Mundo
17/08/2009 - 15h05

Obama pede paciência e diz que guerra no Afeganistão "vale a pena"

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da Folha Online

O presidente americano, Barack Obama, pediu paciência nesta segunda-feira e advertiu que a vitória sobre os terroristas do grupo islâmico radical Taleban no Afeganistão não será rápida ou simples. O discurso no Arizona, no sudoeste dos Estados Unidos, visa reforçar o apoio popular à guerra de quase oito anos no Afeganistão, a poucos dias da eleição presidencial no país asiático, que é vista como um teste para a sua nova estratégia.

"A insurreição no Afeganistão não surgiu da noite para o dia", disse Obama em um encontro com os Veteranos de Guerras no Exterior. "Não a derrotaremos da noite para o dia. Não será rápido. Não será fácil", completou.

Larry Downing /Reuters
Presidente dos EUA, Barack Obama, pede paciência e diz que guerra vale a pena
Presidente dos EUA, Barack Obama, pede paciência e diz que guerra vale a pena

Obama, contudo, ressaltou que a guerra contra o Taleban "vale a pena" --um discurso visto como forma de preparar os americanos para um conflito que ainda não tem prazo para acabar e que pode se tornar tão impopular quanto foi a Guerra do Iraque para seu antecessor, o republicano George W. Bush (2001-2009).

"Esta guerra não é uma escolha. Esta é uma guerra necessária. Aqueles que atacaram a América em 11 de Setembro estão planejando fazê-lo de novo. Se os deixarmos agir, a insurgência Taleban será um reduto seguro ainda maior para a [rede terrorista] Al Qaeda planejar matar mais americanos", disse Obama.

Ele descreveu ainda o porquê acredita que a nova estratégia de reforço --em tropas, civis e dinheiro-- na Guerra do Afeganistão está funcionando e porque os EUA devem permanecer comprometidos em estabilizar o país destruído pela guerra. "Então, essa não é apenas uma guerra que vale a pena lutar. Isso é fundamental para a defesa de nosso povo."

Desde que assumiu a Casa Branca, em janeiro, Obama mudou o foco da impopular Guerra do Iraque para o Afeganistão, onde estão os "verdadeiros terroristas".

Pela primeira vez, o gasto no Afeganistão superou os gastos no Iraque. Obama garantiu ainda o dobro de verba para projetos de governança civil e desenvolvimento, US$ 200 milhões por mês.

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O discurso de Obama vem três dias antes da segunda eleição presidencial no Afeganistão. Uma votação que ocorrerá sob ameaças de ataques e onda de violência do Taleban --mais forte e violento desde 2001, quando as tropas americanas lideraram uma coalizão que derrubou o grupo do poder.

Para Obama, garantir a participação nas eleições e a segurança dos eleitores será um teste crucial para sua nova estratégia que deve levar 30 mil soldados adicionais ao país.

O democrata, contudo, não comentou diretamente a disputa presidencial afegã para evitar críticas de interferência americana.

Com France Presse e Associated Press

Comentários dos leitores
O Pacificador (199) 25/11/2009 17h16
O Pacificador (199) 25/11/2009 17h16
A CARTA DE OBAMA
ao lula...
Alguém acredita de verdade, que "a carta" do Obama, foi algum tipo de "sinal de amizade"?
Que o presidente americano, de alguma forma queria justificar algo ao "amigo"?
Acham?
Deve ser a turma que acredita em Papai-Noel...
Obama na verdade mandou um singelo aviso:
Não estamos gostando do que vocês estão fazendo!!!
Principalmente no caso do apoio ao ditador nuclear iraniano, nem na forçada de barra que foi dada ao esconder o Zelaia n embaixada brasileira em Honduras, quase provocando uma guerra civil.
Parabéns lula e bando de incompetentes!!!
Finalmente mostraram ao mundo quem são de verdade.
E agora receberam o 1º aviso, do tipo:
Estamos de olho em vocês...
sem opinião
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O apoio de Obama para a iniciativa brasileira de dialogar com o Irã é um tapa na cara da imprensa conservadora q tanto criticou a visita. sem opinião
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Hernani Rodrigues (30) 25/11/2009 12h33
Hernani Rodrigues (30) 25/11/2009 12h33
Acho que críticar quem quer que seja pelo que os outros dizem é no mínimo insensato. Sabemos que EUA e Israel tem interesses comum e não reconhecem, muitas vezes, seus próprios erros. Foi uma ótima iniciativa do governo brasileiro conversar com todos os lados e tirar uma decisão soberana, independentemente do que os EUA achem. Mais um ponto na brilhante política internacional do governo brasileiro. 8 opiniões
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Renato Oliveira Pinto (1) 25/11/2009 08h30
Renato Oliveira Pinto (1) 25/11/2009 08h30
e verdade sem opinião
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ROBERTO WILLIAM BANGOIM (61) 24/11/2009 15h04
ROBERTO WILLIAM BANGOIM (61) 24/11/2009 15h04
Impressionante como reduzirama DEMOCRACIA um balaio de gato ideológico sem principios nobres da civilização humana. Pasmem! temos naçoes como os EUA apoindo e se alinhando a todos os tipos da escoria humana para fazer frente seus interesses. O prenuncio da queda do imperio inicia-se... Pode levar décadas mas é inconrteste quem acompanha a história dos grande impérios... o pormenor é quando começam a ruir.. Pois acho que estamos vivendo esse tempo inicial. Quando o ciclo irá se fechar , não sabemos ainda, mas começou. Invasão imoral no IRAQUE, AFGANISTÃO, pressão em paises que não se alinham a ideologia ocidental etc são exemplos. A era do dominio do império vencedor ( guerra fria) mostrou que todos tem seu dia... O sonho americano de respeito a liberdade , livre expressão e direitos humanos,,,,esqueçam,,, o papel dessa grande nação . Perdeu-se. Os sinais começaram... sem opinião
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Guilherme Lemmi (226) 24/11/2009 11h14
Guilherme Lemmi (226) 24/11/2009 11h14
"Afeganistão fica em 2º lugar em ranking dos países mais corruptos".
é essa a 'democracia' que os EUA criaram?
sem opinião
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