Mundo
07/08/2009 - 11h45

EUA dizem não poder confirmar morte de líder taleban no Paquistão

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da Folha Online

A Casa Branca afirmou nesta sexta-feira que "não pode confirmar" a morte do líder do grupo islâmico radical Taleban no Paquistão, Baitullah Mehsud. A morte de Mehsud foi confirmada por fontes de inteligência paquistanesas e americanas, sob condição de anonimato, e por assessores do próprio líder.

"Não podemos confirmar se está ou não morto", disse Robert Gibbs, porta-voz do governo Barack Obama.

O governo paquistanês investiga os relatos de que Mehsud teria sido morto na quarta-feira passada (5) em um taque de mísseis de aviões não tripulados da CIA (agência de inteligência americana).

Arte/Folha Online

"Parece existir um crescente consenso entre observadores credíveis que, efetivamente, ele está morto", ressaltou, contudo, Gibbs, que confirmou o ataque da agência americana e nem deu mais detalhes.

Os Estados Unidos oferecem uma recompensa de US$ 5 milhões pela captura ou morte de Mehsud, considerado inimigo número 1 do Paquistão e responsabilizado por uma série de ataques terroristas.

Segundo os assessores de Mehsud, o grupo se reunirá nesta sexta-feira para discutir quem substituirá Mehsud no comando dos terroristas no Paquistão.

"Eu confirmo que Baitullah Mehsud e sua mulher morreram em um ataque de míssil americano no Waziristão do Sul", disse o comandante taleban Kafayat Ullah, citado pela agência Associated Press. Ele não quis dar mais detalhes.

O jornal "The New York Times" cita em reportagem dois assessores do grupo islâmico: um militante no noroeste do Paquistão que foi ouvido pela agência Orakzai e um militante no próprio Waziristão.

O ataque, segundo os assessores, teria ocorrido às 1h desta quarta-feira (16h desta terça-feira no horário de Brasília) na casa do sogro de Mehsud, na remota vila de Zanghara, onde o líder recebia tratamento para o rim, prejudicado por uma diabetes.

Alvo

AP
Principal líder do grupo islâmico radical Taleban paquistanês, Baitullah Mehsud, teria morrido em ataque da CIA nesta semana
Principal líder do grupo islâmico radical Taleban paquistanês, Baitullah Mehsud, teria morrido em ataque da CIA nesta semana

Sob pressão do Paquistão, o governo americano transformou a captura ou morte de Mehsud em prioridade militar para este ano --um voto de confiança após o anúncio da extensão da guerra contra o terrorismo do Afeganistão para o país vizinho.

O Paquistão considera Mehsud como inimigo número um do país já que o responsabiliza por boa parte da campanha de violência e ataques terroristas que afeta o país.

Sua morte, afirma o "NYT", pode ser vista como uma injeção de ânimo para as tropas em um momento no qual a violência atinge níveis recordes no Afeganistão e que o presidente Barack Obama tenta angariar apoio para uma estratégia maior de combate ao terrorismo e formação de equipes de segurança na região.

Currículo

Mehsud é considerado o responsável por dezenas de atentados suicidas, decapitações e assassinatos no Paquistão, que deixaram cerca de 2.000 mortos desde 2007. Aliado da rede terrorista Al Qaeda, ele é um dos suspeitos de estar por trás do ataque suicida que matou da ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto, em dezembro de 2007, na cidade paquistanesa de Rawalpindi.

Washington ofereceu uma recompensa de US$ 5 milhões pela captura de Mehsud, enquanto Islamabad prometeu US$ 615 mil. Os americanos bombardearam constantemente nos últimos meses a região tribal do Waziristão do Sul, feudo do Movimento dos Talebans do Paquistão (TTP), de Mehsud.

Fontes

Funcionários dos serviços de inteligência dizem que o ataque matou ao menos duas pessoas, entre elas a segunda esposa de Mehsud, mas seguidores dele disseram que o líder taleban não morreu.

O ministro do Interior do Paquistão, Rehman Malik, disse à agência Reuters que acredita que Mehsud tenha morrido no ataque, mas que não possui evidências materiais para provar a morte.

O general Athar Abbas, porta-voz do Exército do Paquistão, advertiu que as notícias sobre a morte de Mehsud ainda foram confirmados. "Estamos recebendo relatórios e investigações", disse ele.

O governo americano também está analisando os relatos, de acordo com um funcionário dos serviços de combate ao terrorismo que falou sob condição de anonimato à agência Associated Press.

Em setembro do ano passado, canais de televisão paquistaneses e o americano CNN noticiaram a morte de Mehsud, o que foi desmentido nos dias seguintes.

Com Efe e Reuters

Comentários dos leitores
Marcelo Moreto (205) 09/12/2009 13h36
Marcelo Moreto (205) 09/12/2009 13h36
Senhores das armas. Alimentam a fúria e acreditam fielmente que armar países pobres e sem alma lhes trarão glórias. Pobres generais, marechais, sargentos ou qualquer estrategista adiecido por uma honra que sequer existe.
Os EUA são uma mancha na história do planeta e enquanto houver documentos e pessoas para contar histórias, jamais deixarão de ser aqueles que antes de todos os outros países, alimentam a guerra, o rancor e a mentira. O universo pede paz desde que o homem aprendeu a fazer fogueira...
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Guilherme Lemmi (230) 09/12/2009 13h01
Guilherme Lemmi (230) 09/12/2009 13h01
Eduardo,
muito bom o seu último comentário, apesar de refletir uma triste realidade.
Me fez pensar em duas citações de Martin Luther King:
"A história registrará que a maior tragédia desse periodo de transição social não foi o estridente clamor das pessoas más, mas o silêncio amedrontador das pessoas boas."
"Todo homem deve decidir se andará no caminho iluminado do altruísmo criativo ou nas trevas do egoísmo destrutivo"
É isso ai, força aos Guerreiros da Luz!
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carmem santos (36) 09/12/2009 07h37
carmem santos (36) 09/12/2009 07h37
Ao sr. sergio dávila,que mundo se dar a um pais que elege um homem que nem sua prapria língua sabe falar. esse pais chado de brasil ele é quinto mundo o homem só fala o que deve que cultura tem ele a cultura de um quinto mundo.....ele é a nossa vergonha..... sem opinião
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