OEA discute com governo interino de Honduras novas condições para visita
da Folha Online
Representantes do governo interino de Honduras e da OEA (Organização dos Estados Americanos) se reunirão nesta terça-feira em Washington, nos Estados Unidos, para discutir as novas condições impostas pelos hondurenhos para a visita da missão de ministros de Relações Exteriores do órgão que tem como objetivo facilitar uma solução para a crise criada após o golpe de Estado de 28 de junho passado.
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A reunião ocorre após a recusa neste domingo do governo interino liderado por Roberto Micheletti de permitir a entrada de uma missão da OEA no país por que o secretário-geral da instituição, José Miguel Insulza, um dos mais ferrenhos críticos ao golpe de Estado, carece de "imparcialidade e profissionalismo".
A OEA suspendeu Honduras do organismo no dia 4 de julho depois do golpe de Estado contra o presidente Manuel Zelaya, em meio à pressão internacional que enfrenta o regime de fato para que permita a volta do presidente deposto.
Zelaya foi deposto em golpe orquestrado por Congresso, Suprema Corte e Exército por seu esforço em organizar um referendo pela mudança na Constituição que incluiria a reeleição no país.
Horas depois, o governo de Honduras decidiu aceitar a visita da missão desde que Insulza fosse apenas "observador". Micheletti, contudo, manteve o adiamento da viagem.
"Infelizmente, a intransigência de Insulza de incluir-se na missão e de excluir os chanceleres de Estados membros que votaram pela suspensão, mas que têm uma atitude de abertura para reconsiderar nosso caso, tornou impossível essa visita na data prevista", afirma um comunicado da chancelaria hondurenha.
O chanceler hondurenho, Carlos López, confirmou em entrevista coletiva que a data de chegada da delegação de chanceleres de países da OEA a Tegucigalpa não foi marcada, mas pode ser divulgada entre hoje e amanhã.
Ele afirmou ainda que a situação em seu país "tende a se normalizar". López declarou há alguns dias que o governo interino espera arrastar a situação no país até 29 de novembro, quando eleição presidencial deve definir um novo presidente legítimo e, espera, diminuir a pressão pela restituição de Zelaya.
A missão da OEA, que deveria chegar amanhã à capital hondurenha, será composta pelos chanceleres ou similares da Argentina, Canadá, Costa Rica, Jamaica, México e República Dominicana.
López enfatizou, na entrevista coletiva, que Insulza "não é a pessoa importante nesta missão, mas os chanceleres".
Insulza, por sua parte, disse nesta segunda-feira em Washington que a delegação de alto nível da OEA viajará para Honduras com o propósito de dialogar sobre o Acordo de San José, mas não impôs uma postura.
Com Efe e France Presse
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Esse talvez não seja ainda o derradeiro quinau que Michelete vai dar aos pobres diabos que tentam impor sanções, ultimatos, imposições e outras tarouquices típicas de quem ainda não conseguiu engolir o que ocorreu ali.
E os ianques continuam fazendo de conta que estão contra Michelete, ao cobrar a renúncia dele. Por trás dos panos devem ridicularizar a malograda tentativa de intervenção dos badalões do governo brasileiro.
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