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14/07/2009 - 13h25

Gripe suína revela necessidade de incentivos a farmacêuticas, diz OMS

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da Reuters, em Genebra

Após um alerta sobre a insuficiência da produção de vacinas para conter a pandemia de gripe suína, a diretora-geral da OMS (Organização Mundial de Saúde), Margaret Chan, afirmou que as empresas farmacêuticas precisam de incentivos --incluindo patentes lucrativas-- para continuar criando medicamentos e vacinas contra ameaças como a pandemia de gripe A (H1N1).

"O progresso na saúde pública depende da inovação. Alguns dos grandes avanços na saúde vieram depois do desenvolvimento e introdução de novos medicamentos e vacinas", disse Chan, durante reunião sobre propriedade intelectual e saúde, uma questão política que tem dividido países ricos e pobres.

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A diretora-geral afirmou ainda que as patentes podem ajudar a garantir que as empresas desenvolvam remédios que "fiquem à frente do desenvolvimento da resistência aos medicamentos" em doenças como malária e tuberculose.

A descoberta de infecções isoladas de H1N1 que resistem ao antiviral Tamiflu, fabricado pela Roche e pela Gilead, e a disputa global para garantir vacinas contra a gripe mostraram a importância da intensificação das atividades de pesquisa e desenvolvimento, disse Chan.

"A inovação é necessária para manter o ritmo de emergência com novas doenças, incluindo a gripe pandêmica, causada pelo novo vírus H1N1", disse.

Acesso

Em maio, durante a assembleia geral da OMS, países ricos e pobres não conseguiram chegar a um consenso sobre como devem compartilhar as amostras de vírus H1N1 e de outras variedades da gripe com as empresas que usam esse material biológico para a fabricação de vacinas.

A Indonésia tem liderado os argumentos contrários, alegando que os países em desenvolvimento não terão como pagar pelas vacinas patenteadas feitas com essas amostras.

A diretora-geral reconheceu que a gripe suína deve servir como um exemplo de como a falta de recursos em produzir um número suficiente de vacinas acaba em negar aos mais pobres o acesso aos serviços e produtos de saúde. "A maior parte [das vacinas] sempre vai para os mais ricos", disse.

A OMS já pediu diversas vezes que os países mais ricos e laboratórios ajudem no fornecimento da fórmula para os países mais pobres. Os principais laboratórios de produção de vacina para a nova gripe são Sanofi-Aventis, Novartis, Baxter, Schering Plough's Nobilon, GlaxoSmithKline, Solvay e AstraZeneca's MedImmune.

Segundo estimativas de Chan, as despesas vinculadas à saúde empurram 100 milhões de pessoas para abaixo da linha da pobreza anualmente.

Chan disse ainda que essas conversas sobre "um dos temas mais difíceis e polêmicos já negociados pela OMS" identificaram problemas com as patentes, mas disse que o regime atual de propriedade intelectual não precisa ser totalmente desmantelado.

"A pesquisa e o desenvolvimento podem de fato de ser dirigidas pela necessidade", disse ela. "Os acordos internacionais que governam o comércio podem de fato ser moldados de forma que favoreçam as necessidades de saúde dos mais pobres."

 

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