Mundo
22/07/2009 - 12h55

Governo interino de Honduras adia diálogo e diz aguardar nova proposta

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da Folha Online

O governo interino de Honduras afirmou nesta quarta-feira que uma nova rodada de diálogo para resolver a crise causada pela deposição do presidente Manuel Zelaya, em 28 de junho passado, foi adiada e que aguarda uma nova proposta do presidente costarriquenho, Oscar Arias, mediador das negociações.

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Carlos Lopez, chanceler do governo interino, afirmou que o presidente Roberto Micheletti continua aberto a negociações mas não sabe quando elas serão retomadas.

"Eu estou esperando uma nova proposta", disse Lopez, à televisão local. "Nós estamos esperando uma ligação. Honduras está aberta para o diálogo", acrescentou, prevendo que o diálogo poderia ser retomado até o fim desta semana.

A delegação de Micheletti recusou neste domingo a proposta de sete pontos apresentada por Arias --e aceita pela delegação de Zelaya-- que incluía a restituição do presidente deposto, um governo de reconciliação e o adiantamento das eleições.

Zelaya deu então por "esgotado" o diálogo e afirmou que já prepara seu retorno para um,a insurreição no país. Micheletti alertou inúmeras vezes que Zelaya será preso e julgado se pisar em solo hondurenho.

Lopez afirmou ainda que a comissão de Micheletti que previa viajar nesta quarta-feira para a Costa Rica adiou seus planos. Segundo o chanceler, os delegados de Micheletti esperarão a emissão, prevista para segunda-feira (27), de uma declaração da Corte Suprema de Justiça (CSJ) que reitera mandato judicial contra Zelaya e que define que não pode voltar a assumir a Presidência.

"Isso é uma barreira", afirmou Lopez.

O governo interino está sob forte pressão internacional para que ceda e aceite o retorno de Zelaya sobre a proposta de Arias.

Arias deve fazer alterações no plano que foram rejeitadas por Micheletti para tentar avançar com o diálogo, embora os Estados Unidos e líderes latino-americanos insistam na restituição imediata de Zelaya.

O Congresso e a Justiça hondurenhos devem se reunir nesta quarta-feira para discutir e votar na proposta do retorno de Zelaya, afirmou um congressista. A reunião deve definir se seu retorno é possível e sob quais circunstâncias.

Zelaya pediu que o presidente americano, Barack Obama, imponha sanções mais firmes ao país para ajudar em sua restituição.

Histórico

Zelaya foi deposto depois de contrariar a elite e o Congresso de Honduras com suas tentativas de ampliar o limite de mandatos presidenciais. A comunidade internacional em geral se mobilizou por sua volta ao poder, o que inclui o governo Obama e a Assembleia Geral da ONU.

Mas o presidente interino se recusa a ceder o poder, conforme havia sugerido Arias em dois dias de negociações durante o fim de semana.

A OEA atribuiu toda a culpa pelo impasse a Micheletti. "Lamentamos profundamente essa atitude da delegação do governo de fato no sentido de rejeitar a proposta", disse o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza. "Não a compreendemos."

A exemplo de Arias, Insulza citou a ameaça de violência em Honduras caso Micheletti não reconsidere sua decisão e afirmou que o órgão vai aumentar a pressão sobre os interinos.

Com France Presse e Associated Press

Comentários dos leitores
George Hamilton (42) 20/12/2009 18h41
George Hamilton (42) 20/12/2009 18h41
Gabriel Ramos (97) 15/12/2009 17h00
Se você tivesse se dado o trabalho de ler a Constituição de Honduras não diria esta bobagem, ela pode sim ser alterada e aliás já tiveram 26 reformas com cada reforma mudando varios artigos, apenas como a do Brasil (já que citou) ela detem algumas cláusulas petreas que não podem ser mudada, sendo a alternância obrigatória no cargo de Presidente.
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alexandre bakunin (239) 20/12/2009 12h05
alexandre bakunin (239) 20/12/2009 12h05
nariaki nakakura (5) 20/12/2009 03h51
Por favor, nakakura, defina "direitista" neste contexto.
Ou você é um gozador ?
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J. R. (1202) 20/12/2009 11h39
J. R. (1202) 20/12/2009 11h39
O que o "REGIME GORILA" não sabe é que quanto mais o presidente deposto Manoel Zelaya permanece na embaixada brasileira, mais o povo hondurenho (exclue-se o ondurenho) percebe com quem está lidando, ou seja, o cadinho ferve mais ...
"Quem nasce para gorila nunca chega a chimpanzé."
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