Mundo
10/07/2009 - 13h47

Rússia ameaça instalar foguetes caso EUA não desistam de escudo

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da Folha Online

O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, afirmou nesta sexta-feira que se os Estados Unidos não chegarem a um acordo com a Rússia sobre escudo antimísseis que pretendem instaurar na Europa, Moscou poderá posicionar foguetes em um enclave próximo à Polônia.

Em contraste ao clima conciliatório que marcou a visita a Moscou do presidente norte-americano, Barack Obama, no início desta semana, Medvedev aproveitou uma entrevista coletiva na cúpula do G8 (grupo dos sete mais ricos, mais a Rússia) para retornar à dura retórica russa sobre o controle de armas.

A Rússia já havia alertado que fosse preparado o posicionamento dos mísseis russos de curto alcance no enclave de Kaliningrado, para responder a qualquer preparação por parte dos EUA de um escudo antimíssil no centro da Europa.

"Se não conseguirmos concordar nas questões, vocês sabem as consequências. O que eu disse durante meu discurso à nação não foi anulado", alertou o presidente.

Estas declarações --nas quais Medvedev lembra seu discurso do dia 5 de novembro no qual ameaçava desdobrar os foguetes em resposta ao escudo americano-- foram feitas depois da recente cúpula bilateral entre Rússia e Estados Unidos, que aconteceu em Moscou nos dias anteriores ao G8 e na qual ambos os países mostraram uma boa sintonia.

"Não haverá nenhum progresso sobre outros assuntos até que não se resolva a irritante questão do escudo antimísseis americano", recalcou o presidente russo.

"É um projeto ruim porque não dá nenhuma garantia contra as ameaças do futuro, enquanto a instalação de um radar na República Tcheca permitiria aos Estados Unidos ter sob controle a maior parte do território russo. Se os EUA querem proteção perante as ameaças, nós podemos ajudá-los com nossos radares", acrescentou.

Durante a vista de Obama, ele disse ao americano, usando linguagem mais moderada do que o habitual, que "ninguém está dizendo que o sistema de defesa antimíssil é prejudicial ou que põe alguém em risco".

Mas na Itália, nesta sexta-feira, Medvedev retornou à postura tradicional do Kremlin sobre o sistema, descrevendo-o como "prejudicial" e "ameaçador à Rússia".

Em Moscou, Medvedev e Obama concordaram em uma meta para reduzir as armas nucleares dos dois países. Obama elogiou Medvedev como um líder "profissional que vai direto ao ponto".

Diante das perguntas dos jornalistas sobre a falta de experiência de Obama na cena internacional, Medvedev afirmou que "não se avalia uma pessoa pela duração de seu posto" e comentou que gosta de falar com o presidente americano.

"Acho que tem uma boa opinião de mim. Penso que juntos poderemos dar passos para frente, como fizemos em relação há seis meses, quando não falávamos", ressaltou o presidente russo.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
Liliane Garcia (2) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (2) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 2 opiniões
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Sergio Busato (2) 04/11/2009 21h40
Sergio Busato (2) 04/11/2009 21h40
Concordo com o Elton Lancini e também gostaria de recomendar o livro "O Império Americano - Hegemonia ou Sobrevivência" do author Noam Chomsky. sem opinião
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Marcio Alves Vieira (113) 04/11/2009 19h39
Marcio Alves Vieira (113) 04/11/2009 19h39
Parabéns ao Sr. Armando Spataro, o resto é balela. 2 opiniões
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