michelle Obama estava vestida com um tailleur preto e usava mantilha. As duas filhas de Obama, Malia e Sasha, e a sogra de Obama, também cumprimentaram o Papa, mas as imagens não foram transmitidas pela televisão do Vaticano que transmitiu o evento ao vivo.

Com Efe e France Presse

Comentários dos leitores
Gedeão Barros (71) 22/11/2009 22h33
Gedeão Barros (71) 22/11/2009 22h33
Achei você, Oliver Oak, vulgo "HUGO CHAVEZ". Que feiúra, Sr. Oliver, este fórum é sobre OBAMA e o Sr. descamba o assunto para demonstrar o seu ódio contra os judeus? Em todos os assuntos, o Sr. dá um jeito de enfiar Israel no meio? Virou obsessão, idéia fixa, doentia. Os seus comentários são realmente muito claros e definidos: demonstram que o Sr. é anti-semita e age tal e qual os neo-nazistas, embora ache esses termos "velhas balelas". Ora, quem é radicalmente contra SIONISMO é anti-semita. Alguma dúvida?
A palavra hebraica "goy" (plural goyim) em momento algum é utilizada em sentido pejorativo, como constou erradamente na wikipédia. Goy significa povo. Com o passar dos tempos, dentro do exílio, os judeus fizeram uso da palavra para identificar um não-judeu. Porém pelo mesmo sentido da palavra, todo judeu fora da Terra de Israel é goy também. A própria Torá friza por diversas vezes: "Fostes estrangeiro no Egito". É importante notar que a idéia do respeito pelos outros, e os valores de uma sociedade pluralista, formam uma parte antiga e integrante do Judaísmo e da tradição judaica. Os rabinos ensinaram que todos os homens são iguais aos olhos de Deus - se eles cumprem a vontade de Deus. O Talmud diz: "Seja judeu ou gentio, homem ou mulher, rico ou pobre - é de acordo com as ações do homem que a Presença Divina paira sobre ele." Portanto, para ficar bem claro, é como se nós, brasileiros, nos referíssemos a qualquer cidadão de outro país com a palavra "estrangeiro".
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hugo chavez (155) 20/11/2009 15h58
hugo chavez (155) 20/11/2009 15h58
Sr. Allan. Meus comentários são muito claros e definidos. Sempre que posso, exponho a doutrina racista sionista que é a expressão da doutrina nazista nos dias atuais, sendo ambas de origem ariana nas suas raízes. Pregar superioridade racial, arrogância e proibir a "mistura" das "raças", além de definir os "não judeus" genericamente como goyins ou goys, são alguns exemplos básicos do racismo sionista. Nunca ataquei os judeus, ao contrário, atacar o sionismo é defender o mundo e os judeus que são usados pelos sionistas para se camuflar e continuar agindo nas sombras, atarvés da eterna vitimização. Quando esta doutrina POLíTICA rasteira é criticada, logo se esconde atrás da RELIGIÃO judaica para evitar o debate. Esta lorota não cola mais. Quanto à israel, considero uma base militar dos eua no Oriente Médio, inventada num lugar onde é a Palestina, às custas de muitas mortes, humilhações e crimes de toda a espécie. Jamais poderia reconhecer israel, pq foi "instalado" à força, onde existia e existe um outro país. Portanto, não me venha com as velhas balelas de "neonazismo" ou "antisemitismo" porque minha posição também é defendida por um grande número de intelectuais judeus como Noam Chomski, Norman Filkenstein, pelo grupo Neturei Karta que tem rabinos nas suas fileiras e TODOS estes tb são radicalmente contra a racista doutrina sionista. Tentar misturar sionismo com judaísmo é FRAUDE e não cola mais faz tempo. Sou a favor dos judeus e do judaísmo e totalmente contra o sionismo. Já israel, se for "criado" em outro lugar que não desaproprie outro país e seu povo e não gere um eterno conflito que se espalha pelo mundo, não teria nada contra. Onde está agora "instalado", sou totalmente contra.Assim, não tente mais imputar a mim, idéias que não são minhas, pq racistas são os sionistas e não eu. 20 opiniões
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Ricardo Perrone (44) 19/11/2009 09h24
Ricardo Perrone (44) 19/11/2009 09h24
Lamentável essa afirmação: "Obama diz que "ninguém se ofenderia" com morte de responsáveis por 11 de setembro". Como pode alguém desqualificar a vida de outro dessa forma? Independente do erro que uma pessoa possa vir a cometer, nenhum de nós tem o direito de tirar a vida de ninguém, nem mesmo dos mais inescrupolosos assassinos, sejam eles militantes islâmicos ou forças ocidentais militares. É assim que se dizem defensores da Liberdade e da Justiça? Hipócritas! Agora mais do que nunca, tenho a certeza de que o Prêmio Nobel concedido ao presidente desta nação foi um erro político grave. Será que ele concordaria com a afirmação: "Ninguém se ofenderia com a morte dos responsáveis pelo lançamento da bomba atômica, ou talvez do responsáveis pelas Guerras do Vietnã, Iraque e Afeganistão!". Que tal incluirmos nessa afirmação o Massacre de civis na Faixa de Gaza? sem opinião
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