Coreia do Norte chama Hillary Clinton de "vulgar" e "não inteligente"
da Reuters, em Seul
Depois de ter sido chamada de "criança bagunceira" pela secretária de Estado americana, a Coreia do Norte reagiu à altura na quinta-feira, acusando Hillary Clinton de ser "vulgar" e "pouco inteligente".
Hillary aproveita sua participação em um encontro de segurança na Tailândia para conclamar governos asiáticos a continuarem pressionando a Coreia do Norte a abandonar seu programa de armas nucleares. "Ela tem feito uma leva de comentários vulgares, incompatíveis com sua posição, onde quer que vá desde que tomou posse", disse um porta-voz da chancelaria norte-coreana à agência estatal de notícias KCNA.
| Reuters |
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| Hillary Clinton participa de almoço durante visita a Phuket; Coreia do Norte reagiu contra críticas |
Ao dizer nesta semana que a Coreia do Norte se comporta como uma criança bagunceira por causa dos seus recentes testes de mísseis, Hillary "sugere que não é de forma alguma inteligente". "Não podemos considerar a senhora Clinton senão como uma senhora engraçada, já que ela gosta de pronunciar tal retórica, alheia à elementar etiqueta na comunidade internacional. Às vezes, ela parece uma aluna do primário, e às vezes uma aposentada indo às compras", afirmou.
"É nossa visão que ela pode fazer até mesmo uma pequena contribuição à implementação da política externa do governo dos EUA como secretária de Estado apenas quando tiver uma compreensão do mundo, para começar."
O Estado comunista insiste que está desenvolvendo armas nucleares porque precisa se defender da hostilidade dos EUA. Muitos analistas acham, porém, que o enfermo ditador Kim Jong-il vê o arsenal nuclear como um patrimônio a ser usado para arrancar concessões da comunidade internacional.
A Coreia do Norte anunciou em abril um segundo teste nuclear, atraindo mais sanções internacionais. Pyongyang enviou apenas um funcionário de baixo escalão para acompanhar a reunião do fórum regional Asean em Phuket. Esse funcionário declarou aos anfitriões tailandeses que a Coreia do Norte não desejava se tornar o saco de pancadas do evento.
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Abdul Khaleq Abdullah, um professor de ciência política da Universidade dos Emirados Árabes Unidos disse: "Eu acho que os Estados do Golfo fazem bem em desenvolver agora estratégias com base na suposição de que o Irã está prestes a se tornar uma potência nuclear. É um jogo totalmente novo. O Irã agora está forçando todos na região a entrarem em uma corrida armamentista."
Esta percepção, por sua vez, gera novas ansiedades e abala velhas suposições.
Escrevendo para o jornal pan-árabe "Al Quds Al Arabi", o editor, Abdel-Beri Atwan, disse que com os recentes desdobramentos "os regimes árabes, e os do Golfo em particular, se verão como parte de uma nova aliança contra o Irã ao lado de Israel".
O chefe de um proeminente centro de pesquisa em Dubai disse que poderia até mesmo ser melhor se o Ocidente -ou Israel- realizasse um ataque militar contra o Irã, em vez de permitir que ele se transforme em uma potência nuclear. Esse tipo de conversa por parte dos árabes quase não era ouvida antes da revelação da segunda instalação de enriquecimento, e apesar de ainda ser rara, reflete o crescente alarme.
"A região pode conviver melhor com uma retaliação limitada por parte do Irã do que viver com uma dissuasão nuclear permanente. Eu defendo a realização do trabalho agora em vez de viver o restante da minha vida com uma hegemonia nuclear na região que o Irã gostaria de impor."
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