EUA dizem não poder confirmar morte de líder taleban no Paquistão
da Folha Online
A Casa Branca afirmou nesta sexta-feira que "não pode confirmar" a morte do líder do grupo islâmico radical Taleban no Paquistão, Baitullah Mehsud. A morte de Mehsud foi confirmada por fontes de inteligência paquistanesas e americanas, sob condição de anonimato, e por assessores do próprio líder.
"Não podemos confirmar se está ou não morto", disse Robert Gibbs, porta-voz do governo Barack Obama.
O governo paquistanês investiga os relatos de que Mehsud teria sido morto na quarta-feira passada (5) em um taque de mísseis de aviões não tripulados da CIA (agência de inteligência americana).
| Arte/Folha Online |
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"Parece existir um crescente consenso entre observadores credíveis que, efetivamente, ele está morto", ressaltou, contudo, Gibbs, que confirmou o ataque da agência americana e nem deu mais detalhes.
Os Estados Unidos oferecem uma recompensa de US$ 5 milhões pela captura ou morte de Mehsud, considerado inimigo número 1 do Paquistão e responsabilizado por uma série de ataques terroristas.
Segundo os assessores de Mehsud, o grupo se reunirá nesta sexta-feira para discutir quem substituirá Mehsud no comando dos terroristas no Paquistão.
"Eu confirmo que Baitullah Mehsud e sua mulher morreram em um ataque de míssil americano no Waziristão do Sul", disse o comandante taleban Kafayat Ullah, citado pela agência Associated Press. Ele não quis dar mais detalhes.
O jornal "The New York Times" cita em reportagem dois assessores do grupo islâmico: um militante no noroeste do Paquistão que foi ouvido pela agência Orakzai e um militante no próprio Waziristão.
O ataque, segundo os assessores, teria ocorrido às 1h desta quarta-feira (16h desta terça-feira no horário de Brasília) na casa do sogro de Mehsud, na remota vila de Zanghara, onde o líder recebia tratamento para o rim, prejudicado por uma diabetes.
Alvo
| AP |
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| Principal líder do grupo islâmico radical Taleban paquistanês, Baitullah Mehsud, teria morrido em ataque da CIA nesta semana |
Sob pressão do Paquistão, o governo americano transformou a captura ou morte de Mehsud em prioridade militar para este ano --um voto de confiança após o anúncio da extensão da guerra contra o terrorismo do Afeganistão para o país vizinho.
O Paquistão considera Mehsud como inimigo número um do país já que o responsabiliza por boa parte da campanha de violência e ataques terroristas que afeta o país.
Sua morte, afirma o "NYT", pode ser vista como uma injeção de ânimo para as tropas em um momento no qual a violência atinge níveis recordes no Afeganistão e que o presidente Barack Obama tenta angariar apoio para uma estratégia maior de combate ao terrorismo e formação de equipes de segurança na região.
Currículo
Mehsud é considerado o responsável por dezenas de atentados suicidas, decapitações e assassinatos no Paquistão, que deixaram cerca de 2.000 mortos desde 2007. Aliado da rede terrorista Al Qaeda, ele é um dos suspeitos de estar por trás do ataque suicida que matou da ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto, em dezembro de 2007, na cidade paquistanesa de Rawalpindi.
Washington ofereceu uma recompensa de US$ 5 milhões pela captura de Mehsud, enquanto Islamabad prometeu US$ 615 mil. Os americanos bombardearam constantemente nos últimos meses a região tribal do Waziristão do Sul, feudo do Movimento dos Talebans do Paquistão (TTP), de Mehsud.
Fontes
Funcionários dos serviços de inteligência dizem que o ataque matou ao menos duas pessoas, entre elas a segunda esposa de Mehsud, mas seguidores dele disseram que o líder taleban não morreu.
O ministro do Interior do Paquistão, Rehman Malik, disse à agência Reuters que acredita que Mehsud tenha morrido no ataque, mas que não possui evidências materiais para provar a morte.
O general Athar Abbas, porta-voz do Exército do Paquistão, advertiu que as notícias sobre a morte de Mehsud ainda foram confirmados. "Estamos recebendo relatórios e investigações", disse ele.
O governo americano também está analisando os relatos, de acordo com um funcionário dos serviços de combate ao terrorismo que falou sob condição de anonimato à agência Associated Press.
Em setembro do ano passado, canais de televisão paquistaneses e o americano CNN noticiaram a morte de Mehsud, o que foi desmentido nos dias seguintes.
Com Efe e Reuters
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Os EUA são uma mancha na história do planeta e enquanto houver documentos e pessoas para contar histórias, jamais deixarão de ser aqueles que antes de todos os outros países, alimentam a guerra, o rancor e a mentira. O universo pede paz desde que o homem aprendeu a fazer fogueira...
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muito bom o seu último comentário, apesar de refletir uma triste realidade.
Me fez pensar em duas citações de Martin Luther King:
"A história registrará que a maior tragédia desse periodo de transição social não foi o estridente clamor das pessoas más, mas o silêncio amedrontador das pessoas boas."
"Todo homem deve decidir se andará no caminho iluminado do altruísmo criativo ou nas trevas do egoísmo destrutivo"
É isso ai, força aos Guerreiros da Luz!
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