Argentina confirma mais 43 mortes e passa o México em casos fatais de gripe suína
da Folha Online
O governo da Argentina confirmou nesta terça-feira que já houve 137 mortes pela gripe suína --A (H1N1)-- no país, que passa o México, considerado foco da doença, e se torna o segundo país do mundo com mais mortes relacionadas à infecção.
O avanço da gripe na Argentina coincide com o inverno no hemisfério sul, estação que favorece as infecções respiratórias. Enquanto desde junho as temperaturas caem na região, México e Estados Unidos registram o aumento de temperaturas durante o verão do hemisfério norte.
Em nota, o Ministério da Saúde argentino informou que no país já foram confirmados 3.056 casos da gripe. Mas, há cerca de uma semana, o ministro Juan Manzur disse que os infectados pelo novo tipo de vírus influenza vírus A (H1N1) podem chegar a, aproximadamente, 100 mil.
Até sábado, o governo argentino havia contabilizado 94 mortes. Com a confirmação de 43 novas mortes, o país passou o México (124) em número de mortos pela doença e agora só fica atrás dos Estados Unidos (211). Esses números referem-se aos dados divulgados pelos governos desses países nos últimos dias, já que o mais recente balanço da OMS (Organização Mundial de Saúde) foi publicado no último dia 6, registrando 170 mortes nos EUA, 119 no México e 60 na Argentina.
O mais recente boletim das autoridades argentinas foi divulgado um dia antes da reunião entre os ministros de Saúde da região, que vão se reunir em Buenos Aires para definir medidas conjuntas contra a gripe. O encontro foi convocado pela Argentina, onde o avanço da doença forçou o fechamento de cinemas, shoppings, escolas e teatros, em alguns casos para evitar os contágios e em outros também devido à queda abrupta de público --nos teatros, por exemplo, houve uma redução de 80% das vendas de ingressos.
O ministro argentino disse que cada ministro fará um relatório detalhado sobre a situação da epidemia em seu país. O representante da Organização Pan-Americana de Saúde (OPS) na Argentina, Antonio Pagés, fará uma análise sobre as conclusões da reunião de mais de 50 ministros da Saúde de todo o planeta, realizada recentemente no México, para discutir o avanço da gripe suína.
A agenda de trabalho inclui a coordenação das medidas adotadas por cada país, a provisão de antivirais e o acesso equitativo às vacinas quando estiverem disponíveis, destaca o ministério argentino. Os ministros também definirão uma estratégia comum sobre a troca de informações envolvendo a pandemia.
No Cone Sul, o Chile é o segundo país mais afetado pela gripe, com 25 mortes e 9.549 casos confirmados, seguido por Uruguai, com nove mortos e 520 casos, Brasil, quatro mortes e mil casos, Paraguai, 3 mortes e 500 casos, e Bolívia, com duas mortes, segundo os últimos relatórios oficiais.
Mundo
Segundo os dados mais recentes da OMS, a pandemia de gripe suína atingiu, desde o início dos registros, 94.512 pessoas em mais de 120 países e causou a morte de 429 pessoas.
Nesta segunda-feira, a diretora de vacinas da OMS, Marie-Paule Kieny, afirmou é bastante improvável que a vacina contra a gripe suína, em desenvolvimento em diferentes laboratórios, esteja disponível em larga escala antes do início do inverno no hemisfério norte, já que, se forem cumpridos todos os requisitos para autorizar o remédio, o processo poderia durar até dezembro.
A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, disse nesta terça-feira que a capacidade de produção de vacinas contra a gripe suína é inadequada para uma população mundial na qual "praticamente todos são suscetíveis de ser infectados por este vírus novo e altamente contagioso".
Sintomas
A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.
Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).
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O vírus permanece ativo no Brasil e no restante do mundo.
A segunda onda já acontece nos países do Hemisfério Norte que são os mais afetados pelo Influenza A(H1N1) neste momento.
No Brasil, o número de pessoas contaminadas pelo vírus encontra-se em queda devido o aumento da temperatura ambiente, mas as vacinas já estão em produção e estima-se que as mesmas estejam disponíveis em maio, antes do inverno, período em que o vírus tem maior resistência.
Para mais informações:
fernanda.scavacini@saude.gov.br
Assessoria de Comunicação
Ministério da Saúde
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Espero que não haja uma segunda onda, apesar de ter quase certeza de que vai acontecer... Que o Brasil não esteja entre os países mais atingidos pela pandemia.
E pelo que ando visto, a situação no Brasil está até tranquila, comparada à dos outros países, não? hm
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O Ministério da Saúde, brevemente, lançará nos veículos de comunicação campanhas sobre Influenza A (H1N1).
Preocupamo-nos em manter a população bem informada, em virtude disso estamos à disposição nas redes sociais para responder quaisquer dúvidas e no Portal da Saúde (www.saude.gov.br) há informações e orientações sobre a doença para os cidadãos.
Ainda temos casos de Influenza no Brasil, mas em números reduzidos.
Para mais informações:
fernanda.scavacini@saude.gov.br
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Ministério da Saúde
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